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Mercado Acionário Chinês Recuar para Nível Mais Baixo em Seis Meses com Queda nos Empréstimos

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O índice acionário da China atingiu, nesta quarta-feira, seu menor patamar em seis meses, em um reflexo da crescente cautela dos investidores diante de dados econômicos decepcionantes. O índice CSI 300 registrou queda de 0,75%, alcançando o menor nível desde fevereiro, enquanto o Shanghai Composite Index recuou 0,6%.

A retração no mercado acionário chinês contrasta com a tendência de alta observada em outros mercados globais, impulsionados por sinais de desaceleração da inflação nos Estados Unidos. As expectativas de uma inflação ao consumidor mais branda nos EUA resultaram em queda nos rendimentos dos Treasuries e um enfraquecimento do dólar, mas esses fatores não foram suficientes para reverter a desconfiança que predomina entre os investidores chineses.

A apreensão no mercado foi intensificada após a divulgação dos dados do Banco do Povo da China, que revelaram uma queda drástica nos novos empréstimos bancários em julho. As instituições financeiras chinesas concederam 260 bilhões de iuanes (equivalentes a 36,28 bilhões de dólares) em novos empréstimos no mês, um declínio de quase 88% em relação a junho, muito abaixo das expectativas dos analistas. Esse foi o nível mais baixo de concessão de crédito registrado em quase 15 anos, refletindo tanto a fraca demanda por crédito quanto fatores sazonais.

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Com a demanda por crédito em declínio, crescem as especulações de que o banco central chinês poderá adotar novas medidas de afrouxamento monetário para estimular a economia.

Enquanto isso, em outros mercados da Ásia-Pacífico, o índice Nikkei, de Tóquio, avançou 0,6%, fechando em 36.442,43 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,35%, atingindo 17.113 pontos, e em Seul, o índice Kospi registrou alta de 0,88%, encerrando o dia em 2.644 pontos.

O índice SSEC de Xangai perdeu 0,60%, fechando em 2.850 pontos, e o índice CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,75%, terminando em 3.309 pontos. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 1,06%, alcançando 22.027 pontos, enquanto em Cingapura o índice Straits Times teve valorização de 0,85%, fechando em 3.286 pontos. Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,31%, encerrando o dia em 7.850 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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