AGRONEGÓCIO

Mercado Brasileiro de Milho Inicia Semana com Negociações Cautelosas

Publicado em

O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com negociações comedidas, apesar de uma ligeira firmeza nos preços. O avanço das comercializações continua travado devido à postura cautelosa dos agentes do mercado. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta significativa, enquanto o dólar apresenta queda frente ao real.

Durante a última sexta-feira, o mercado brasileiro de milho mostrou-se arrastado, com os preços mantendo-se firmes. Produtores em várias regiões do país, como São Paulo e Paraná, reduziram as ofertas, especulando sobre os recentes movimentos do dólar e a firmeza dos preços em Santos. Por outro lado, os consumidores mantiveram uma postura tranquila nas negociações, sem grandes mudanças em relação ao abastecimento, segundo análise da Safras Consultoria.

No Porto de Santos, os preços variaram entre R$ 62,50 e R$ 65,00 por saca (CIF). No Porto de Paranaguá, as cotações ficaram entre R$ 61,00 e R$ 64,00 por saca.

Em Cascavel, Paraná, a saca foi cotada entre R$ 54,00 e R$ 56,00. Na região da Mogiana, em São Paulo, os preços variaram de R$ 53,00 a R$ 55,00. Em Campinas (CIF), a saca foi cotada entre R$ 57,50 e R$ 58,50.

Leia Também:  Está sendo realizado em Pelotas o 33° Congresso Brasileiro de Agronomia

No Rio Grande do Sul, em Erechim, os preços ficaram entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca. Em Uberlândia, Minas Gerais, as cotações variaram de R$ 52,00 a R$ 53,00. Em Rio Verde, Goiás, a saca foi negociada entre R$ 46,00 e R$ 48,00 (CIF). No Mato Grosso, em Rondonópolis, os preços ficaram entre R$ 41,00 e R$ 44,00 por saca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

Published

on

As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
Leia Também:  Estabilidade nos Preços da Carne Suína Reflete Oferta Ajustada
Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
Leia Também:  Futuros do milho iniciam sexta-feira com leve oscilação na B3

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA