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Mato Grosso comercializa 83% do milho da safra 2024/25, mas mantém ritmo lento para 2025/26

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou novos dados sobre o andamento da comercialização do milho em Mato Grosso. O levantamento mostra que a safra 2024/25 atingiu 83,37% de vendas até o fim de novembro, após avanço de 2,26 pontos percentuais no mês.

Segundo o Imea, o aumento nas negociações reflete o movimento dos produtores que estão liberando estoques para abrir espaço à colheita da soja.

Vendas ainda estão abaixo do ritmo do ano anterior

Apesar da evolução mensal, o instituto aponta que a comercialização do milho segue 6,38 pontos percentuais abaixo do mesmo período da safra anterior. A explicação, segundo o relatório, está na menor competitividade do grão no mercado internacional, o que reduziu a demanda externa.

Em relação aos preços, a média da saca de 60 kg subiu 1,97% em novembro, chegando a R$ 48,09, na comparação com outubro.

Incertezas limitam vendas antecipadas da safra 2025/26

Para o ciclo 2025/26, que ainda será plantado, as negociações permanecem lentas. O Imea aponta que o ritmo de vendas cresceu apenas 1,70 ponto percentual no mês, atingindo 25,26% da produção estimada.

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De acordo com o instituto, o baixo interesse dos produtores em fechar novos contratos está relacionado às incertezas sobre o próximo ciclo, o que tem levado muitos a adotar uma postura mais cautelosa no mercado futuro.

Preço do milho futuro recua em novembro

Enquanto o milho disponível valorizou, o preço médio da safra 2025/26 registrou queda de 1,38%, encerrando novembro a R$ 45,57 por saca.

O cenário, segundo analistas do Imea, reforça o comportamento mais conservador do produtor mato-grossense, que prefere aguardar definições sobre custos, clima e demanda antes de ampliar as vendas antecipadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Hortitec 2026 deve movimentar R$ 750 milhões e reforça avanço tecnológico do hortifrúti brasileiro

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A Hortitec 2026, considerada a principal feira do setor hortifrutícola da América Latina, será realizada entre os dias 17 e 19 de junho, em Holambra (SP), consolidando-se mais uma vez como vitrine de inovação, tecnologia e oportunidades para produtores de horticultura, fruticultura e floricultura.

Em sua 31ª edição, a Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas deve reunir 520 expositores nacionais e internacionais, com expectativa de receber cerca de 32 mil visitantes e movimentar aproximadamente R$ 750 milhões em negócios durante e após o evento.

O crescimento da feira acompanha a expansão do mercado hortifrutícola brasileiro, impulsionado pela demanda crescente por alimentos mais saudáveis, frescos e práticos, além do avanço tecnológico no campo e da profissionalização das cadeias produtivas.

Mercado hortícola brasileiro movimenta bilhões e amplia consumo

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) mostram que o setor de horticultura movimenta cerca de R$ 3 bilhões por ano no Brasil e reúne aproximadamente 1.200 produtores distribuídos em 12 estados e no Distrito Federal.

O setor vem sendo impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, com mais de 70% dos brasileiros priorizando alimentos saudáveis e de maior conveniência no dia a dia. Produtos frescos, higienizados e prontos para consumo ganham cada vez mais espaço no varejo nacional.

Além disso, fatores como redução do tamanho das famílias, envelhecimento da população e condições climáticas favoráveis ao cultivo fortalecem a expansão contínua da horticultura no país.

Apesar do crescimento, o segmento ainda enfrenta desafios importantes, como falta de mão de obra qualificada, gargalos na cadeia de frio e baixa percepção de valor agregado pelo consumidor. Em contrapartida, o avanço da tecnologia, da integração produtiva e do aproveitamento de resíduos abre novas oportunidades para inovação e aumento da competitividade.

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Fruticultura brasileira bate recorde de exportações

A fruticultura também segue em expansão no Brasil. O país ocupa atualmente a posição de terceiro maior produtor de frutas do mundo e aparece entre os principais exportadores globais do setor.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o valor bruto da produção da fruticultura alcançou R$ 91,5 bilhões em 2024.

As exportações brasileiras de frutas registraram novo recorde em 2025, pelo terceiro ano consecutivo, com crescimento de 12% em valor e 19,6% em volume em relação ao ano anterior, movimentando US$ 1,45 bilhão.

Hoje, a atividade ocupa mais de 2,8 milhões de hectares e gera cerca de 5 milhões de empregos diretos e indiretos em todo o país.

Floricultura retoma crescimento e amplia geração de empregos

O setor de flores e plantas ornamentais também vive um movimento de recuperação e crescimento. Dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor) apontam que o PIB da cadeia produtiva alcançou R$ 21,23 bilhões em 2024, alta de 9,95% sobre o ano anterior.

A retomada foi impulsionada principalmente pelo fortalecimento do consumo interno e pela expansão da produção nacional, que atualmente envolve cerca de 8.300 produtores em uma área cultivada de mais de 16 mil hectares.

O estado de São Paulo segue liderando o mercado nacional, concentrando 40% do PIB do setor e registrando consumo per capita anual de R$ 181,85, quase o dobro da média brasileira.

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Além da relevância econômica, a floricultura também se destaca pela forte geração de empregos. Em 2024, o segmento foi responsável por cerca de 264 mil empregos diretos e 800 mil indiretos, mantendo elevada participação feminina na atividade agropecuária.

Hortitec 2026 apresenta soluções em IA, automação e agricultura de precisão

A edição de 2026 da Hortitec deve apresentar ao mercado um amplo conjunto de tecnologias voltadas à modernização da produção hortifrutícola.

Entre os destaques estão soluções em agricultura de precisão, inteligência artificial, automação, cultivo protegido, irrigação, biotecnologia, nutrição vegetal, sementes, defensivos agrícolas, embalagens e maquinários voltados à eficiência produtiva e ao uso racional de água e energia.

A feira também contará com instituições financeiras oferecendo linhas de crédito rural para investimento e custeio, ampliando o acesso de produtores às tecnologias de modernização e expansão das operações.

Segundo o diretor-geral da Hortitec, Renato Opitz, o evento se consolida como um ambiente estratégico para atualização técnica, geração de negócios e integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“A Hortitec 2026 forma um verdadeiro ecossistema hortifrutícola, com amplas oportunidades de atualização, geração de negócios e networking”, afirma o executivo.

Com o avanço da demanda por alimentos frescos, saudáveis e sustentáveis, a Hortitec reforça seu papel como principal plataforma de inovação do setor hortifrutícola brasileiro e um dos mais importantes pontos de conexão do agronegócio na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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