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Macapá Encerrra Semana com Diesel Comum a R$ 6,64

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O diesel, componente vital para as operações de transporte no Brasil, representa uma significativa parcela dos custos operacionais, consumindo, em média, 35% do faturamento das transportadoras, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nos últimos anos, o preço deste combustível fóssil tem oscilado, impactando tanto a estrutura das empresas de transporte quanto a economia como um todo.

Para monitorar essas flutuações e fornecer informações úteis às transportadoras e à sociedade, o Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC) realiza estudos semanais sobre o preço do diesel. A análise comparativa entre as semanas de 16 a 22 de junho de 2024 e de 23 a 29 de junho de 2024 revelou alguns indicadores relevantes.

Em nível nacional, os preços do diesel comum e do diesel S10 mantiveram-se estáveis. No entanto, São Paulo registrou um aumento de 0,69% no preço do diesel comum, elevando o valor para R$ 5,84. Já em Macapá, houve um aumento mais significativo, de 3,27%, com o diesel comum fechando a semana em R$ 6,64.

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A capital com o diesel mais caro foi Rio Branco, onde o diesel S10 chegou a R$ 7,23 e o comum a R$ 7,18. Por outro lado, São Luís apresentou os preços mais baixos, com o diesel S10 a R$ 5,57 e o comum a R$ 5,51.

Thiago Fagotti, analista de dados do IPTC, destacou que as variações nos preços dos combustíveis continuaram a ocorrer no primeiro semestre de 2024. “Na última semana, ocorreram pequenas variações nos preços dos combustíveis em algumas capitais brasileiras. Em São Paulo, o óleo diesel comum apresentou um pequeno aumento. Em Macapá, o óleo diesel comum registrou um aumento razoável. No cenário nacional, tanto o diesel comum quanto o diesel S10 não apresentaram grandes variações, indicando um período de estabilidade nos preços dos combustíveis”, afirmou Fagotti.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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