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Levantamento revela custos de produção da tilápia em Rio Fortuna no projeto Campo Futuro

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Foco na aquicultura em Santa Catarina

O segundo painel do projeto Campo Futuro realizado em 2025 em Santa Catarina destacou a aquicultura, com ênfase no levantamento dos custos de produção da tilápia na cidade de Rio Fortuna. O evento aconteceu na quarta-feira (21) e foi promovido pelo Sistema CNA/Senar, em parceria com o Sistema Faesc/Senar e o Sindicato Rural local.

Participação e abertura do evento

O encontro reuniu produtores rurais, técnicos da CNA, representantes do Sistema Faesc/Senar, Sindicatos Rurais e profissionais da região. Durante a abertura, o vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, reforçou a importância do projeto. Segundo ele, o levantamento dos custos de produção é fundamental para que os produtores possam planejar melhor, identificar oportunidades de investimento e tomar decisões mais acertadas. Clemerson destacou ainda o sucesso da iniciativa do Sistema CNA/Senar, que já abrange várias cadeias produtivas em Santa Catarina.

Destaque para a piscicultura em Santa Catarina

O vice-presidente da Faesc ressaltou a diversidade produtiva do estado, destacando o crescimento da piscicultura. “Santa Catarina é muito diversificada e a piscicultura vem crescendo de forma significativa. O Senar tem investido bastante, especialmente na região sul, que é uma das mais fortes nessa atividade. A piscicultura gera renda e contribui para diversificar as propriedades rurais,” afirmou Clemerson.

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Importância para a cadeia produtiva local

O presidente do Sindicato Rural de Rio Fortuna, Silvestre Tenfen, também destacou o valor do Projeto Campo Futuro para oferecer dados confiáveis sobre essa cadeia produtiva tão relevante para a região.

Detalhes do levantamento do painel

O painel foi conduzido pela assessora técnica da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Kalinka Lessa Koza, junto com o consultor técnico Eduardo Ono. Eles apresentaram que os custos operacionais efetivos (COE) dos produtores de tilápia chegam a 94% da receita obtida, o que indica que a atividade é viável no curto prazo, porém com margens apertadas. Kalinka destacou a necessidade de atenção para a melhora dos preços de venda e da eficiência produtiva visando a viabilidade econômica a médio e longo prazo.

Sobre o projeto Campo Futuro

O Campo Futuro é um projeto de gestão de custos e riscos voltado para produtores rurais, que busca levantar os custos de produção nas propriedades. As informações geradas são utilizadas como base para a formulação de políticas públicas que favoreçam a produção de alimentos. A iniciativa do Sistema CNA/Senar é realizada em parceria com universidades e centros de pesquisa, ampliando o suporte técnico aos produtores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produto Interno Bruto da agropecuária cresceu 0,7% no primeiro trimestre de 2026

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O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária iniciou o ano de 2026 em crescimento, registrando uma leve alta de 0,7% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação aos três últimos meses de 2025, o avanço do setor foi de 2,0%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29.05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que o PIB total do País cresceu 1,8% na comparação anual e 1,1% frente ao trimestre anterior.

Apesar do ritmo moderado na comparação interanual, o resultado é classificado como positivo por entidades do setor, dado que ocorre sobre uma base comparativa recorde do ano anterior. De acordo com o Núcleo Econômico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a safra passada foi excelente, o que torna o avanço de 0,7% um desempenho expressivo que ajuda a sustentar o resultado econômico nacional.

Integrando a leitura do cenário macroeconômico, o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto) destaca que o acompanhamento de longo prazo reflete melhor a realidade do campo. “A análise da variação anual é a mais pertinente, em função das sazonalidades existentes na produção agropecuária”, afirma.

Segundo Rezende, “embora o conflito no Oriente Médio tenha afetado o setor e gerado um resultado inicialmente mais fraco em termos de expectativas, o saldo final foi muito mais positivo do que negativo para o agronegócio brasileiro, já que o setor ainda impulsionou os resultados neste trimestre”.

“O agro vive muito de ciclos. Lá atrás, você tinha um ciclo muito favorável, e acho que isso explica boa parte do resultado do ano passado. Agora, o que a gente observa no agro tem a ver com ciclos e cenários externos. Mas também há um ponto interessante: às vezes temos impactos negativos do clima e, em outras, positivos. No caso deste ano, o impacto foi mais positivo”, explica o presidente.

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Safrinha

De acordo com a análise de especialistas, o PIB do setor ainda deve contar com impactos positivos vindos da soja no segundo trimestre, mas o milho segunda safra desponta como um limitador para os próximos resultados. A avaliação da consultoria indica que será difícil registrar crescimentos fortes no PIB da agropecuária ao longo do ano, com o milho safrinha pressionando o desempenho principalmente na segunda metade de 2026.

A colheita da segunda safra de milho já começou sob a expectativa de redução na oferta. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a produção do cereal deve alcançar 108,4 milhões de toneladas na segunda safra, volume 4,2% menor do que o registrado no ciclo 2024/25. A falta de chuvas afetou severamente a produtividade no Estado de Goiás, e problemas pontuais em menor proporção são observados em Minas Gerais e São Paulo.

Além do milho, analistas do setor privado citam o algodão e a cana-de-açúcar como pontos de atenção para os próximos meses. No primeiro trimestre, o crescimento anual foi sustentado pela soja — que registrou novo recorde de 4,8% na estimativa anual de produção — e pelo segmento de carnes, além de contribuições do café arábica, beneficiado pela bienalidade positiva, e do cacau. Na outra ponta, as principais retrações foram registradas na batata inglesa, no arroz (-10,6%) e no milho (-2,5%).

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Juros

O início de ano positivo ocorre em um momento em que a agropecuária começa a sentir com maior intensidade o peso da taxa Selic elevada. Economistas da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV) avaliam que o custo do crédito tende a desacelerar o ritmo de produção nos próximos meses, período em que o clima se tornará uma variável crítica.

A CNA projeta que os resultados do segundo e do terceiro trimestres fiquem próximos da margem, podendo oscilar levemente para cima ou para baixo devido à base comparativa elevada de 2025. Contudo, o grande ponto de interrogação reside no fechamento do ano. A coordenação técnica da entidade alerta que há dúvidas sobre como o fenômeno climático El Niño vai se refletir na safra de inverno, tornando o clima a principal incógnita do setor.

Petróleo e gás

Diferentemente do observado em períodos anteriores, a agropecuária não deve figurar como o principal motor do PIB brasileiro neste ano. Estimativas do Núcleo Econômico da CNA indicam que o protagonismo do crescimento em 2026 deve ser assumido pelos setores de petróleo e gás, do ponto de vista da produção.

O prolongamento dos conflitos no Oriente Médio elevou os preços internacionais do barril de petróleo, levando a indústria extrativa nacional a intensificar o ritmo de atividade. Como o Brasil exporta petróleo bruto e importa subprodutos como diesel e gasolina, a valorização da commodity no mercado internacional deve fazer com que a Petrobras mantenha a produção em patamares elevados, gerando reflexos estatísticos positivos sobre o PIB ao longo de todo o ano.

Fonte: Pensar Agro

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