AGRONEGÓCIO

Line-up dos portos brasileiros indica exportação de 3,6 milhões de toneladas de açúcar

Publicado em

Aumento no número de navios aguardando embarque

Na semana encerrada em 9 de julho, o total de navios à espera para carregar açúcar nos portos brasileiros subiu para 91, ante 80 na semana anterior, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. O volume agendado para embarque também cresceu, alcançando 3,676 milhões de toneladas, contra 3,205 milhões na semana anterior.

Portos com maior movimentação de açúcar

O maior volume previsto para embarque está concentrado no Porto de Santos (SP), com 3.130.540 toneladas. Em seguida, aparecem os portos de Paranaguá (PR) com 319.088 toneladas, São Sebastião (SP) com 139.121 toneladas, Imbituba (SC) com 78.888 toneladas, Maceió (AL) com 11.400 toneladas e Santana (AP) com 6.500 toneladas.

Tipos de açúcar programados para exportação

A carga total é composta principalmente pela variedade VHP, que representa 3.630.699 toneladas. Além disso, estão previstas exportações de 27 mil toneladas de açúcar Cristal B150, 12.338 toneladas de açúcar Refinado A45 e 6.500 toneladas de açúcar TBC. O relatório considera navios já ancorados, aqueles em espera no largo e os previstos para chegar até 27 de agosto.

Leia Também:  Bolsas globais operam com cautela antes de encontro entre Trump e Xi; Ibovespa recua pressionado por petróleo e balanços
Receita e volume médio das exportações em julho

Em julho, a receita diária média das exportações brasileiras de açúcar e melaços chega a US$ 70,276 milhões, com quatro dias úteis contabilizados, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário exportado é de 169,338 mil toneladas.

Desempenho parcial das exportações no mês

Até o momento, foram exportadas 677.351 toneladas de açúcar, gerando uma receita de US$ 281 milhões, com preço médio de US$ 415,00 por tonelada. Comparado a julho de 2024, a receita diária média apresenta queda de 7,1%, já que naquele ano foi de US$ 75,644 milhões.

Variações em volume e preço

Apesar da redução na receita, o volume médio diário exportado em julho de 2025 registra alta de 3% em relação às 164,449 mil toneladas diárias de julho do ano passado. Por outro lado, o preço médio do açúcar caiu 9,8%, passando de US$ 460,00 por tonelada em julho de 2024 para os atuais US$ 415,00.

Leia Também:  Santa Catarina Reativa Câmara Setorial de Grãos para Fortalecer Produção e Competitividade

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

Published

on

A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

Leia Também:  Tecnologia impulsiona avicultura brasileira em meio à crescente demanda global por proteína

Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

Leia Também:  Ações cíclicas impactam o mercado chinês após medidas para o setor imobiliário frustrarem expectativas

Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA