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Logística Reversa e Sustentabilidade: inpEV Reforça Compromisso Ambiental Rumo à COP30

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Belém será o palco da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), evento global que abordará temas centrais sobre sustentabilidade e a preservação ambiental, além de promover discussões sobre mudanças climáticas. Nesse contexto, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) destaca a importância da logística reversa como estratégia para a preservação do meio ambiente e a construção de uma produção agrícola mais sustentável.

Desde sua criação em 2002, o Sistema Campo Limpo tem se consolidado como referência em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, desempenhando um papel fundamental na destinação ambientalmente correta desses materiais. O programa tem contribuído significativamente para a redução dos impactos ambientais, com mais de 800 mil toneladas de embalagens adequadamente descartadas até o momento. Somente em 2024, foram destinadas 68,5 mil toneladas, o que representa um aumento de 27% em relação ao ano anterior.

O Sistema Campo Limpo é fundamentado no princípio da responsabilidade compartilhada entre todos os envolvidos na cadeia produtiva, incluindo a indústria fabricante, os canais de distribuição e os agricultores, com o apoio e fiscalização do poder público. Atualmente, o programa conta com mais de 256 associações de revendas e cooperativas, atendendo cerca de 2 milhões de propriedades rurais em todo o Brasil, conforme o censo agrícola de 2017.

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Marcelo Okamura, diretor-presidente do inpEV, enfatiza a importância dessa iniciativa: “O Sistema Campo Limpo é um exemplo concreto de como a colaboração entre os diferentes elos da cadeia produtiva pode resultar em soluções ambientais eficazes. Nossa atuação não só contribui para o descarte correto das embalagens, como também promove a economia circular, reforçando o compromisso do Brasil com a sustentabilidade.”

O Sistema Campo Limpo opera em todo o território nacional, com 411 unidades de recebimento espalhadas pelos estados, onde os agricultores podem devolver as embalagens vazias, em conformidade com a Lei Federal nº 14.785/23 e o Decreto Federal 4.074/02. O inpEV, uma entidade sem fins lucrativos, é composto por mais de 195 fabricantes e entidades representativas da indústria, canais de distribuição e agricultores, trabalhando em conjunto para garantir o bom funcionamento do Sistema.

Desafios e o Caminho para a Expansão da Infraestrutura

Apesar dos avanços conquistados, o inpEV ainda enfrenta desafios, como a ampliação da conscientização entre os produtores e a expansão da infraestrutura de coleta e processamento de embalagens. Em resposta a esses desafios, o inpEV planeja instalar uma nova unidade de recebimento em Belém, reforçando seu compromisso com a gestão ambientalmente responsável dos resíduos e ampliando a capilaridade do Sistema Campo Limpo.

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O Brasil é reconhecido mundialmente como líder na logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas, e a experiência do inpEV pode servir de exemplo para outros países durante a COP30. Com um modelo consolidado e eficiente, o Sistema Campo Limpo demonstra o compromisso do agronegócio brasileiro com a sustentabilidade e a preservação ambiental, alinhando-se às principais discussões globais sobre mudanças climáticas e economia circular.

Ao destacar o papel da logística reversa na agenda climática, o inpEV reafirma sua posição como um agente estratégico para a promoção de um futuro mais sustentável, contribuindo diretamente para os objetivos globais da COP30 e para a construção de um agronegócio cada vez mais responsável e inovador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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