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Mapa apresenta medida para fortalecer exportações de frutas na maior feira internacional do setor

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) marcou presença no Fruit Attraction São Paulo, uma das principais feiras internacionais do setor de frutas e vegetais do mundo, voltada para a apresentação de conteúdos e para realização de debates e discussões relacionadas ao mundo da fruticultura, que aconteceu no período de 16 a 18 de abril.

Um dos objetivos da participação do Mapa no evento foi se apresentar como um grande parceiro do exportador. Esta parceria é vista como uma medida para alavancar e dar segurança na operação de exportação, fortalecendo a reputação do Brasil no mercado internacional de frutas.

No evento, representantes do Mapa participaram do Painel “Internacionalização do setor de frutas e hortaliças: padrões de qualidade da OCDE e outros padrões internacionais (certificações necessárias regras fitossanitárias)”, que foi mediado pelo auditor fiscal federal agropecuário Dalci de Jesus Bagolin, do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais.

O chefe do Serviço de Inspeção de Produtos Vegetais do Paraná (SIPOV-PR), Fernando Mendes, foi um dos palestrantes do referido Painel e falou sobre as certificações, registro e procedimentos adotados nas operações de exportação de frutas, especialmente dos embarques destinados à União Europeia, principal destino dos embarques brasileiros.

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A discussão central foi em torno dos padrões de qualidade estabelecidos internacionalmente, com destaque para as exigências estabelecidas no Regulamento Europeu. Também foram tratadas as referências estabelecidas para Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) e pelo Comitê Codex Alimentarius.

Certificação Voluntária da Qualidade

O desafio principal da discussão foi dar publicidade à possibilidade de certificação voluntária da qualidade das exportações de frutas valendo-se da emissão pelo Ministério da Agricultura e Pecuária de um certificado reconhecido internacionalmente no âmbito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que o Mapa está habilitado a emitir.

Esse certificado é um esforço de facilitação do comércio internacional na medida que harmoniza critérios e procedimentos reconhecidos internacionalmente de verificação ainda na expedição do envio, evitando nova verificação no destino e agilizando o tempo de liberação da carga no país importador, destacou Fernando Mendes.

Perspectivas de Crescimento

O Subsecretário de Assuntos Diplomáticos da Secretária de Negócios Internacionais do Governo de São Paulo Samo Tosatti apresentou alguns números do comércio exterior do setor e as perspectivas de crescimento que o Brasil deve alcançar no futuro. Também apresentou os esforços do governo de São Paulo para impulsionar as exportações de frutas.

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Ao longo do debate discutiu-se a possibilidade do governo do estado de São Paulo fomentar entre os seus exportadores de frutas a adoção do instrumento de certificação de qualidade OCDE emitida pelo Mapa. A medida representaria um diferencial competitivo para as exportações de frutas do estado de São Paulo, como, por exemplo, para embarques de limões e figos para Europa.

O Brasil é considerado o terceiro maior produtor de frutas do mundo. Nas exportações as operações já ultrapassam 1 bilhão de dólares por ano com grande perspectiva de crescimento. As principais frutas exportadas pelo Brasil são manga, melão, melancia, uvas, limão, mamão, maçã, abacate, banana e laranja.

“A certificação OCDE de qualidade apresentada pelo Mapa é um instrumento para fortalecer a reputação do Brasil nesse mercado internacional, reafirmando a qualidade do nosso produto e dos nossos exportadores no exterior”, falou Fernando Mendes

Dentro do Mapa, esse tema é de responsabilidade da Secretaria de Defesa Agropecuária e é tratado pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal.

Fonte: MAPA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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