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Manejo Adequado da Pastagem Impulsiona Resultados Econômicos no Ciclo Pecuário

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O cenário para o pecuarista brasileiro torna-se cada vez mais promissor com a valorização dos preços da arroba e o início da recuperação do ciclo pecuário. No entanto, esse panorama otimista não deve ser motivo para relaxamento quanto ao controle dos custos de produção. Rogério Coan, consultor da Coan Consultoria, de Ribeirão Preto (SP), ressalta que o verdadeiro segredo para o sucesso da pecuária produtiva está no manejo eficiente das pastagens, o que permite otimizar a produtividade de forma sustentável.

Durante o Feedlot Summit Brazil, o maior evento de confinadores do Brasil, realizado em setembro, o tema do manejo de pastagem foi amplamente discutido, dado o impacto direto que ele tem nos custos de produção. Segundo a Athenagro, em 2023, a degradação das pastagens representou um custo médio de R$ 40 por arroba. Maurício Nogueira, da Athenagro, enfatizou que esse valor representa uma perda significativa, alertando que, apesar do avanço das tecnologias disponíveis para o setor, o manejo adequado das pastagens continua sendo um desafio e uma grande fonte de prejuízos.

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Não existe uma fórmula única para o manejo das pastagens ou reforma de áreas degradadas, pois cada projeto pecuário exige um plano específico. No entanto, a crescente integração entre a agricultura e a pecuária tem promovido avanços importantes, como o uso de máquinas adaptadas e a melhoria na plantação e manutenção das pastagens. Por isso, é fundamental que o pecuarista esteja constantemente atualizado sobre as inovações do setor.

Para ajudar nesse processo de aprendizagem e capacitação, a Coan Consultoria promove o Workshop Pecuária Intensiva a Pasto, em parceria com a Intensiva Consultoria. O evento, que ocorrerá de 11 a 13 de dezembro, nas cidades de Goiânia e Goianira, em Goiás, contará com uma programação diversificada, abordando atualizações técnicas e econômicas essenciais para o pecuarista.

Serão 17 palestras com consultores renomados do mercado brasileiro, que trarão insights sobre o cenário econômico atual, cálculos de custos de produção, gestão e liderança, métricas zootécnicas e agronômicas, além de ajustes na taxa de lotação e detalhes sobre a Taxa de Intensificação Pecuária (TIP), com exemplos práticos de projetos pecuários de alto desempenho.

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Este evento tem como objetivo capacitar o pecuarista a maximizar o uso de suas pastagens, aproveitando ao máximo o período das águas para otimizar a rentabilidade do negócio. Para mais informações, os interessados podem acessar o site da Coan Consultoria aqui.

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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