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Mais de 400 profissionais da agricultura debatem o avanço do milho safrinha no Brasil

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Agricultores mais preparados para a safrinha 2024. Esse foi um dos objetivos do XVII Seminário Nacional de Milho Safrinha, que aconteceu pela primeira vez em Campo Grande (MS), entre os dias 28 e 30 de novembro, reunindo cerca de 400 profissionais, entre pesquisadores de todo país, agricultores, estudantes e técnicos. Organizadora desta edição, a Fundação MS, avalia positivamente o evento e dá destaque à participação dos agricultores, assim como as demonstrações práticas de resultados.

“É um evento que aborda desde a ciência básica até a avançada, com trabalhos de pesquisa, foram 75 banners apresentados e 6 trabalhos escolhidos como inovadores, em que os pesquisadores estiveram aqui apresentando. E isso faz a ciência avançar, a partir de uma pesquisa básica, que vai se aplicando ao campo. A parte prática foi muito forte no evento, principalmente quando se fala em enfezamento, com pesquisadores com muito know-how no assunto. Também houveram trabalhos ligados à preservação, tratamos de consórcio, de capim no sistema, de integração lavoura-pecuária, produtores fizeram relatos do que estão fazendo, então foi uma discussão muito rica durante todo o evento”, avalia André Lourenção, pesquisador da Fundação MS e coordenador do Seminário.

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Para o presidente da Fundação MS, Daniel Franco, o ponto alto do evento foi o engajamento do agricultor. “Já contamos com mais de 90% da soja já semeada no estado, porém, é nesse momento que o produtor precisa olhar para a próxima safra, fazer as suas tomadas de decisões relacionadas ao que plantar, o quanto plantar e quanto investir. Esse evento traz luz sobre isso. Aqui discutimos sobre doenças, fertilidade, adubação e visualizamos trabalhos práticos de produtores”, pontua Franco. “Mato Grosso do Sul é um celeiro de pesquisas, temos aqui muitos pesquisadores e instituições estudando soja, milho, e ainda estamos no berço da integração lavoura-pecuária-floresta. O produtor precisa ter a consciência de que, cada vez que se busca conhecimento, agrega valor também à terra dele e melhora as condições para que possa ter uma melhor produtividade”, completa.

A próxima edição do evento acontecerá em novembro de 2025, na cidade de Londrina, no Paraná. Segundo o coordenador do XVIII Seminário Nacional de Milho Safrinha, Ivan Bordin, Inovação e Tecnologia serão os temas que guiarão as palestras. Ivan é pesquisador, doutor em fitotecnia e coordenará o evento pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná).

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Fonte: Agro Agência Assessoria

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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