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Mercado brasileiro de soja permanece com baixa movimentação

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O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com um cenário de pouca movimentação. Apesar de uma leve recuperação na Bolsa de Mercadorias de Chicago, o aumento moderado não deve ser suficiente para impulsionar as cotações no mercado interno. Além disso, a estabilidade do dólar em relação ao real reforça a tendência de produtores continuarem a segurar suas vendas.

Na sexta-feira passada, o mercado de soja apresentou preços que variaram entre estáveis e em queda, com indicações nominais devido à resistência dos produtores em negociar aos níveis atuais. A queda nas cotações de Chicago e a desvalorização do dólar contribuíram para aumentar a disparidade entre os preços pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores.

Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos recuou de R$ 124,00 para R$ 123,00. Na região das Missões (RS), a cotação caiu de R$ 123,00 para R$ 122,00 por saca. No Porto de Rio Grande, o valor diminuiu de R$ 130,00 para R$ 129,00 a saca.

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Em Cascavel, no Paraná, a saca manteve-se em R$ 121,00. No Porto de Paranaguá (PR), houve uma queda de R$ 129,00 para R$ 127,00 por saca.

Em Rondonópolis (MT), o valor da saca permaneceu inalterado em R$ 121,00. Em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 119,00 para R$ 116,00 por saca. Já em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 121,00 para R$ 118,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja para novembro de 2024 registraram uma alta de 0,33%, sendo negociados a US$ 9,60 1/4 por bushel. O mercado busca uma correção técnica após ter atingido, na semana anterior, os níveis mais baixos de preços desde 2020.

Câmbio

O dólar comercial opera em leve queda de 0,10%, sendo cotado a R$ 5,4620. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana em relação a outras, registrou baixa de 0,30%, atingindo 101,995 pontos.

Indicadores financeiros

As principais bolsas asiáticas fecharam com desempenhos mistos: Tóquio registrou queda de 1,77%, enquanto Xangai apresentou alta de 0,49%. Na Europa, os mercados operam em alta, com Paris subindo 0,43%, Frankfurt 0,24% e Londres 0,03%.

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O petróleo, por sua vez, está em baixa. O contrato para setembro do WTI em Nova York foi cotado a US$ 76,02 por barril, uma queda de 0,82%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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