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Liquidez baixa marca mercado de algodão, mas prêmio do produto brasileiro avança com cenário internacional incerto

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O mercado interno de algodão apresentou, na última semana, baixo volume de negociações. De acordo com a Safras Consultoria, do lado vendedor houve interesse e até certa flexibilidade, mas os compradores se mantiveram cautelosos, realizando aquisições apenas conforme necessidades pontuais. As cotações oscilaram entre estabilidade e leve retração, em contraste com a tendência de valorização observada na Bolsa de Nova York.

Um dos destaques do período foi o aumento do prêmio pago pelo algodão brasileiro, impulsionado pela possibilidade de crescimento na demanda internacional, frente às incertezas causadas pelas novas tarifas adotadas pelos Estados Unidos. O ágio do produto nacional chegou a +7,79 centavos de dólar por libra-peso em relação ao contrato do ICE US — uma alta significativa frente ao prêmio de +3,55 centavos registrado na semana anterior.

O preço do algodão entregue no CIF de São Paulo encerrou a quinta-feira (3) em R$ 4,18 por libra-peso, mesmo valor registrado sete dias antes. Já em Rondonópolis (MT), a pluma manteve-se cotada a R$ 4,00 por libra-peso, equivalente a R$ 132,39 por arroba. Houve, portanto, uma leve valorização de 0,26% em relação à quinta-feira anterior, quando o valor era de R$ 3,99 por libra-peso.

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Exportação: paridades em Mato Grosso reagem à alta do dólar

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as paridades de exportação para julho e dezembro de 2025 apresentaram valorização semanal de 0,79% e 1,32%, respectivamente, influenciadas pela recente alta do dólar. As cotações médias chegaram a R$ 127,00 por arroba para julho/25 e R$ 134,95 por arroba para dezembro/25.

Apesar do avanço semanal, no comparativo mensal — março em relação a fevereiro de 2025 — houve recuo de 1,91% na paridade de julho/25 e de 0,48% na de dezembro/25. Essa retração foi motivada pela queda nos contratos futuros na Bolsa de Nova York, diante da incerteza quanto aos efeitos das novas políticas econômicas norte-americanas sobre os principais importadores de algodão, como a China.

Para as próximas semanas, as atenções do mercado se voltam para o início da semeadura nos Estados Unidos, movimento que poderá impactar os preços futuros da commodity na bolsa nova-iorquina e, por consequência, as paridades de exportação em Mato Grosso.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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