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Lei dos Bioinsumos avança, mas ainda carece de definições para garantir segurança, qualidade e padronização

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Regulamentação ainda é incerta

De acordo com o diretor comercial da Allbiom, Wladimir Crancianinov, o principal desafio da nova legislação está na ausência de normas claras sobre a produção de bioinsumos. Ainda não se sabe exatamente quem poderá produzi-los, sob quais condições e com quais exigências de segurança. Essa indefinição indica que o debate regulatório será intenso ao longo de 2025.

Três eixos principais devem nortear os debates

Segundo Crancianinov, três aspectos centrais deverão ocupar a pauta do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) nos próximos meses:

  • Sanitariedade na produção
  • Qualificação da mão de obra
  • Qualidade dos insumos
Sanitariedade: caixa d’água ou biorreator?

Um dos principais impasses está na falta de padrão sobre os métodos de produção on farm. Enquanto alguns produtores utilizam caixas d’água, outros optam por biorreatores industriais. O setor aguarda a definição de um modelo oficial que evite contaminações e assegure a concentração mínima de microrganismos necessária para aplicação em campo.

Qualificação profissional: quem poderá produzir?

Outro ponto sensível é a definição da capacitação necessária para os operadores dos bioinsumos. Será exigido algum curso ou formação técnica específica? A preocupação é que, caso as exigências sejam excessivas, o setor enfrente escassez de mão de obra qualificada, comprometendo a produção.

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Qualidade: necessidade de padronização do inóculo

No que diz respeito à qualidade dos produtos, o consenso é de que o inóculo de microrganismo isolado é a base mais segura e eficaz para iniciar a produção de bioinsumos. No entanto, práticas alternativas vêm sendo adotadas por alguns produtores, o que reforça a necessidade de padronização técnica para garantir resultados consistentes.

Convergência entre indústria e produtores rurais

Nos últimos anos, houve uma divergência entre as indústrias de bioinsumos e os produtores rurais que optam por fabricar os insumos em suas propriedades. As empresas temiam perder espaço no mercado formal, com impacto nas vendas de produtos registrados. Contudo, esse cenário vem mudando.

Atualmente, muitas indústrias têm investido em inovação e produtos biológicos de alta tecnologia, classificados como especialidades, enquanto os produtores buscam capacitação e conhecimento técnico para aprimorar suas produções on farm.

Rumo a uma agricultura mais sustentável

Apesar dos desafios, Crancianinov acredita que há um movimento crescente de convergência entre indústria e campo, o que fortalece o setor de bioinsumos e contribui para uma agricultura brasileira mais sustentável, produtiva e tecnologicamente avançada.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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