AGRONEGÓCIO

MERCADO AGROPECUÁRIO: Getec divulga balanço da comercialização de grãos, carnes e leite

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Inicialmente, o boletim traz dados sobre o cooperativismo do Paraná, que finalizou 2023 com 225 cooperativas, entre as quais 62 do ramo agropecuário, 36 de saúde, 54 de crédito, 19 de infraestrutura, 7 de consumo, 15 de Trabalho, Produção de Bens e Serviços e 32 de transporte. Juntas, elas alcançaram faturamento de R$ 202 bilhões no ano passado, exportações no valor de U$$ 9,5 bilhões, agregando 3,6 milhões de cooperados e 150 mil funcionários diretos. Os dados são preliminares e serão consolidados após a Assembleia Geral Ordinária do Sistema Ocepar, que ocorre na tarde desta segunda-feira (01/04), em Curitiba.

Preços – Na sequência, são apresentados os preços médios recebidos pelo produtor paranaense em relação à soja (R$ 117,77 – balcão Ponta Grossa), milho (R$ 54 – balcão Mariópolis) e trigo (64 – balcão Cascavel), no período de março de 2023 a março de 2024, e há ainda as cotações da Bolsa de Chicago.

Exportações do agronegócio – Sobre as exportações do agronegócio, o boletim da Getec ressalta que, no acumulado de 2024, a comercialização atingiu US$ 23,2 bilhões, US$ 11,6 bilhões somente em fevereiro. Do total das exportações, 55,2% foram para cinco destinos principais: China (28,2%), União Europeia (12,6%), EUA (7,8%), Indonésia (3,4%) e Vietnã (3,2%). Cinco produtos responderam por 76,6% das exportações: complexo soja (26,6%), carnes (15,6%), complexo sucroalcooleiro (15,0%), produtos florestais (10,8%) e cereais, farinhas e preparações (8,6%), no acumulado do ano. O Paraná se manteve como terceiro no ranking das vendas externas no país, seguido de São Paulo (1º) e Mato Grosso (2º), representando 12,2% das exportações brasileiras com três destaques: complexo soja (43,3%), carnes (21,9%), e produtos florestais (14,7%). O valor também foi recorde para o mês de fevereiro, com alta de quase 19,7% ou equivalente ao incremento de US$ 1,91 bilhão em relação aos US$ 9,7 bilhões exportados em fevereiro de 2023

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Mais – O Panorama do Mercado traz ainda dados das exportações por produto: soja, milho e suíno, além de balanços de itens da pecuária, abrangendo avicultura, suinocultura, leite e tilápia.

Fonte: Portal Paraná Cooperativo

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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