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Lutadoras recebem orientação cardiológica e apoio emocional em ação gratuita

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O Programa Lutadoras – Fortalecendo a Mulher Cuiabana promoveu, nesta quinta-feira (14), a ação “Cardiologia para as Lutadoras”, voltada à promoção da saúde feminina. O evento foi realizado na sede da Secretaria Municipal da Mulher, na Avenida Presidente Getúlio Vargas, nº 490.

A programação gratuita atendeu 50 participantes, sendo 25 no período da manhã e outras 25 à tarde. As mulheres receberam orientação individual com cardiologista, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, roda de conversa com psicóloga e momentos de acolhimento.

Idealizado pela primeira-dama e vereadora Samantha Iris, o Programa Lutadoras é coordenado pela Secretaria Municipal da Mulher, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama. Em 2026, a iniciativa foi ampliada com a criação de 32 novas turmas distribuídas em 17 polos em diferentes regiões da capital. Cada unidade conta com duas turmas e capacidade para atender até 60 alunas.

Edna Arruda, aluna do polo CPA 3, participa das aulas de Muay Thai às segundas e quartas-feiras no CRAS da região. Há cerca de três semanas no projeto, ela afirma já sentir mudanças significativas em sua rotina. “As aulas são maravilhosas, o professor é muito empenhado e explica muito bem. Hoje eu já consigo me defender com o que aprendi, caso sofra algum tipo de agressão. Além disso, minha saúde melhorou muito. Estou dormindo e acordando melhor”, relatou.

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Durante a ação, Edna também passou por avaliação cardiológica e destacou a importância da iniciativa. “Eu já passei pela cardiologista, medi a glicemia e está tudo certo. Achei essa iniciativa muito positiva. Nós precisamos de mais atenção para as mulheres, de um olhar diferenciado para nós. Me sinto acolhida pela Secretaria da Mulher. Esse projeto é essencial”, afirmou.

A secretária municipal da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah, destacou que a ação reforça o compromisso do município com o cuidado integral das mulheres atendidas pelo programa. “Além da conscientização corporal e da defesa pessoal, essa ação também busca fortalecer o cuidado com a saúde física e emocional dessas mulheres”, ressaltou.

Realizada em parceria com o movimento Cardiobrasas, grupo de mulheres que atua na promoção da saúde feminina, a iniciativa integra as atividades do mês de conscientização sobre doenças cardíacas nas mulheres. A cardiologista Nathalia Camarão explicou que o objetivo da ação foi avaliar a saúde cardiovascular das participantes e reforçar a importância da prevenção.

“Trouxemos as lutadoras para verificar como está a saúde do coração delas, aferir a pressão arterial, medir a glicemia e oferecer orientações individualizadas, identificando possíveis fatores de risco. A prevenção é fundamental, especialmente para mulheres que estão iniciando a prática de atividade física”, enfatizou Nathalia.

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A psicóloga Maíra Nogueira conduziu uma roda de conversa sobre autoestima e autoconfiança, destacando a importância do fortalecimento emocional. “Quando fortalecemos a autoestima, ampliamos a confiança e conseguimos resultados positivos no trabalho, nas conquistas e na vida de modo geral. É um processo profundo e necessário”, pontuou.

O evento também contou com a participação do massoterapeuta Elizeu Cavallini, que ofereceu atendimento gratuito e momentos de relaxamento às participantes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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