AGRONEGÓCIO

Mais produtores serão legalizados por meio do Projeto Queijo Minas Legal

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Neste Dia dos Queijos Artesanais de Minas Gerais (16/05), o produtor mineiro pode comemorar uma nova oportunidade de regularizar o seu negócio. Para isso, o Projeto Queijo Minas Legal (PQML) já realizou mais de 1.200 visitas técnicas a queijarias em 160 municípios do estado.

Em execução até o fim de 2024, com a possibilidade de ser prorrogada por mais um ano, a iniciativa, que é uma parceria entre o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MG/MPMG) e o Governo do Estado, visa ao alcance do registro sanitário por estabelecimentos produtores de queijos artesanais.

Cerca de 200 queijarias são atendidas nas diversas regiões mineiras. Durante as visitas, os queijeiros recebem orientações sobre os cuidados para a obtenção do leite, o processamento e a maturação do produto.

Investimentos

O investimento do Procon-MG é de R$ 2,8 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Defesa e Proteção do Consumidor (FEPDC).

“Boa parte desses recursos é destinada à contratação de laboratórios que irão analisar a qualidade da água e dos queijos artesanais. Essas análises são obrigatórias para todos os produtores que buscam conquistar e manter a habilitação sanitária, sendo essencial para garantir a qualidade da matéria-prima e do alimento final”, detalha o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

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Em contrapartida, o Governo de Minas investe aproximadamente R$ 1,5 milhão, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), na realização das visitas. A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) dispõe ainda de equipe para execução e gestão do projeto.

O coordenador do Procon-MG, promotor de Justiça Glauber Sérgio Tatagiba do Carmo, destaca os objetivos do trabalho. “O Projeto Queijo Minas Legal estimula o desenvolvimento regional, sendo uma oportunidade para aqueles que querem legalizar sua produção, preservando a segurança sanitária e a saúde dos consumidores”, afirma.

Visibilidade e novos mercados

Delmar Macedo tem um sítio em Rancho Novo, distrito de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde produz queijo maturado. Ele aprendeu a fazer queijos com os pais e abriu o próprio negócio em 2019.

Por meio do PQML, o produtor recebeu as orientações do engenheiro agrônomo Sidney Lacerda, extensionista na Emater-MG, para conseguir o Selo Arte, que autoriza a venda do alimento em todo o Brasil.

Como resultado do trabalho desenvolvido até então, Delmar apresentou toda a documentação necessária para o alcance do registro sanitário e está pronto para iniciar a obra em atenção aos padrões de exigência do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

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O queijeiro acredita que o selo de qualidade vai abrir muitas portas. “Regularização para mim é sair do anonimato e mostrar o que a gente tem de melhor”, diz.

Fonte: SEAPA MG – Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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