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Mercado brasileiro de milho sinaliza negociações contidas em meio a desafios logísticos

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A quinta-feira se desenha com perspectivas de negociações moderadas no mercado brasileiro de milho, conforme o ano se aproxima do encerramento. A complexidade logística e fatores como condições climáticas, desenvolvimento da safra, volatilidade cambial e comportamento dos preços futuros continuam a ser minuciosamente avaliados para orientar as decisões dos investidores. Internacionalmente, a Bolsa de Mercadorias de Chicago apresenta tendência de preços mais elevados, enquanto o dólar registra recuo em relação ao real.

Na quarta-feira, o mercado nacional de milho demonstrou estabilidade com preços firmes. Os produtores mantêm uma postura de retenção da oferta, acreditando que os preços podem seguir em ascensão, especulando sobre as condições climáticas e a próxima safra, conforme indicado pela SAFRAS Consultoria. Consumidores, por sua vez, buscam lotes para posicionamento antes do ano novo, especialmente em São Paulo e Paraná, mas aguardam por definições de preços. A expectativa é de que a liquidez do mercado físico diminua nos próximos dias, em decorrência das festividades, somada às dificuldades logísticas esperadas.

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Nos principais pontos de comercialização, os preços variam. No Porto de Santos, a saca (CIF) é negociada entre R$ 67,50/71,00, enquanto no Porto de Paranaguá, a variação fica entre R$ 66,50/70,00.

No Paraná, a cotação em Cascavel está em R$ 60,00/63,00 por saca. Em São Paulo, na Mogiana, o preço é de R$ 70,00/72,00, e em Campinas CIF, a saca varia entre R$ 74,00/76,00.

No Rio Grande do Sul, a saca em Erechim está cotada entre R$ 67,00/70,00, enquanto em Minas Gerais, em Uberlândia, a cotação é de R$ 70,00/72,00. Em Goiás, em Rio Verde (CIF), os preços oscilam entre R$ 62,00/65,00, e no Mato Grosso, em Rondonópolis, a saca é negociada entre R$ 45,00/50,00.

Chicago e Câmbio

Os contratos para março de 2024 em Chicago apresentam oscilações, cotados a US$ 4,69 1/2 por bushel. A volatilidade é influenciada pelo fechamento de rotas ferroviárias para o México pelos Estados Unidos, o principal importador de milho do país. Paralelamente, os preços encontram suporte na recuperação após perdas recentes e na desaceleração do dólar em relação a outras moedas.

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Ontem (20), os contratos de milho com entrega em março de 2024 fecharam a US$ 4,69 3/4 por bushel, com recuo de 3,00 centavos de dólar. O dólar comercial apresenta baixa de 0,37%, a R$ 4,8927, enquanto o Dollar Index registra desvalorização de 0,35% a 102,05 pontos.

Indicadores Financeiros e Commodities

Principais bolsas asiáticas fecham com preços mistos, com destaque para Xangai (+0,57%) e Japão (-1,59%). Na Europa, índices fracos predominam, com Paris (-0,51%), Frankfurt (-0,53%) e Londres (-0,49%). O preço do petróleo opera em baixa, com o barril de janeiro do WTI em NY a US$ 73,46, registrando uma queda de 1,02%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño acende alerta no campo: produtores devem reforçar planejamento financeiro e proteção jurídica

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A intensificação dos efeitos do El Niño no Sul do Brasil volta a preocupar o setor agropecuário e coloca em evidência a necessidade de um planejamento mais robusto para enfrentar os desafios climáticos. Com previsões de aumento das chuvas, maior instabilidade meteorológica e potenciais impactos sobre a produtividade agrícola, especialistas alertam que produtores rurais precisam adotar medidas preventivas para proteger suas finanças e garantir a continuidade das atividades.

Após anos marcados por eventos climáticos extremos, perdas de safra e aumento do endividamento rural, a gestão de riscos passa a ocupar papel estratégico dentro das propriedades. Além dos cuidados agronômicos, cresce a importância da organização financeira, da análise contratual e da proteção jurídica como ferramentas fundamentais para atravessar períodos de adversidade.

Planejamento financeiro ganha protagonismo no agronegócio

Segundo a advogada Giulia Arndt, especialista em Direito Bancário aplicado ao agronegócio, muitos produtores ainda concentram seus esforços exclusivamente na gestão da produção, deixando em segundo plano aspectos financeiros e jurídicos que podem ser decisivos em momentos de crise.

De acordo com a especialista, a recorrência de fenômenos climáticos extremos exige uma mudança de postura no campo. O produtor que mantém sua documentação organizada, acompanha seus compromissos financeiros e revisa regularmente seus contratos possui melhores condições para negociar com instituições financeiras e minimizar impactos econômicos.

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A recomendação é que as propriedades rurais desenvolvam planos preventivos capazes de garantir maior previsibilidade diante de possíveis perdas provocadas por excesso de chuvas, enchentes ou outros eventos climáticos associados ao El Niño.

Revisão de crédito rural e contratos pode evitar problemas futuros

Entre as principais medidas preventivas está a análise das operações de crédito rural, especialmente aquelas vinculadas à expectativa de produtividade futura. Especialistas orientam que os produtores revisem contratos em andamento e avaliem os riscos envolvidos caso ocorram frustrações de safra.

Outro ponto considerado essencial é a manutenção de registros técnicos atualizados. Laudos agronômicos, históricos climáticos, relatórios de produtividade e documentos que comprovem eventuais perdas podem ser determinantes em processos de renegociação de dívidas e solicitações de alongamento de prazos junto às instituições financeiras.

A legislação brasileira prevê mecanismos de proteção ao produtor em situações de perdas causadas por fatores climáticos, mas muitos agricultores desconhecem esses instrumentos ou buscam orientação apenas quando a situação financeira já se encontra comprometida.

Seguro rural e proteção jurídica devem fazer parte da estratégia

O cenário também reforça a importância da análise detalhada das apólices de seguro rural. Conhecer previamente as coberturas contratadas, as exigências para acionamento do seguro e os riscos efetivamente protegidos reduz a exposição do produtor e evita surpresas em momentos de necessidade.

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Da mesma forma, a avaliação das cláusulas presentes nos contratos bancários permite identificar obrigações, garantias e possibilidades de renegociação antes que problemas financeiros se agravem.

Especialistas destacam que a prevenção jurídica deixou de ser uma ferramenta utilizada apenas em situações de conflito e passou a integrar a gestão estratégica das propriedades rurais modernas.

Integração da cadeia é fundamental para enfrentar desafios climáticos

Além das ações individuais, o fortalecimento da cooperação entre produtores, cooperativas, instituições financeiras e órgãos públicos é apontado como um caminho importante para ampliar a capacidade de resposta do agronegócio diante dos desafios climáticos.

A criação de mecanismos mais ágeis de apoio financeiro, programas de prevenção e políticas voltadas à gestão de riscos pode contribuir para reduzir os impactos econômicos causados por eventos extremos e preservar a competitividade do setor.

Com a possibilidade de novas ocorrências associadas ao El Niño nos próximos meses, especialistas reforçam que o momento exige atenção e planejamento. A adoção antecipada de medidas financeiras, contratuais e jurídicas pode fazer a diferença para garantir a sustentabilidade das propriedades rurais e a continuidade da produção em um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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