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Mercado Asiático: Ações de Tecnologia Caem em Hong Kong, Mas Mercado Chinês Avança Impulsionado pela Inteligência Artificial

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As ações de Hong Kong apresentaram um recuo após atingir máximas recentes, nesta segunda-feira, enquanto as bolsas chinesas encerraram em leve alta. O movimento foi impulsionado pela realização de lucros em um rali das ações tecnológicas, enquanto os investidores digeriam as notícias sobre a reunião do presidente chinês, Xi Jinping, com empresários do setor privado.

Ao fim das negociações, o índice de Xangai registrou uma alta de 0,27%, atingindo 3.355 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,21%, encerrando em 3.947 pontos.

Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, sofreu uma leve queda de 0,02%, finalizando a sessão com 22.616 pontos. No início das negociações, o índice havia atingido a marca de 23.000 pontos, estabelecendo um novo pico para o ano, embora abaixo do recorde registrado em outubro de 2024.

De acordo com Richard Tang, estrategista da China no Julius Baer, a aproximação do índice com a máxima registrada no ano passado motivou investidores que compraram no auge de outubro de 2024 a realizar lucros. O índice de tecnologia do Hang Seng, que havia atingido seu maior nível em três anos, perdeu força e encerrou com queda de 0,5%.

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Em uma movimentação política relevante, Xi Jinping teve uma rara reunião com líderes de grandes empresas de tecnologia, como Alibaba, Tencent e Huawei, com o objetivo de fortalecer a confiança das companhias privadas no país.

Em outros mercados asiáticos, o índice Nikkei, em Tóquio, avançou 0,06%, fechando em 39.174 pontos. O índice KOSPI, em Seul, registrou valorização de 0,75%, atingindo 2.610 pontos, enquanto o TAIEX de Taiwan subiu 1,52%, fechando em 23.505 pontos. Em Singapura, o índice Straits Times ganhou 0,71%, fechando em 3.904 pontos. Por outro lado, o índice S&P/ASX 200 de Sydney recuou 0,22%, finalizando a sessão em 8.537 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade estratégica do agronegócio brasileiro

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Apesar de ocupar posição de destaque entre os maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil ainda enfrenta um desafio estratégico que preocupa especialistas e agentes do setor: a elevada dependência de fertilizantes importados.

Dados da AMR Business Intelligence mostram que a produção nacional foi responsável por suprir apenas 10,7% da demanda interna de fertilizantes em 2025. O cenário evidencia a distância entre a relevância do agronegócio brasileiro no abastecimento global e sua capacidade de produzir os insumos essenciais para sustentar a produtividade no campo.

A situação ganha ainda mais relevância diante da crescente demanda mundial por alimentos e da importância do Brasil como um dos principais fornecedores agrícolas do planeta.

Brasil alimenta o mundo, mas depende de insumos externos

Nas últimas décadas, o país passou por uma profunda transformação no setor agropecuário. De importador de alimentos, tornou-se uma potência agrícola capaz de abastecer mercados em todos os continentes.

Segundo estimativas da Embrapa, a produção brasileira de alimentos contribui para alimentar mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, essa força produtiva continua fortemente dependente do fornecimento externo de fertilizantes para manter elevados níveis de produtividade.

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Essa dependência representa um desafio para a segurança produtiva do setor, especialmente em momentos de instabilidade econômica ou geopolítica internacional.

Nitrogenados e potássicos concentram maior dependência

Os números revelam uma situação ainda mais crítica em alguns segmentos do mercado de fertilizantes.

Em 2025, a produção nacional foi suficiente para atender apenas:

  • 3,1% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados;
  • 2,9% do consumo de fertilizantes potássicos;
  • 30,5% da demanda por fertilizantes fosfatados.

Os dados demonstram que o Brasil continua altamente dependente das importações, principalmente em produtos estratégicos para culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e café.

Geopolítica e logística ampliam riscos para o setor

A forte dependência externa torna o agronegócio brasileiro mais vulnerável a fatores que fogem do controle da cadeia produtiva nacional.

Conflitos geopolíticos, sanções econômicas, restrições comerciais, alterações cambiais e problemas logísticos internacionais podem comprometer o abastecimento de fertilizantes e elevar significativamente os custos de produção.

Nos últimos anos, episódios envolvendo grandes exportadores globais de nutrientes agrícolas evidenciaram como interrupções no comércio internacional podem gerar impactos imediatos nos preços e na disponibilidade dos insumos.

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Para um setor que responde por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e das exportações do país, a previsibilidade no fornecimento desses produtos tornou-se uma questão estratégica.

Segurança de insumos é desafio para a competitividade do agro

Especialistas apontam que ampliar a produção nacional de fertilizantes é um dos caminhos para reduzir a vulnerabilidade do setor e fortalecer a segurança produtiva do agronegócio.

Além de diminuir a exposição a crises internacionais, o aumento da autonomia na produção de nutrientes pode contribuir para maior estabilidade de custos, melhor planejamento das safras e expansão sustentável da produção agrícola.

Em um cenário de crescimento contínuo da demanda mundial por alimentos, garantir o acesso seguro e competitivo aos fertilizantes será cada vez mais determinante para preservar a liderança do Brasil no mercado global e sustentar os avanços do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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