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Lucro líquido da Ambev cresce 36,4% no 3º trimestre de 2025 e alcança R$ 4,86 bilhões

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Lucro líquido dispara no terceiro trimestre

A Ambev registrou um lucro líquido de R$ 4,86 bilhões no 3º trimestre de 2025, representando alta de 36,4% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro líquido ajustado subiu 7,4%, atingindo R$ 3,8 bilhões, impulsionado principalmente por menor despesa com imposto de renda, embora tenha sido parcialmente compensado por maior despesa financeira líquida.

Receita líquida recua, mas crescimento orgânico se mantém

A receita líquida no trimestre somou R$ 20,8 bilhões, queda de 5,7% na comparação anual. No entanto, considerando apenas a base orgânica, a empresa reportou crescimento de 1,2%, refletindo resiliência nos preços e na estratégia de gestão de receita por hectolitro.

O ebitda ajustado totalizou R$ 7,06 bilhões, praticamente estável frente ao mesmo período de 2024, com margem ebitda ajustada expandindo 50 pontos base (pb), para 33,9%, enquanto a margem bruta subiu 10 pb, chegando a 51,5%. Segundo a Ambev, os resultados refletem gestão eficiente de custos e despesas e alocação estratégica de recursos.

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Volume de vendas recua, impacto maior no Brasil

O volume total de vendas da companhia atingiu 42,4 milhões de hectolitros, com queda orgânica de 5,8%. O recuo foi puxado principalmente pelo Brasil, com -7,9%, dividido entre cerveja (-7,7%) e NAB – não alcoólicos e bebidas (-8,6%).

Outras regiões com desempenho negativo incluíram Canadá (-2,0%) e América Latina Sul (-0,8%), enquanto América Central e Caribe registrou crescimento de 1,3%.

No Brasil, a receita líquida caiu 1,7%, para R$ 11,8 bilhões, e o lucro bruto recuou 2,4%, totalizando R$ 5,8 bilhões. O ebitda ajustado nacional caiu 0,8%, chegando a R$ 3,9 bilhões.

Redução da dívida líquida fortalece balanço

A dívida líquida da Ambev caiu significativamente, passando de R$ 26,4 bilhões no final de 2024 para R$ 16,9 bilhões ao final de setembro de 2025, reforçando a posição financeira da companhia.

Comentários da administração

O CEO Carlos Lisboa destacou que, apesar da fraqueza em alguns mercados, a execução consistente da estratégia da Ambev manteve a performance:

“O terceiro trimestre seguiu dinâmico, com indústrias apresentando sinais de fraqueza. Nossa estratégia fortaleceu as marcas e resultou em crescimento de dígito baixo do ebitda ajustado, com expansão de margem.”

A diretoria também enfatizou que, nos primeiros nove meses de 2025, o ebitda ajustado cresceu 7,6%, com expansão de margem de 120 pb, enquanto o lucro por ação ajustado (LPA) subiu 7,3%. A receita líquida apresentou crescimento de 3,7%, impulsionada pela premiumização e gestão de receita por hectolitro.

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Segundo a administração, os resultados refletem a força do portfólio e a estratégia baseada em três pilares: liderar e expandir categorias, digitalizar e monetizar o ecossistema, e otimizar o negócio, permitindo à empresa enfrentar desafios de curto prazo enquanto continua investindo no crescimento sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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