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Mercado brasileiro de milho prevê dia de poucas negociações

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O mercado brasileiro de milho deve passar por uma terça-feira de negociações travadas. A estabilidade nos preços tem levado os consumidores a adotar uma postura mais retraída. No entanto, a alta do dólar em relação ao real pode animar as transações para exportação ao longo do dia. Enquanto isso, no cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago apresenta queda.

Na segunda-feira, o mercado brasileiro de milho manteve preços estáveis, segundo a Safras Consultoria. A consultoria aponta que os consumidores estão mais cautelosos nas negociações, provavelmente devido ao conforto com o atual nível dos estoques e as expectativas positivas para a próxima safra. Os produtores, por sua vez, continuam avançando na fixação da oferta, mas comedidamente, de acordo com a Safras.

Nos principais portos do país, os preços variaram. No Porto de Santos, a cotação ficou entre R$ 59,50 e R$ 63,00 por saca (compra/venda, CIF), enquanto no Porto de Paranaguá, os preços oscilaram entre R$ 59,00 e R$ 65,00 por saca.

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Em outras regiões, a cotação também mostrou variações. No Paraná, em Cascavel, os preços ficaram entre R$ 55,00 e R$ 57,00 por saca. Em São Paulo, na Mogiana, os preços também ficaram nesse intervalo. Em Campinas CIF, a saca variou entre R$ 60,00 e R$ 61,00. No Rio Grande do Sul, em Erechim, a cotação ficou entre R$ 62,00 e R$ 64,00 por saca, enquanto em Minas Gerais, em Uberlândia, os preços oscilaram entre R$ 52,00 e R$ 54,00. Em Goiás, em Rio Verde, o preço variou entre R$ 45,50 e R$ 47,00, e no Mato Grosso, em Rondonópolis, a faixa ficou entre R$ 40,00 e R$ 42,00 por saca.

No mercado internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago mostrou queda nos contratos para julho, que foram cotados a US$ 4,48 por bushel, uma baixa de 1,25 centavos de dólar, ou 0,27%, em relação ao fechamento anterior. A queda foi impulsionada pelo avanço da semeadura nos Estados Unidos, a menor demanda pelo milho americano e o fortalecimento do dólar frente a outras moedas. A previsão para o plantio de milho nos EUA mostra que 27% da área está plantada, contra 23% no mesmo período do ano passado, com média de 22% nos últimos cinco anos.

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O câmbio também impactou o mercado brasileiro, com o dólar comercial subindo 0,57%, cotado a R$ 5,1443. O Dollar Index, que mede o valor do dólar em relação a outras moedas, registrou uma alta de 0,18%, atingindo 105,77 pontos.

Nos mercados financeiros, as principais bolsas da Ásia fecharam com resultados mistos, com Xangai em -0,26% e o Japão em +1,24%. As bolsas europeias também mostraram oscilações mistas, com Paris em -0,14%, Frankfurt em -0,40%, e Londres em +0,58%. O petróleo WTI de junho em Nova Iorque foi negociado a US$ 83,17 por barril, com alta de 0,65%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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