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Mato Grosso Realiza Eventos Técnicos de Conscientização sobre Combate à Mosca-dos-Chifres em Bovinos

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A mosca-dos-chifres, um dos principais insetos que afetam a pecuária de corte e leiteira no Brasil, tem causado significativos prejuízos econômicos ao setor. Esse parasita hematófago, que se alimenta de sangue, compromete o bem-estar dos bovinos, podendo reduzir o ganho de peso em até 40 quilos, além de provocar uma queda de cerca de 20% na produção de leite. Para conscientizar os pecuaristas sobre a importância do combate à mosca-dos-chifres e apresentar tecnologias inovadoras que auxiliem nesse desafio, a Vetoquinol Saúde Animal está promovendo a Jornada Fiprotag®210, com eventos técnicos programados para os meses de outubro e novembro em várias cidades de Mato Grosso.

Segundo Antonio Coutinho, gerente de marketing da Vetoquinol, o estado de Mato Grosso, que possui o maior rebanho bovino do Brasil, com mais de 32 milhões de cabeças, é de grande relevância para o setor agropecuário nacional. “A importância econômica da pecuária em Mato Grosso nos motivou a organizar eventos técnicos em diferentes localidades, com o intuito de compartilhar conhecimento e contribuir para a melhoria da sanidade animal e, consequentemente, da produtividade”, explica Coutinho.

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As infestações de mosca-dos-chifres são mais severas em regiões com altas temperaturas, aliadas à umidade e chuvas, características predominantes nas estações de primavera e verão. Durante esses períodos, o número de insetos aumenta consideravelmente, intensificando os prejuízos causados ao rebanho, visto que uma única mosca pode picar o animal até 40 vezes por dia. Estima-se que as perdas anuais para a pecuária brasileira ultrapassem os R$ 15 bilhões.

Uma das soluções destacadas pela Jornada Fiprotag®210 é o brinco mosquicida Fiprotag® 210, fabricado pela Vetoquinol, uma das oito maiores empresas do mundo no setor de saúde animal. Testado em campo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o produto mostrou-se altamente eficaz, eliminando infestações em apenas 30 minutos após a aplicação e oferecendo proteção aos animais por até 210 dias.

André Desjardins, médico-veterinário e coordenador de vendas da Vetoquinol, é o responsável pela condução dos eventos da Jornada no estado. A expectativa da empresa é alcançar mais de 1.500 pecuaristas e beneficiar mais de 2 milhões de bovinos até o fim da iniciativa, que se estenderá até novembro.

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A Jornada Fiprotag®210 reflete o compromisso da Vetoquinol em oferecer soluções tecnológicas que ajudem os pecuaristas a combater os desafios sanitários e a aumentar a produtividade de forma sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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