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Mercado brasileiro de milho inicia semana com negociações contidas; Chicago opera em alta moderada

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Apesar da demanda crescente por parte dos consumidores, os produtores adotam uma postura cautelosa, limitando a oferta e assegurando estabilidade nos preços domésticos. Internacionalmente, a Bolsa de Mercadorias de Chicago registra uma leve alta. Enquanto isso, o dólar oscila sem uma direção definida, flutuando entre territórios positivo e negativo.

Ao longo da última semana, o mercado brasileiro de milho manteve a firmeza nos preços nas regiões Sul e Sudeste. A contenção na oferta, resultado da atitude cautelosa dos vendedores, contribui para sustentar as cotações, embora o ritmo de negócios permaneça limitado.

No Porto de Santos, a saca (CIF) variou entre R$ 65,50 e R$ 69,00. Já no Porto de Paranaguá, a cotação situou-se entre R$ 64,00 e R$ 67,00 por saca.

No Paraná, os preços foram de R$ 56,00 a R$ 58,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, a Mogiana registrou valores entre R$ 60,00 e R$ 62,00. Em Campinas CIF, a cotação foi de R$ 65,00 a R$ 66,50 por saca.

No Rio Grande do Sul, o preço variou entre R$ 64,00 e R$ 67,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, o valor foi de R$ 60,00 a R$ 61,00 por saca em Uberlândia. Em Goiás, a faixa de preço foi de R$ 53,00 a R$ 55,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, o preço situou-se entre R$ 42,00 e R$ 45,00 a saca em Rondonópolis.

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Chicago

Os contratos com vencimento em dezembro de 2023 operam a US$ 4,63 3/4 por bushel, apresentando uma alta de 0,50 centavo de dólar por bushel ou 0,10% em comparação ao fechamento anterior. Com uma demanda robusta pelo milho dos Estados Unidos e um movimento de recuperação após a queda na última sessão, as cotações mantêm-se em território positivo. A desaceleração do dólar em relação a outras moedas também contribui para sustentar os preços.

Na última sexta-feira (24), os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,63 3/4 por bushel, registrando uma queda de 5,00 centavos de dólar, ou 1,06%, em relação ao fechamento anterior. A posição para março de 2024 encerrou a sessão a US$ 4,82 3/4 por bushel, apresentando uma baixa de 5,00 centavos de dólar, ou 1,02%.

Câmbio

O dólar comercial mantém-se estável a R$ 4,8980. O Dollar Index registra uma desvalorização de 0,13%, totalizando 103,26 pontos.

Indicadores Financeiros

Principais bolsas asiáticas fecham com preços mais baixos: Xangai, -0,30%; Japão, -0,53%. Bolsas europeias operam com índices mistos: Paris, + 0,01%; Frankfurt, -0,13%; Londres, -0,28%.

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O preço do petróleo apresenta queda, com o contrato de janeiro do WTI em Nova York cotado a US$ 74,83 o barril, representando uma diminuição de 0,93%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ferramenta de IA ajuda pecuarista a fazer melhoramento genético grátis

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial para ajudar pecuaristas a escolher reprodutores Brangus, raça que combina características do Angus com a adaptação dos bovinos zebuínos ao clima tropical. Gratuito, o sistema permite consultar avaliações genéticas e identificar animais conforme objetivos como produzir bezerros mais pesados ou aumentar a resistência do rebanho ao carrapato.

A tecnologia, divulgada pela instituição em 22 de setembro, acrescenta uma interface de conversa ao Brangus+, programa de melhoramento genético lançado em 2023 em parceria com a Associação Brasileira de Brangus (ABB). O produtor escreve o que procura e recebe respostas em textos, tabelas ou gráficos, a partir das informações disponíveis no programa.

O desenvolvimento foi conduzido pelo Laboratório de Bioinformática e Estatística Genômica (Labegen), da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, no Rio Grande do Sul. A unidade tem uma ligação histórica com a raça: ocupa a área da Fazenda Experimental Cinco Cruzes, onde começaram, em 1946, os trabalhos de formação do Brangus brasileiro, então conduzidos pelo Ministério da Agricultura.

A origem internacional do Brangus remonta a cruzamentos realizados nos Estados Unidos no início do século passado. A proposta era reunir qualidade de carne e precocidade do Angus com rusticidade, tolerância ao calor e resistência a parasitas dos zebuínos. Nos Estados Unidos, a formação utilizou Angus e Brahman; no Brasil, os trabalhos iniciais combinaram Angus e Nelore.

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Os animais brasileiros foram inicialmente chamados de Ibagé, depois de Brangus-Ibagé e, posteriormente, de Brangus. Na composição clássica, a raça reúne cinco oitavos de Angus e três oitavos de zebu, equivalentes a 62,5% e 37,5%, respectivamente. É uma raça composta, formada pela combinação planejada de populações de origens diferentes.

Essa combinação explica seu espaço na pecuária. Em relação ao Angus, o cruzamento busca ampliar a adaptação às condições tropicais. Ao incorporar genética Angus a animais zebuínos, procura agregar precocidade e características de carcaça valorizadas pelo mercado. O resultado depende da seleção dos animais, da alimentação, da sanidade e do manejo adotado na propriedade.

A resistência a parasitas também é relativa: animais com avaliações favoráveis para essa característica continuam sujeitos à infestação e precisam de acompanhamento sanitário. A seleção genética permite trabalhar diferenças entre os indivíduos para melhorar o rebanho ao longo das gerações.

É nesse processo que entra o Brangus+IA. O criador pode solicitar uma lista de touros com avaliações favoráveis para peso à desmama e combinar esse critério com resistência ao carrapato. Também pode atribuir importância diferente a cada característica, ajustando a pesquisa às prioridades da fazenda.

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A ferramenta explica indicadores como a Diferença Esperada na Progênie (DEP), usada para comparar o potencial dos animais de transmitir características aos descendentes. Também esclarece a posição de cada indivíduo entre os avaliados e o grau de confiança das estimativas genéticas.

O Sumário Brangus+ 2025/2026 informa que a base do programa reúne dados de mais de 82 mil animais, com 13.884 genotipados, isto é, submetidos à análise de marcadores do DNA. Esses números dimensionam o trabalho de avaliação genética e não correspondem à contagem de animais vivos da raça no país.

A associação informou neste ano reunir 357 associados em 18 estados. Fora do Brasil, o Brangus tem criadores em países como Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Uruguai, México, Austrália e África do Sul, além de entidades representativas em outras regiões.

Para o produtor, a contribuição da ferramenta está em facilitar a consulta às informações que sustentam a seleção. O acesso gratuito está disponível na plataforma do programa, e o site da Associação Brasileira de Brangus reúne, na seção Brangus+, os sumários e materiais de orientação ao criador.

Fonte: Pensar Agro

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