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Mais de 45 mil pessoas lotam Arena Pantanal em noite histórica com Guns N’ Roses em Cuiabá

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A capital mato-grossense viveu uma noite inesquecível nesta sexta-feira (31), com a apresentação da banda internacional Guns N’ Roses, que reuniu mais de 45 mil pessoas na Arena Pantanal. O show, parte da turnê mundial do grupo, consolidou Cuiabá como um dos grandes polos de eventos do país, atraindo fãs de diversas regiões do Brasil.

Públicos vindos de Campo Grande, Goiânia, Alta Floresta, Rondonópolis e outras cidades compareceram em peso para ver de perto os ídolos do rock. Entre eles, Éder e Catarina, pai e filha de Rondonópolis, enfrentaram três horas de viagem para assistir à banda que marcou a história da família.
“Quando a Catarina era bebê, eu colocava Since I Don’t Have You, do Guns, para fazê-la dormir. É uma balada calma e virou a nossa música. Estar aqui hoje com ela é muito especial”, contou Éder, emocionado.

O evento também foi um momento de união entre gerações. A empresária Veronica, que levou filhos e sobrinhos, destacou a organização e o apoio do poder público.
“Viemos preparados para o caos, mas foi completamente diferente. As ruas estavam bem sinalizadas, os agentes da Semob orientando o trânsito, estacionamentos organizados e tudo muito bem preparado. Foi uma grata surpresa”, afirmou.

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A Prefeitura de Cuiabá atuou de forma integrada em diversos setores para garantir o sucesso do evento. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) reforçou o efetivo de agentes e organizou a sinalização das vias de acesso. O Procon Municipal e demais órgãos de fiscalização acompanharam o evento para garantir segurança e tranquilidade ao público.
Já a Secretaria Municipal de Saúde estruturou um esquema especial de atendimento, com cinco ambulâncias posicionadas na Arena e na UPA Verdão, preparada para atender possíveis ocorrências.

Para muitos fãs, o show representou mais que música, foi um reencontro com memórias e emoções. O técnico Carlos, que também veio de Rondonópolis, assistiu ao Guns N’ Roses pela terceira vez.
“Estive nos shows de 1992 e 2013, e agora aqui em Cuiabá. Ver essa banda de novo e em um evento dessa grandiosidade me enche de orgulho. Cuiabá mostrou o potencial que tem para o Mato Grosso e para o Brasil”, comemorou.

A segurança e a estrutura oferecidas também conquistaram o casal Vitória e Rafael, que viajou de Alta Floresta para comemorar sete anos de relacionamento.
“Viemos celebrar essa data especial com o show da nossa banda favorita. A organização está impecável, a Prefeitura de Cuiabá está de parabéns”, disse Vitória.

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Com público recorde, estrutura elogiada e uma atmosfera vibrante, o show do Guns N’ Roses entrou para a história de Cuiabá, marcando a Arena Pantanal como palco de grandes eventos e reafirmando o potencial da capital para sediar atrações internacionais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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