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Lonas de armazenamento garantem qualidade para a silagem de capim

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A silagem de capim representa uma alternativa bastante viável para a alimentação animal, especialmente para ruminantes como bovinos. Um dos pontos mais positivos está relacionado à capacidade de rebrota das plantas utilizadas, pois quando colhidas para ensilagem não são completamente destruídas, preservando a parte basal, onde o crescimento ocorre.

É ainda uma boa opção para sistemas de produção que trabalham com maiores taxas de lotação, pois produz bem (tonelada por hectare) com menos área, reduzindo assim os custos de produção. “O capim panicum, por exemplo, pode produzir cerca de 85 ton/ha em área de 13,9 ha, enquanto que o milho produziria 40 ton/ha em 17,9 ha”, explica Sueyde de Oliveira Braghin, doutora em agronomia e inteligência de mercado agro da Nortène, empresa especializada em produtos para conservação e armazenamento de silagem.

Além das vantagens, com o acondicionamento correto, os pecuaristas podem atravessar fases mais críticas do ano, onde a falta de pasto é recorrente. É neste ponto que produtos adequados são fundamentais e podem garantir um ambiente anaeróbico favorável à preservação dos nutrientes da silagem, e consequentemente uma melhor palatabilidade do capim, tornando-o mais apetitoso para os animais.

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A linha de lonas para silagem da Nortène apresenta inúmeros benefícios nessa etapa crucial que é o armazenamento, com fabricação exclusiva e tecnologia israelense. Entre as três opções disponíveis ao mercado, a Agro Silo Tubo Box, também chamada Box HP, foi desenvolvida para proteção e facilidade no transporte. Isso porque o material é dobrado e acondicionado em caixas de papelão, fica muito protegido e a movimentação pode ser feita em paletes. Com essa embalagem, reduz-se muito as chances de danificar o plástico da lona.

Nas cores branca e preta, as lonas da marca são confeccionadas com material 100% virgem, ou seja, não reciclado, possui espessura homogênea, sem porosidade, e traz matérias-primas como o metaloceno e o dióxido de titânio. Outra tecnologia de ponta é a aditivação Hals, um estabilizante de luz à base de amina que protege a lona contra a ação dos raios ultravioletas, responsáveis pela foto-oxidação. Isso prolonga a vida útil e aumenta a garantia do produto, que chega a 18 meses.

Para diferentes períodos

Independente do alimento escolhido para o animal, seja milho, sorgo ou forragem, todos passam pelo processo de ensilagem ao final da colheita, e serão consumidos no período de estiagem. Uma silagem bem feita pode suprir a demanda nutricional sem tanta dependência dos concentrados. “Fermentação desejada, teor nutricional elevado e palatabilidade para o animal também desejável são essenciais para que o gado não perca peso com a falta de pastagem e, consequentemente, reduza a conversão de carne e leite”, considera a doutora.

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Caso o período de ensilagem definido pelo agropecuarista, conforme suas necessidades, seja de médio a longo prazo, além da Box HP a Nortène fabrica a Silagem HP Premium, com o mesmo padrão tecnológico e garantia de 12 meses. Já para períodos curtos, a indicação é a Silagem Extra, com 8 meses de garantia de fábrica. “Nestes dois casos, as lonas são entregues no formato rolo, diferente da Box que é em caixa”, explica a profissional.

Fonte: Ruralpress

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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