AGRONEGÓCIO

Marispan leva tecnologia de adubação via celular e soluções de precisão à Agrishow 2026

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A busca por maior precisão, redução de custos e facilidade operacional no campo tem impulsionado o desenvolvimento de tecnologias mais acessíveis ao produtor rural. Nesse cenário, a Marispan apresenta, durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), novas soluções voltadas à modernização da lavoura e ao aumento da produtividade. A feira acontece entre os dias 27 de abril e 1º de maio.

Agrishow 2026: Marispan aposta em tecnologia e eficiência na agricultura

Entre os destaques da empresa estão dois lançamentos: o e-TF Fertinox, sistema eletrônico que permite o controle da adubação via celular, e o Fertinox 2200 Multiuso, distribuidor de sólidos com aplicação 3 em 1.

As novidades reforçam a estratégia da Marispan de democratizar o acesso à tecnologia no campo, atendendo diferentes perfis de produtores rurais.

e-TF Fertinox permite controlar adubação pelo celular via Bluetooth

O e-TF Fertinox integra tecnologia digital à estrutura mecânica já consolidada da linha Fertinox. O sistema é conectado via Bluetooth e permite que o operador regule, calibre e acompanhe toda a aplicação de adubos diretamente pelo celular, antes e durante a operação.

Além do controle em tempo real, a solução também armazena o histórico de aplicação, auxiliando no planejamento e na gestão das atividades agrícolas.

Desenvolvido para oferecer praticidade sem abrir mão da precisão, o equipamento foi pensado especialmente para facilitar a rotina do produtor, incluindo o segmento da agricultura familiar.

“O e-TF nasce para aproximar a tecnologia da rotina do produtor de forma simples e prática. O celular se transforma em uma ferramenta de controle da operação, sem exigir um investimento elevado. Com isso, garante eficiência na aplicação, economia de tempo e melhor gestão do trabalho no campo”, destaca o gerente de marketing da Marispan, Eduardo Cardoso Pimenta.

Fertinox 2200 Multiuso oferece aplicação 3 em 1 com foco em precisão

Outro lançamento apresentado na feira é o Fertinox 2200 Multiuso, um distribuidor de sólidos desenvolvido para adubação de precisão. O equipamento permite a aplicação de composto orgânico, adubo granulado e calcário, funcionando como uma solução 3 em 1.

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O modelo conta com kit de fácil troca e esteira de colmeia, ampliando a versatilidade e melhorando o aproveitamento dos insumos.

Durabilidade, capacidade e desempenho em diferentes condições de uso

Construído em aço inox, o Fertinox 2200 Multiuso foi projetado para oferecer maior durabilidade mesmo em condições severas de trabalho. Seu sistema de engrenagens facilita a regulagem e garante distribuição uniforme, independentemente da velocidade do trator.

O equipamento possui potência mínima requerida de 50 cv, capacidade de carga de até 2.200 kg e volume de 2.000 litros.

“O Fertinox 2200 Multiuso foi desenvolvido para atender uma demanda do produtor que trabalha com adubação em menor escala. Ao reunir diferentes tipos de aplicação em um único equipamento, conseguimos otimizar o uso de insumos, reduzir custos operacionais e tornar a rotina no campo mais prática e produtiva”, afirma o gerente de Vendas da Marispan, Bruno Campez.

Marispan celebra 10 anos da Série M na Agrishow

Durante a Agrishow 2026, a Marispan também comemora os 10 anos da Série M, linha de carregadores frontais voltada para médios e grandes produtores.

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Compatível com tratores de 50 a 240 cv, a série se destaca pela alta capacidade de carga, sistema autonivelante, robustez e ampla gama de acessórios, que ampliam sua versatilidade nas operações agrícolas.

Série M evolui com foco em desempenho e produtividade no campo

A Série M foi desenvolvida para atender desde atividades de movimentação de materiais até operações mais exigentes, contribuindo para maior desempenho e redução do tempo de parada nas atividades rurais.

“Ao completar 10 anos, a Série M reflete a evolução contínua da Marispan ao lado do produtor rural. Ao longo dessa trajetória, a linha incorporou tecnologia e desempenho sem abrir mão da robustez, acompanhando o desenvolvimento das operações no campo”, conclui o Diretor Operacional da empresa, Paulo Nascimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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