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Limpurb consolida avanços na limpeza urbana, coleta de lixo e iluminação com tecnologia

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), encerra 2025 com um balanço robusto das ações executadas nas áreas de limpeza urbana, coleta de lixo domiciliar, iluminação pública e modernização dos serviços, consolidando um novo padrão de atuação da zeladoria na capital. Ao longo do ano, a autarquia intensificou mutirões, enfrentou passivos históricos e ampliou a presença operacional em todas as regiões da cidade.

No eixo da limpeza urbana, a Limpurb promoveu mutirões contínuos e operações de grande porte, que resultaram na retirada de milhares de toneladas de resíduos de vias públicas, praças, parques, unidades de saúde, espaços esportivos e áreas ambientais. Somente nos períodos de mutirão, foram recolhidas cerca de 12 mil toneladas de lixo, reforçando a manutenção da cidade e a prevenção de riscos à saúde pública.

O enfrentamento aos bolsões de descarte irregular foi tratado como prioridade. Em áreas críticas como Jardim Eldorado, CPA III, Nova Canaã, Primeiro de Março, Morada do Ouro II e Contorno Leste, as operações removeram centenas de toneladas de entulho e resíduos sólidos, com uso de maquinário pesado, caminhões-caçamba e equipes especializadas. As ações contribuíram diretamente para a redução de alagamentos, controle de vetores e melhoria da paisagem urbana.

A coleta de lixo domiciliar passou por uma reorganização estrutural ao longo do ano. A Limpurb coordenou mutirões intensivos de coleta, que percorreram dezenas de bairros e garantiram 100% de cobertura das rotas programadas, além de atendimentos extras em regiões com maior demanda. As operações contaram com frota reforçada e monitoramento por GPS em tempo real, assegurando controle operacional e maior eficiência na execução do serviço.

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Como parte desse processo, foi implantado um plano emergencial de regularização da coleta, determinado pelo prefeito Abilio Brunini, após falhas recorrentes identificadas no serviço. Em um período de 30 dias, o município alcançou 98,18% de regularização da coleta domiciliar, resultado obtido com ampliação dos setores de coleta, exigência de frota mínima em operação, envio diário de relatórios operacionais, fiscalização de campo e criação de uma Central de Monitoramento em tempo real, com rastreamento por GPS.

Outro avanço significativo foi a renovação da frota de coleta, com a entrega de 32 caminhões zero quilômetro, equipados com tecnologia Euro 6, que reduz a emissão de poluentes e melhora a eficiência energética. A nova frota ampliou a capacidade de atendimento, aumentou a segurança dos trabalhadores e trouxe mais regularidade ao serviço prestado à população.

No apoio ao descarte correto de resíduos, a Limpurb também avançou na distribuição de lixeiras e contêineres. Foram entregues 250 lixeiras com pedal a comerciantes e ambulantes do Centro Histórico, além da instalação de 30 contêineres de grande capacidade, com até mil litros, posicionados em pontos estratégicos da cidade. A operação Cata-treco foi ampliada e passou a atender todos os bairros, permitindo o descarte gratuito de móveis e objetos inservíveis e reduzindo o descarte irregular em vias públicas.

A iluminação pública foi outro eixo de destaque em 2025. A Limpurb realizou a manutenção de aproximadamente 41.800 pontos de luz em toda a capital, contemplando mais de 150 bairros, distritos e a região central. Os serviços incluíram troca de lâmpadas, substituição de fios, fusíveis, soquetes, braços de iluminação e reposição de postes danificados, atendendo vias públicas, praças, parques, unidades de saúde, escolas e espaços esportivos.

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Além da manutenção, houve expansão da rede de iluminação em bairros que aguardavam há anos pelo serviço. Comunidades como Silvanópolis passaram a contar com iluminação pública, beneficiando mais de 1.200 moradores, enquanto o Residencial Jonas Pinheiro III recebeu 52 novos pontos de luz distribuídos em 12 ruas, garantindo mais segurança e tranquilidade à população.

Outra ação de destaque inclue a inauguração da Praça Poliesportiva Cristiano Justino Feo Roza (Praça do Passaredo), totalmente revitalizada, com iluminação em LED, acessibilidade completa, paisagismo renovado e o plantio de 40 árvores frutíferas.

A modernização do parque de iluminação avançou com a implantação de lâmpadas de LED, por meio do programa estadual MT Iluminado, em parceria com o Governo de Mato Grosso. O bairro Tijucal foi contemplado com 850 novos pontos de LED, tecnologia que oferece maior durabilidade, eficiência energética e redução de custos operacionais.

Para o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, o balanço reflete uma mudança estrutural na forma de atuação da zeladoria urbana.

“Em 2025, a Limpurb enfrentou passivos históricos e colocou a cidade em outro patamar de limpeza, coleta e iluminação pública. Houve planejamento, fiscalização rigorosa e presença constante nos bairros. Os números mostram que a zeladoria passou a ser tratada como política pública permanente, com impacto direto na qualidade de vida da população”, destacou.

Com ações integradas, reforço operacional e planejamento contínuo, a Limpurb encerra 2025 fortalecida, consolidando avanços na limpeza urbana, na coleta de lixo e na iluminação pública, e estabelecendo bases sólidas para a continuidade dos serviços em Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Segunda safra de milho deve alcançar 115,8 milhões de toneladas, mas rentabilidade preocupa produtores

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A segunda safra de milho 2025/26 confirma o elevado potencial produtivo do agronegócio brasileiro, mas também evidencia os desafios enfrentados pelos produtores ao longo da temporada. Após a conclusão do Rally da Safra, a Agroconsult revisou para cima sua estimativa para a produção nacional da safrinha, projetando uma colheita de 115,8 milhões de toneladas.

Embora o volume represente uma recuperação em relação à estimativa inicial de 112 milhões de toneladas divulgada em maio, o resultado permanece abaixo das 125,3 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior.

A revisão incorpora as informações coletadas pelas equipes técnicas em campo e as análises de imagens de satélite realizadas pela plataforma CropData, utilizada para monitoramento e classificação das áreas cultivadas.

Calendário de plantio definiu o desempenho das regiões produtoras

Segundo o levantamento, o comportamento da safra foi bastante heterogêneo entre os principais estados produtores, refletindo principalmente o impacto do calendário de plantio e das condições climáticas.

As regiões com melhor desempenho foram o Médio-Norte e Oeste de Mato Grosso, Sul de Mato Grosso do Sul, Oeste do Paraná e Sul de São Paulo. Nessas áreas, o plantio ocorreu dentro da janela considerada ideal, favorecendo o desenvolvimento das lavouras e garantindo elevados índices de produtividade.

Em um segundo grupo aparecem Maranhão, Piauí, Tocantins, Norte do Paraná, Sudoeste paulista e parte do Leste de Mato Grosso. Nessas regiões, atrasos na implantação das lavouras aumentaram os riscos, embora o potencial produtivo tenha permanecido satisfatório.

Já Goiás, Sudeste de Mato Grosso, Norte de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais concentraram os maiores impactos negativos da temporada. O plantio fora da janela ideal coincidiu com a interrupção antecipada das chuvas entre abril e maio, reduzindo tanto a área cultivada quanto a produtividade.

Área cultivada permaneceu praticamente estável

A área nacional destinada ao milho segunda safra foi estimada em 18,2 milhões de hectares, mantendo estabilidade em relação ao ciclo anterior.

Apesar disso, houve diferenças significativas entre os estados. Mato Grosso ampliou sua área em 2%, Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 5,2%, Paraná avançou 4,2% e Rondônia expandiu 10,3%.

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Em sentido contrário, Goiás reduziu a área plantada em 5,9%, Minas Gerais teve retração de 4,7% e a região do MATOPIBA registrou queda de 9,1%.

As condições climáticas tiveram papel decisivo ao longo da temporada. O excesso de chuvas em março atrasou a semeadura em diversas regiões, enquanto a seca registrada entre abril e maio comprometeu o enchimento dos grãos em importantes áreas produtoras do Centro-Oeste. As precipitações observadas em junho contribuíram para amenizar parte das perdas, mas não foram suficientes para recuperar plenamente o potencial produtivo.

Mato Grosso lidera produtividade; Goiás registra maior queda

Entre os estados avaliados pelo Rally da Safra, Mato Grosso apresentou novamente os melhores indicadores de produtividade, com média de 130 sacas por hectare, apenas 1,4% abaixo da safra anterior.

O bom desempenho foi impulsionado principalmente pelas regiões Médio-Norte e Oeste, onde o calendário agrícola favoreceu elevada população de plantas e excelente formação das espigas.

Em Goiás, entretanto, o impacto climático foi um dos mais severos da temporada. A produtividade média caiu para 83 sacas por hectare, retração de 34,6% em relação ao ciclo anterior.

No Mato Grosso do Sul, a média ficou em 99,3 sacas por hectare, beneficiada pelo desempenho das áreas do Sul do estado. Já o Paraná alcançou produtividade média de 97,9 sacas por hectare, com destaque para a região Oeste.

Em Minas Gerais, a redução da produtividade foi de 22,2%, enquanto a região do MATOPIBA registrou retração de 14,9%.

Segundo André Debastiani, coordenador do Rally da Safra, o elevado volume de produção não significa necessariamente maior rentabilidade ao produtor.

“A produção brasileira continua expressiva, mas é importante diferenciar volume produzido de resultado econômico. Nessa safra, o produtor enfrentou uma combinação de custos elevados e preços pressionados, o que reduz a rentabilidade da atividade.”

Produção total de milho é revisada para 144,1 milhões de toneladas

Com a atualização dos números da segunda safra, a produção total de milho do Brasil em 2025/26 passou a ser estimada em 144,1 milhões de toneladas, acima da projeção de 140,5 milhões divulgada em maio.

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Mesmo assim, o volume permanece inferior às 152,3 milhões de toneladas registradas na temporada anterior.

A área total cultivada com milho no país alcança 22,6 milhões de hectares.

Mercado interno ganha força, mas exportações enfrentam maior concorrência

No mercado doméstico, o crescimento do consumo pela indústria de ração animal e pela produção de etanol de milho continua sustentando a demanda.

Por outro lado, o ambiente internacional tornou-se mais competitivo. A expectativa de grandes colheitas nos Estados Unidos e na Argentina amplia a oferta global e tende a pressionar as exportações brasileiras, limitando o potencial de recuperação dos preços.

Além disso, a colheita ainda em andamento em áreas do Paraná e de Mato Grosso do Sul mantém produtores atentos às condições climáticas, especialmente ao risco de frio sobre lavouras em fase de enchimento de grãos.

Rally da Safra realizou maior expedição da história

A edição 2026 do Rally da Safra percorreu mais de 104 mil quilômetros entre janeiro e junho, mobilizando 23 equipes técnicas — sendo 17 dedicadas à soja e seis ao milho.

Durante a expedição foram avaliadas aproximadamente 2,5 mil lavouras e quase 44 mil pontos georreferenciados em todas as principais regiões produtoras do país, tornando esta a maior operação já realizada pelo levantamento.

Perspectivas

A tendência para os próximos meses é de manutenção de uma oferta elevada de milho no mercado interno, favorecida pelo avanço da colheita da segunda safra. O consumo doméstico deve continuar aquecido, impulsionado principalmente pelos setores de proteína animal e etanol de milho.

No entanto, a rentabilidade do produtor seguirá pressionada pelo elevado custo de produção e pela concorrência internacional, especialmente diante das grandes safras previstas nos Estados Unidos e na Argentina. Nesse cenário, o comportamento do câmbio, da demanda externa e da logística de exportação será determinante para a formação dos preços ao longo do segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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