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Mapa Aumenta Fiscalizações no Setor de Importação de Bebidas e Identifica 1.255 Irregularidades

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A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou, em 2024, suas auditorias no setor de importação de bebidas, incluindo vinhos e derivados da uva, com o objetivo de regularizar o mercado importador. A iniciativa visa assegurar a equidade na concorrência entre importadores e produtores nacionais, bem como garantir que os consumidores tenham acesso a produtos de qualidade, em conformidade com as normas brasileiras.

As auditorias realizadas pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) mapearam processos de importação que não tiveram suas certificações finalizadas entre os anos de 2021 e 2024, identificando irregularidades em 1.255 casos. As falhas, atribuídas exclusivamente às empresas importadoras, incluem perda de amostras, abertura de processos duplicados, falta de controle interno sobre os trâmites necessários e inconformidades na rotulagem dos produtos.

Em resposta a essas irregularidades, o Mapa emitiu 390 ofícios e 138 intimações para que as empresas envolvidas corrigissem as pendências. Essas irregularidades resultaram em 126 autuações de empresas importadoras, referentes a 518 processos irregulares.

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Segundo Letícia Almeida, farmacêutica responsável pelo monitoramento do sistema de certificação de bebidas, “as ações do Mapa buscam garantir que todos os importadores de bebidas estejam sujeitos às mesmas regras aplicadas aos produtores nacionais, promovendo um ambiente de concorrência justa. As medidas visam assegurar que produtos importados não tenham vantagem competitiva por meio de práticas comerciais irregulares, como a ausência de inspeção ou o desrespeito às normas de qualidade e segurança”.

As empresas importadoras terão a oportunidade de regularizar suas pendências, e aquelas que não cumprirem as exigências poderão enfrentar sanções adicionais, a fim de garantir a conformidade do setor com a legislação vigente.

Irregularidades Identificadas

Para a importação, é exigida a emissão de uma certificação para Bebidas, Fermentados Acéticos, Vinhos e Derivados da Uva, que deve ser realizada por meio do Certificado de Inspeção de Importação (CII) ao final do processo de certificação ou por meio da emissão de autorizações de dispensa de coleta de amostras, quando o produto já possui CII apto e válido. Em alguns casos, foi constatado o abandono de processos relacionados a produtos fora dos padrões de identidade e qualidade exigidos por lei, seguidos da comercialização sem o certificado de inspeção obrigatório. A equipe técnica também identificou inconformidades insanáveis, como baixa pressão de gás em espumantes, sucos de tomate com acidez fora dos padrões brasileiros e vinhos com quantidades de açúcar diferentes das declaradas, resultando em notificações e pendências fiscais ignoradas pelos importadores.

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“O Mapa continuará monitorando rigorosamente o setor de importação de bebidas, realizando auditorias periódicas que garantam o cumprimento das normas e a proteção dos consumidores. A expectativa é que, com essas ações, o mercado brasileiro de bebidas se torne ainda mais transparente, competitivo e seguro”, afirma Luca Martins, químico do Mapa, que atuou diretamente nas análises dos processos.

Para mais informações, empresas e consumidores podem entrar em contato diretamente com o Dipov.

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/inspecao/produtos-vegetal/importacao-dipov/importacao-de-bebidas-vinho-e-derivados-da-uva-e-do-vinho

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá realiza captação de órgãos no HMC e beneficia pacientes de três estados

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou nesta segunda-feira (27), por volta das 12h, um procedimento de captação de órgãos no Hospital Municipal de Cuiabá – HMC (Dr. Leony Palma de Carvalho). A ação mobilizou equipes especializadas de diferentes regiões do país e resultou na doação de fígado e rins, destinados a pacientes que aguardavam na fila por transplante.

O caso envolveu uma paciente com diagnóstico confirmado de morte encefálica, seguindo rigorosamente todos os protocolos clínicos e legais exigidos. Após a confirmação, a família autorizou a doação de órgãos, permitindo que o gesto de solidariedade se transformasse em oportunidade de vida para outras pessoas.

O fígado foi destinado a um paciente em Manaus, enquanto os rins foram encaminhados para São Paulo (rim direito) e Brasília (rim esquerdo). As equipes de captação vieram desses estados especialmente para realizar os procedimentos, reforçando a integração nacional do sistema de transplantes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a importância da estrutura e da qualificação das equipes envolvidas no processo. “O Hospital Municipal de Cuiabá está preparado para realizar o diagnóstico de morte encefálica com agilidade e segurança, seguindo todos os critérios técnicos. Esse trabalho permite que a doação aconteça dentro do tempo adequado, salvando vidas em diferentes partes do país”, afirmou.

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A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, ressaltou o papel da equipe multiprofissional no sucesso da captação. “Todo o processo exige organização, sensibilidade e preparo técnico. Desde a confirmação do diagnóstico até a logística para a retirada e transporte dos órgãos, há um esforço conjunto para garantir que tudo ocorra de forma eficiente e respeitosa”, pontuou.

O procedimento contou com a atuação integrada da equipe do HMC, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das equipes de transplante dos estados envolvidos. A destinação dos órgãos segue critérios do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que considera compatibilidade e gravidade dos pacientes na fila. A Prefeitura reforça a importância de conversar com a família sobre a doação de órgãos. A autorização familiar é indispensável para que o processo ocorra e possa transformar perdas em esperança para outras vidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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