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Medida Provisória 1227: Abrafrigo critica aumento de Carga Tributária

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A Associação Brasileira dos Frigoríficos (Abrafrigo) expressou sua desaprovação à recente edição da Medida Provisória n. 1.227/2024, destacando que a medida promove um aumento inconstitucional e abusivo da carga tributária para o setor.

A MP 1227/2024 revogou a possibilidade de compensação e/ou ressarcimento do crédito presumido de PIS/COFINS, anteriormente previsto nas Leis n. 10.925/2004, 12.058/2009 e 12.350/2010, entre outras. A introdução do art. 74, § 3º, XI, da Lei n. 9.430/96, que proíbe a compensação dos créditos de PIS/COFINS com outros tributos federais, acarreta um impacto significativo e aumento da carga fiscal para as indústrias frigoríficas, produtoras e exportadoras de carne bovina.

Contrariando informações divulgadas, a Abrafrigo ressalta que os efeitos negativos da MP serão ainda mais graves para as pequenas e médias empresas do setor. Estas empresas, que possuem uma gama limitada de produtos comercializados no mercado interno, sofrerão com o acúmulo de créditos tributários de PIS/COFINS, prejudicando seu fluxo financeiro. É importante ressaltar que tais créditos não representam benefícios, mas custos tributários indevidos acumulados ao longo da cadeia produtiva.

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Não há espaço para novos aumentos na carga tributária, especialmente para setores fundamentais como o de produção de alimentos, um direito básico dos cidadãos. A legislação sobre créditos de PIS/COFINS não se trata de meros incentivos, mas sim de uma mitigação da carga tributária para garantir direitos fundamentais, como o direito à alimentação.

A Constituição Federal garante a segurança alimentar e determina que o setor agrícola seja incentivado, inclusive por meio de instrumentos fiscais, conforme o art. 187, I. Desconsiderar essas diretrizes constitucionais é inadmissível. Além disso, a mudança proposta pela MP 1227/2024 viola a determinação constitucional de não cumulatividade e a exoneração das exportações, desviando-se do caminho estabelecido pelo texto constitucional e pelo próprio Governo na atual Reforma Tributária.

O aumento da carga tributária proposto pela MP 1227/2024 resultará em maior pressão financeira sobre as indústrias de carne bovina, afetando também os produtores rurais e os consumidores, já impactados pela inflação dos alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto quer proibir exportar gado vivo. Setor já movimentou R$ 4,3 bi em 2026

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Uma proposta da deputada federal Gleisi Hoffmann, para proibir a exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda, abriu uma nova discussão entre proteção animal e interesse econômico da pecuária. O mercado movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, com o embarque de aproximadamente 678 mil bovinos.

Apresentado em 27 de julho, o Projeto de Lei (PL) 4.795/2026 também alcança búfalos, ovinos, caprinos, suínos e equinos. Ficariam permitidas as vendas externas de reprodutores, matrizes, animais para pesquisa, exposições e programas de conservação, além de material genético.

A deputada sustenta que as viagens, principalmente por navios, submetem os animais a riscos de calor, superlotação, doenças, estresse e dificuldade de atendimento veterinário. A proposta prevê multas de R$ 2 mil a R$ 20 mil por animal, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 374 deputados e senadores, reagiu à proposta e pediu que os impactos econômicos sejam avaliados antes da votação. A bancada critica a proibição imediata, sem período de transição, e afirma que o texto poderá retirar dos pecuaristas uma alternativa de comercialização.

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Segundo a FPA, a presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelo rebanho e ajuda na formação dos preços, principalmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A bancada também alerta que os importadores poderão procurar animais em outros países, sem garantia de que passem a comprar carne processada do Brasil.

A controvérsia está no alcance da medida. Atualmente, as exportações precisam cumprir protocolos sanitários, períodos de quarentena, certificação veterinária e regras de transporte fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para os defensores da proibição, essas exigências não eliminam os problemas de bem-estar durante trajetos longos.

Na pecuária, porém, o embarque de animais vivos representa uma alternativa de comercialização, especialmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelos animais e pode melhorar os preços recebidos pelo produtor em algumas regiões.

O projeto parte da expectativa de que o gado atualmente exportado seja abatido no Brasil, mantendo no país a renda gerada pelo processamento da carne. Essa substituição não está garantida. Países como Turquia, Marrocos, Iraque e Egito podem procurar animais em outros fornecedores internacionais, em vez de comprar carne brasileira.

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A proposta ainda está no início da tramitação na Câmara dos Deputados e não tem relator. Até que seja aprovada pela Câmara e pelo Senado e sancionada, as exportações continuam autorizadas pelas regras atuais.

Fonte: Pensar Agro

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