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Mamona ganha protagonismo no Brasil com alta demanda industrial e avanço dos biocombustíveis

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Produção de mamona deve crescer no Brasil até 2026

A cultura da mamona (Ricinus communis) vive um novo ciclo de expansão no Brasil, com projeções de crescimento da safra até 2026. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o avanço é impulsionado pela maior demanda do setor produtivo e pelo desenvolvimento de tecnologias voltadas à produção de biocombustíveis.

Paralelamente, a evolução da ricinoquímica tem ampliado as aplicações industriais do óleo de mamona, elevando o interesse de produtores, exportadores e da indústria. Esse cenário fortalece a cadeia produtiva e torna a comercialização mais atrativa.

Aplicações industriais ampliam valor agregado da cultura

O óleo de mamona vem ganhando destaque como matéria-prima de alto valor agregado, com múltiplas aplicações industriais. Esse movimento tem contribuído para reposicionar a cultura no agronegócio brasileiro, impulsionando investimentos e ampliando oportunidades de mercado.

De acordo com especialistas, a combinação entre demanda industrial e inovação tecnológica tem sido determinante para o novo momento da mamona no país.

Cultura se consolida como alternativa sustentável no campo

Para produtores que buscam diversificação e sustentabilidade, a mamona surge como uma opção estratégica. Segundo Igor Borges, líder de sustentabilidade da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL —, a cultura reúne características que favorecem tanto a rentabilidade quanto a adoção de práticas mais sustentáveis.

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De acordo com o especialista, o crescimento da mamona sinaliza uma oportunidade para agricultores que desejam investir em alternativas produtivas alinhadas às exigências ambientais e de mercado.

Benefícios agronômicos contribuem para a saúde do solo

Além do potencial econômico, a mamona apresenta vantagens agronômicas relevantes. O sistema radicular profundo da planta contribui para a descompactação do solo, melhora a infiltração de água e favorece o aproveitamento de nutrientes em camadas mais profundas.

Essas características tornam a cultura uma opção eficiente para sistemas de rotação, promovendo maior equilíbrio e saúde do solo. A mamona também se insere no contexto da agricultura regenerativa, ao contribuir para a recuperação e conservação dos recursos naturais.

Resistência climática amplia áreas de cultivo

Outro diferencial importante da mamona é sua resistência e capacidade de adaptação a diferentes condições climáticas, incluindo regiões com menor volume de chuvas.

Essa característica amplia as possibilidades de cultivo, favorece a diversificação agrícola e reduz riscos associados à dependência de uma única cultura, tornando o sistema produtivo mais resiliente.

Diversificação fortalece renda e reduz riscos no campo

A diversificação de culturas é apontada como uma estratégia essencial para proteção da renda do produtor. Nesse contexto, a mamona se destaca por aliar adaptabilidade, demanda de mercado e benefícios ambientais.

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Segundo especialistas do setor, a cultura atende tanto às exigências econômicas quanto às demandas por sustentabilidade, consolidando-se como uma alternativa viável no médio e longo prazo.

Mamona se alinha ao avanço da agricultura regenerativa

O crescimento da mamona também está associado à adoção de práticas de agricultura regenerativa, que buscam conciliar produtividade com responsabilidade ambiental.

A cultura contribui para a construção de sistemas agrícolas mais resilientes, com solos mais saudáveis e maior eficiência no uso dos recursos naturais. Nesse cenário, a mamona se apresenta como um exemplo de que é possível ampliar a produção agrícola ao mesmo tempo em que se preserva o meio ambiente.

Perspectiva é de fortalecimento da cadeia produtiva

Com o avanço das aplicações industriais, o aumento da demanda e os benefícios agronômicos, a expectativa é de fortalecimento contínuo da cadeia produtiva da mamona no Brasil.

O cenário indica que a cultura deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos, consolidando-se como uma alternativa estratégica para produtores e para o desenvolvimento sustentável do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Parasitas bovinos podem causar prejuízos superiores a R$ 16 bilhões anuais à pecuária

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Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha revela que a presença de parasitas nos rebanhos provoca uma perda direta de 13 quilos de peso vivo por animal ao ano na pecuária de corte e reduz em 7% a produção anual do gado de leite. O levantamento foi encomendado pela Boehringer Ingelheim, multinacional alemã que atua no mercado de saúde humana e animal.

Embora o estudo do Datafolha não tenha focado no impacto financeiro direto das infestações, dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que as perdas econômicas causadas por essas pragas superam R$ 16 bilhões por ano no País.

O cenário produtivo é agravado pelo avanço da resistência dos carrapatos às moléculas químicas tradicionais e por fatores climáticos, já que períodos de calor e alta umidade aceleram a reprodução dos parasitas nas pastagens. O carrapato lidera o ranking das ameaças sanitárias, sendo citado por 70% dos 490 pecuaristas entrevistados em 13 estados. A mosca-dos-chifres aparece em segundo lugar (48%), seguida pelo berne (17%).

O levantamento do Datafolha detectou uma assimetria entre a execução do manejo sanitário e a análise de custos dentro das propriedades. Enquanto 91% dos produtores afirmam aplicar produtos antiparasitários de forma rotineira no rebanho, apenas 20% utilizam ferramentas ou planilhas de Retorno sobre o Investimento (ROI) para balizar a compra desses insumos.

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A tomada de decisão baseada na percepção visual instantânea, sem o uso de indicadores econômicos, impulsiona o uso repetitivo dos mesmos princípios ativos. Esse fator, segundo técnicos do setor, acelera a resistência biológica dos parasitas e reduz a eficácia dos tratamentos tradicionais. O custo bruto dos medicamentos foi apontado por 47% dos entrevistados como o principal entrave no controle, seguido pela escassez de mão de obra qualificada para a aplicação dos protocolos (23%).

Além dos parasitas externos, a cadeia produtiva enfrenta o impacto das verminoses gastrointestinais. De acordo com indicadores técnicos compilados pela Boehringer Ingelheim, até 98% dos casos de vermes no rebanho ocorrem sob a forma subclínica, quando o animal não apresenta sintomas severos aparentes, mas sofre perdas na conversão alimentar.

A infecção crônica por vermes chega a reduzir em 20% o tempo de pastoreio e em 17% a ingestão de forragem pelos bovinos. Na balança, o déficit resulta em um recuo oculto de 30 a 60 quilos no ganho de peso por animal ao ano, além de atrasar a puberdade de novilhas e esticar a idade de abate, penalizando o rendimento de carcaça nos frigoríficos. Historicamente, estudos de sanidade estimam que o prejuízo potencial acumulado entre parasitas internos e externos possa atingir patamares ainda maiores se considerada toda a população animal em situação de risco regulatório.

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As atividades de corte e leite movimentam anualmente cerca de R$ 126,25 bilhões (US$ 25 bilhões) estritamente dentro das fazendas brasileiras, montante que triplica quando integrado aos segmentos de logística, indústria frigorífica e varejo de carnes e lácteos. Diante do teto produtivo imposto pelos parasitas, o controle estratégico passou a depender do uso de ferramentas de longa ação para otimizar os custos operacionais.

Fonte: Pensar Agro

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