AGRONEGÓCIO

Mais e 27 mil passageiros utilizaram o transporte coletivo grátis no feriado

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No feriado do dia 1º de Maio, 27.722 passageiros usufruíram do transporte coletivo de graça em Cuiabá. Os dados contabilizados superaram em 11,62% o fluxo em comparação ao feriado do Dia do Trabalhador em 2024, que também teve a gratuidade nas catracas. O resultado do primeiro dia de Tarifa Zero servirá para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) nortear o número de ônibus para atender o fluxo de pessoas em outras datas.

A iniciativa, implementada pela Prefeitura de Cuiabá se mostra estratégica tanto socialmente quanto logisticamente. O prefeito Abilio Brunini, a primeira dama e vereadora Samantha Iris e vários parlamentares fiscalizaram a opoeracionalidade do transporte durante o feriado em uma viagem que percorreu da Estação Bispo ao bairro Tijucal. Segundo a vice-prefeita e secretária da pasta, coronel Vânia Rosa, o benefício amplia o direito de ir e vir, permitindo que mais pessoas aproveitem momentos de lazer, convivência familiar e acesso a espaços públicos.

“Tivemos um aumento expressivo de pessoas aproveitando o feriado. É um avanço para a gestão municipal e principalmente para os usuários do transporte coletivo que poderão curtir mais os espaços públicos, visitar amigos, familiares e conhecer lugares que ainda não conhecem”, lembrou a gestora da Pasta.

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Além do impacto social, a medida também oferece subsídios técnicos para aprimorar o serviço. De acordo com o diretor de Transportes da Semob, Nicolau Budib, o uso do cartão transporte, necessário para acessar a gratuidade, permite monitorar a demanda real de passageiros, fator que contribui para a definição do número adequado de ônibus em operação nos dias específicos de gratuidade.

Importante destacar que o sistema operou sem falhas, reforçando a capacidade de resposta da rede de transporte durante grandes fluxos. A Tarifa Zero é válida apenas para o perímetro urbano de Cuiabá, não sendo aplicada em linhas intermunicipais, como aquelas que ligam a capital a Várzea Grande.

Outro detalhe importante é o início da Lei da Tarifa Zero, que começa no próximo domingo. Conforme sansão do prefeito Abilio Brunini, todos os domingos em Cuiabá o transporte será gratuito. “Quem nos trouxe essa proposta de lei foi o vereador Eduardo Magalhães. Conseguimos fazer uma economia em nossos gastos, cortando alguns contratos, e encaminhamos o Projeto de Lei para a Câmara, que de pronto aprovou. Com isso, já sancionamos e agora todos os domingos a tarifa em Cuiabá será zero no transporte coletivo. O povo cuiabano merece esse tipo de projeto. Já deu certo no feriado e agora é lei para todos os domingos”, concluiu o prefeito.

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#PraCegoVer

A foto mostra um ônibus circulando na região central de Cuiabá. O veículo é pintado nas cores verde e branca. Ao fundo, está a Catedral Basília Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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