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Mercado acionário chinês encerra estável com foco em reunião econômica anual

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O mercado acionário da China operou em uma faixa estreita nesta quarta-feira (11), encerrando o pregão sem direção definida. Os investidores mantiveram a cautela, aguardando a Conferência Anual de Trabalho Econômico Central para obter indicações sobre possíveis medidas de afrouxamento da política monetária no próximo ano.

No fechamento, o índice de Xangai registrou leve alta de 0,29%, enquanto o CSI300, que engloba as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, teve queda de 0,17%.

Entre os setores, os semicondutores recuaram 1,6%, acompanhados por quedas no setor financeiro (-1%) e de bens de consumo básicos (-0,22%). Por outro lado, o índice imobiliário subiu 0,95%, enquanto o setor de saúde apresentou alta de 0,26%.

O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,77%, após informações da Reuters sugerirem que a China estaria considerando permitir uma desvalorização controlada do iuan até 2025. A medida seria uma resposta antecipada a potenciais tarifas comerciais mais elevadas caso Donald Trump assuma um segundo mandato como presidente dos Estados Unidos.

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Expectativas para a reunião econômica

A atenção dos investidores está voltada para a reunião do Politburo, realizada nesta segunda-feira, que indicou uma possível mudança para uma política monetária “adequadamente frouxa” com o objetivo de estimular o crescimento econômico. No entanto, os detalhes dessas medidas ainda não foram divulgados.

“O mercado busca maior clareza sobre as ações do governo, especialmente no que diz respeito à política fiscal. Espera-se que a conferência econômica forneça diretrizes mais concretas”, afirmou Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management.

Mercados internacionais

Nos mercados asiáticos, os principais índices apresentaram desempenhos variados:

  • Tóquio: Nikkei avançou 0,01%, fechando em 39.372 pontos.
  • Hong Kong: Hang Seng recuou 0,77%, a 20.155 pontos.
  • Xangai: SSEC subiu 0,29%, atingindo 3.432 pontos.
  • Seul: KOSPI valorizou-se 1,02%, chegando a 2.442 pontos.
  • Taiwan: TAIEX caiu 0,96%, para 22.903 pontos.
  • Cingapura: Straits Times recuou 0,54%, fechando em 3.792 pontos.
  • Sydney: S&P/ASX 200 apresentou queda de 0,47%, encerrando o dia em 8.353 pontos.

A volatilidade reflete as incertezas econômicas globais, destacando a importância da reunião econômica chinesa para as perspectivas do mercado financeiro em 2024.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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