AGRONEGÓCIO

Manejo adequado no inverno e colostro são essenciais para reduzir mortalidade de leitões

Publicado em

Com a chegada do inverno, a suinocultura enfrenta um desafio importante: a elevação da mortalidade entre os leitões recém-nascidos, principalmente nos primeiros dias de vida. Isso acontece porque os neonatos nascem com deficiência energética e sistema imunológico ainda imaturo. A taxa de mortalidade pode saltar de cerca de 6% em temperaturas de 25°C para até 31% quando a temperatura cai para 10°C.

Importância do colostro para energia e imunidade

Segundo a médica veterinária da Mig-PLUS, Laura Espíndola Argenti, a mortalidade elevada na fase de maternidade está diretamente ligada à baixa ingestão de colostro. Este é o alimento que fornece energia essencial e ajuda a manter a temperatura corporal dos leitões. No entanto, mais de 35% das matrizes não produzem colostro suficiente para leitões em leitegadas de 12 porcos, índice que sobe para 53% em leitegadas maiores.

Riscos de ingestão insuficiente de colostro

Leitões que consomem menos de 140 gramas de colostro apresentam menor ganho de peso e enfrentam taxas de mortalidade que podem ultrapassar os 40%. Diante disso, a suplementação torna-se fundamental para os animais mais vulneráveis.

Leia Também:  Plantio de soja no Brasil atinge 71%, mas chuvas irregulares ainda preocupam produtores
Suplementação e manejo durante o inverno

Para leitegadas numerosas, recomenda-se suplementar os leitões mais sensíveis. Em períodos de temperaturas baixas, o manejo deve ser estendido para todos os leitões logo após o nascimento. O procedimento inclui secar os leitões recém-nascidos para reduzir a perda de calor e suplementá-los via oral com produtos específicos.

Garantia de acesso ao colostro materno

Após a suplementação, os leitões devem ter acesso livre aos tetos da mãe para mamar colostro com maior vigor. “Suplementar com produtos que fornecem energia e probióticos antes mesmo do leitão mamar o colostro materno aumenta significativamente as chances de sobrevivência”, afirma Laura Espíndola.

Inovação no mercado: MigDose, suplementação que simula colostro

A Mig-PLUS desenvolveu o MigDose, um suplemento à base de proteínas do soro de leite que imita o colostro natural, proporcionando energia imediata aos leitões. Além disso, o produto contém probióticos que fortalecem a microbiota intestinal e a imunidade dos recém-nascidos.

Estudos indicam que leitões suplementados com MigDose apresentam taxas de sobrevivência semelhantes às daqueles que receberam colostro em quantidade adequada diretamente da mãe, destaca a veterinária.

Leia Também:  Mudanças climáticas podem reduzir lucros da soja em 60% até 2050, alerta estudo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Compactação do solo ameaça produtividade no plantio direto e exige diagnóstico preciso no campo

Published

on

A compactação do solo segue entre os principais desafios silenciosos da agricultura brasileira e pode comprometer diretamente a produtividade das lavouras, especialmente em áreas conduzidas sob sistema de plantio direto. O problema limita o crescimento das raízes, reduz a infiltração de água e dificulta o aproveitamento de nutrientes pelas culturas.

Com mais de 35 milhões de hectares cultivados em plantio direto no Brasil, o manejo adequado da estrutura do solo tornou-se estratégico para garantir estabilidade produtiva, reduzir erosão e ampliar a eficiência das operações agrícolas. Nesse cenário, o diagnóstico correto das áreas compactadas e o uso de tecnologias adequadas ganham papel decisivo dentro das propriedades rurais.

Segundo Douglas Fahl Vitor, engenheiro agrônomo e Head de Inovação da Piccin Equipamentos, o primeiro passo para combater a compactação é identificar corretamente os talhões mais suscetíveis ao problema.

“É fundamental mapear as áreas com maior risco de compactação, seja por histórico de manejo, análise da mineralogia da argila ou medições com penetrômetro. Com essas informações, o produtor consegue definir com precisão onde e quando intervir”, afirma o especialista.

Compactação reduz infiltração de água e limita desenvolvimento radicular

Na prática, a compactação funciona como uma barreira física no perfil do solo. O fenômeno dificulta o avanço das raízes em profundidade e reduz a capacidade de infiltração da água, afetando diretamente a resistência das lavouras em períodos de déficit hídrico.

O problema costuma estar associado ao tráfego intenso de máquinas agrícolas, principalmente em condições inadequadas de umidade. Com o aumento do peso dos equipamentos utilizados no campo nos últimos anos, os riscos de compactação em camadas mais profundas também cresceram.

Entre os sinais mais comuns observados nas lavouras estão:

  • Desenvolvimento desuniforme das plantas;
  • Encharcamento localizado;
  • Dificuldade de infiltração de água;
  • Raízes tortuosas;
  • Maior esforço das máquinas durante as operações agrícolas.

Além dos impactos agronômicos, o manejo incorreto também pode elevar os custos operacionais, especialmente no consumo de diesel.

Profundidade incorreta aumenta gasto de combustível

De acordo com o especialista, um dos erros mais frequentes no manejo da compactação é trabalhar em profundidade superior à necessária.

“Quando o produtor atua abaixo da camada realmente compactada, ocorre desperdício de combustível sem retorno agronômico. Já operações realizadas em solo excessivamente úmido podem provocar nova compactação nas laterais do sulco”, explica.

O ideal, segundo ele, é que o solo apresente ruptura adequada durante a operação, sem efeito de “laminação”, indicando condição correta de umidade.

Leia Também:  Exportação de Carne Suína Cai em Agosto Após Recorde de Julho
Escarificadores e descompactadores ganham espaço no manejo do solo

Entre os principais equipamentos utilizados para romper camadas compactadas no plantio direto estão os escarificadores e os descompactadores.

Embora ambos tenham função semelhante, existe diferença importante na profundidade de atuação.

O escarificador atua em camadas mais rasas, enquanto o descompactador trabalha em maiores profundidades, sendo indicado em áreas onde o problema ocorre abaixo da superfície, situação cada vez mais comum em regiões de agricultura intensiva.

A linha Advanced de descompactadores da Piccin Equipamentos vem registrando crescimento de demanda justamente por permitir maior modularidade, facilidade operacional e adaptação conforme a potência dos tratores utilizados na propriedade.

Outro diferencial está no ajuste de espaçamento entre hastes, recurso que influencia diretamente no consumo de combustível.

Segundo Douglas Fahl Vitor, regulagens corretas podem reduzir entre 20% e 40% o consumo de diesel durante as operações de descompactação.

Plantas de cobertura ajudam na manutenção biológica do solo

Além da intervenção mecânica, o manejo biológico também se tornou ferramenta importante na preservação da estrutura física do solo.

Plantas de cobertura com raízes agressivas, como nabo-forrageiro, crotalária e guandu, auxiliam na formação de canais naturais no perfil do solo, favorecendo infiltração de água e desenvolvimento radicular das culturas comerciais.

Em áreas com compactação mais severa, a recomendação técnica costuma envolver a combinação entre descompactação mecânica e manutenção biológica ao longo das safras.

Janela operacional exige atenção às condições de umidade

A descompactação normalmente ocorre durante a entressafra, mas o sucesso da operação depende diretamente das condições de umidade do solo.

Em regiões com períodos chuvosos mais longos, a janela operacional tende a ser maior. Já em áreas de clima mais seco, o produtor precisa aproveitar momentos logo após precipitações para obter melhor eficiência no trabalho.

Leia Também:  Saúde Bucal qualifica servidores para informatização do sistema odontológico

O especialista alerta que entrar com máquinas em áreas excessivamente úmidas pode agravar ainda mais o problema.

Por isso, práticas como zoneamento de risco, planejamento das rotas de máquinas e uso de pneus de alta flutuação tornam-se aliados importantes na redução da pressão exercida sobre o solo.

Compactação pode derrubar produtividade do milho e da soja

Pesquisas científicas já demonstram impactos expressivos da compactação sobre o desempenho das lavouras.

Estudos indicam que níveis de resistência à penetração de 1,65 MPa em Latossolo Vermelho podem reduzir em até 38% a produtividade do milho.

Na soja, perdas de até 18% na densidade radicular já foram registradas em situações com resistência a partir de 0,85 MPa.

Valores próximos de 2,0 MPa já acendem o alerta técnico em diversas culturas, principalmente em anos de veranico, cenário cada vez mais frequente no Cerrado brasileiro.

“Quando as raízes encontram barreiras físicas, deixam de explorar camadas mais profundas em busca de água. Corrigir a compactação aumenta a resiliência da lavoura diante do estresse hídrico”, destaca o engenheiro agrônomo.

Planejamento e monitoramento são fundamentais

Para evitar perdas produtivas e desperdícios operacionais, especialistas reforçam a necessidade de monitoramento contínuo do solo.

Entre as principais recomendações estão:

  • Realização periódica de análises de penetrometria;
  • Mapeamento da mineralogia da argila;
  • Ajuste correto da profundidade de trabalho;
  • Definição de talhões prioritários;
  • Uso de rotação de culturas e plantas de cobertura.

Segundo Douglas Fahl Vitor, investir em diagnóstico custa menos do que lidar com prejuízos provocados por decisões tomadas sem informação técnica.

“O solo é o principal patrimônio da propriedade rural. O plantio direto só alcança todo seu potencial quando as condições físicas estão adequadas. A compactação pode ser corrigida com planejamento, informação e ferramentas corretas”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA