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LDC e Brado fazem operação inédita pela ferrovia Norte-Sul com pluma de algodão

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A Brado realizou uma operação rara no mercado de logística brasileiro, chamada “block train”. Trata-se de um trem inteiro fechado por um único cliente, a Louis Dreyfus Company (LDC), uma das maiores comercializadoras e processadoras de produtos agrícolas do mundo.

A operação levando pluma de algodão para exportação foi feita na recém-inaugurada rota comercial de Anápolis (GO) a Santos (SP), que conecta os trilhos da Ferrovia Norte-Sul e da Malha Paulista, formando um dos principais corredores ferroviários do país. “Desde o início das operações da Brado, há mais de 12 anos, é apenas a segunda vez que esse tipo de transporte acontece. A primeira foi em 2021 no trecho entre Rondonópolis (MT) e Santos, também liderada pela LDC”, afirma Daniel Salcedo, diretor comercial da Brado. “É um marco na logística da região, demonstrando o quanto a operação pela ferrovia tem a oferecer em eficiência e capacidade de distribuição para os estados das regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte a partir de Anápolis”.

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O trem foi composto por 58 vagões carregados com 116 contêineres da Brado de 40 pés, levando aproximadamente 2,9 mil toneladas de algodão em pluma de produtores do Oeste da Bahia com destino a países da Ásia, especialmente a China.

Para a LDC, buscar soluções logísticas alternativas é fundamental para atender os compromissos e as expectativas dos clientes da companhia com a devida eficiência. “Trabalhamos constantemente no desenvolvimento de parcerias-chave para mitigar os gargalos e potencializar volume de escoamento do algodão brasileiro para os principais mercados consumidores”, disse Henrique Snitcovski, diretor executivo de Algodão, Grãos & Oleaginosas, Região North Latam da LDC.

Operação sustentável

Os 14.573 fardos de pluma foram transportados das fazendas baianas em caminhões até o terminal multimodal no Porto Seco Centro-Oeste em Anápolis, onde foram carregados nos contêineres e embarcados no trem. Seguiram por mais de 1,5 mil quilômetros pelos trilhos até Cubatão (SP), sendo distribuídos em terminais portuários de Santos (SP) para seguirem rumo à Ásia.

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Um dos principais diferenciais do transporte multimodal é a redução de emissão de gases de efeito estufa. A Brado desenvolveu uma ferramenta que calcula as emissões de gás carbônico evitadas com a multimodalidade, o Green Log. Com o transporte ferroviário, em 2023 os clientes do segmento de algodão deixaram de emitir mais de 43 mil toneladas de CO2. Seriam necessárias 308 mil árvores para absorver integralmente esse volume de CO2 que deixou de ser emitido.

Fonte: Brado

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Embrapa apresenta APIs e plataformas digitais no AgroSummit 2026

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A Embrapa levará um conjunto de soluções digitais, APIs e plataformas de gestão e análise de dados ao AgroSummit 2026, evento voltado à inovação e softwares para o agronegócio. O encontro será realizado no dia 20 de maio, no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), e está com inscrições abertas.

AgroSummit 2026 reúne tecnologia e inovação para o agronegócio

O AgroSummit 2026 será realizado no Expo Dom Pedro e deve reunir empresas, pesquisadores e especialistas do setor agropecuário para discutir soluções tecnológicas voltadas à gestão, produtividade e rastreabilidade no campo.

A participação da Embrapa terá como foco a apresentação de ferramentas digitais desenvolvidas pela instituição para aplicação direta no setor produtivo.

AgroAPI reúne 10 APIs para o agronegócio

Entre os destaques apresentados pela Embrapa está a plataforma AgroAPI, que estará disponível em um estande para demonstração ao público.

Atualmente, o catálogo conta com 10 APIs, sendo três delas no modelo freemium (com versão básica gratuita e planos pagos por volume de requisições), enquanto as demais são gratuitas.

APIs freemium oferecem dados climáticos, agrícolas e vegetativos

Entre as APIs com modelo freemium estão:

  • Agritec: fornece dados sobre plantio, cultivares, adubação e produtividade para apoio à gestão agrícola;
  • ClimAPI: disponibiliza previsões e dados climáticos;
  • SATVeg: baseada no Sistema de Análise Temporal da Vegetação, gera e visualiza índices vegetativos como NDVI e EVI para o Brasil e América do Sul.
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APIs gratuitas abrangem bioinsumos, solos e bioinformática

As APIs gratuitas incluem bases e ferramentas voltadas a diferentes áreas do conhecimento agropecuário, como:

  • Agrofit e Bioinsumos: banco de dados de defensivos agrícolas e bioinsumos registrados no Mapa;
  • BlueStarSting e PlantAnnot: informações sobre genes, proteínas e bioinformática;
  • SmartSolos Expert: classificação de solos do Brasil;
  • AgroTermos: vocabulário técnico do setor agropecuário;
  • Responde Agro: sistema de busca da coleção “500 Perguntas e 500 Respostas” da Embrapa.
BovTrace avança na rastreabilidade bovina

A plataforma AgroAPI também inclui o BovTrace, atualmente em fase de pré-lançamento. A solução permite o registro e a padronização de informações sobre a movimentação individual de bovinos, por meio de sistemas autorizados, fortalecendo a rastreabilidade na cadeia da pecuária.

  • SITE-MLog e plataforma do trigo ampliam análise de dados no agro
  • Além das APIs, a Embrapa apresentará duas plataformas voltadas à gestão e análise de dados.
  • SITE-MLog reúne inteligência da macrologística agropecuária

O Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária Brasileira (SITE-MLog) reúne informações sobre produção, armazenagem, processamento e exportação das principais cadeias do agronegócio brasileiro, incluindo algodão, bovinos, café, cana-de-açúcar, aves, laranja, madeira, milho, soja e suínos.

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Plataforma Trigo no Brasil detalha cadeia produtiva

A plataforma “Trigo no Brasil”, recém-lançada, apresenta dados interativos organizados por microrregiões, abrangendo toda a cadeia produtiva do cereal, desde a produção até importação, industrialização, consumo e exportação.

A solução é composta por 12 painéis organizados em seis eixos: produção, expansão produtiva, comércio exterior, industrialização e consumo, economia e cadeia produtiva.

Embrapa participa de debates sobre digitalização e rastreabilidade

Além da exposição no estande, a Embrapa participará do painel “Digitalização depois da porteira”, com o pesquisador Anderson Alves, da Embrapa Agricultura Digital, abordando a rastreabilidade nas cadeias produtivas.

O tema também será discutido em um webinar prévio ao evento, que abordará APIs, certificações e exigências internacionais para produtos agropecuários. A moderação será do pesquisador Anderson Alves, com participação de representantes da Associação Brasileira das Empresas de Certificação (Abcar), do Grupo J Müller e do Grupo Amaggi.

Serviço

Mais informações sobre o AgroSummit 2026 podem ser consultadas no site oficial: agrosummit.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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