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Lançamento do Núcleo de Inteligência para o Fortalecimento da Cafeicultura Brasileira

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Foi lançado oficialmente, em uma transmissão ao vivo no YouTube, o Núcleo de Inteligência para o Fortalecimento da Cafeicultura (NIFC), uma parceria entre a Fundação Procafé e a C3 Consultoria e Pesquisa. A principal proposta do NIFC é atuar em diversas regiões cafeeiras do Brasil, com o objetivo de reunir dados técnicos e desenvolver práticas mais eficientes para o setor.

O projeto inclui o programa “A Maior de Todas as Produtividades”, que visa avaliar o desempenho de lavouras de café em diferentes sistemas e regiões do país. O intuito é formar o maior e mais padronizado banco de dados da cafeicultura brasileira. João Marcelo Oliveira de Aguiar, superintendente executivo da Fundação Procafé, destaca a importância da colaboração entre produtores, consultores, instituições e empresas para fortalecer a cafeicultura. Ele ressalta que o programa permitirá ao setor ter acesso a dados confiáveis, essenciais para a tomada de decisões e a implementação de técnicas mais modernas e eficientes.

Objetivo: Avançar na Produtividade e Sustentabilidade da Cafeicultura

Dividido em categorias específicas, o programa busca levantar métricas que possibilitem aos cafeicultores alcançar níveis mais altos de produtividade, eficiência e sustentabilidade. A proposta é que produtores, consultores e empresas do setor, como aquelas envolvidas com insumos, equipamentos, serviços e pesquisa, possam contribuir com seu conhecimento na busca de uma cafeicultura mais produtiva.

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As inscrições para participação no programa podem ser realizadas por cafeicultores, consultores e empresas interessadas, por meio do site oficial (https://www.nifcoficial.com.br/). Durante a execução do programa, o NIFC coletará dados sobre o manejo das lavouras inscritas, com o objetivo de criar um banco de informações robusto, que permitirá analisar a influência das variáveis no desempenho das plantações de café.

Banco de Dados: Um Marco para a Cafeicultura Brasileira

A base de dados gerada será um recurso valioso, permitindo a produção de benchmarks, relatórios e recomendações técnicas adaptadas às diferentes realidades das propriedades cafeeiras. Isso possibilitará decisões mais assertivas, com o intuito de tornar as propriedades brasileiras mais rentáveis, sustentáveis e prósperas. Para garantir a autenticidade dos dados, o NIFC realizará auditorias e acompanhará o processo de coleta de informações, confrontando dados durante as visitas de campo.

Além disso, o programa terá áreas de estudo distribuídas por várias regiões produtoras, promovendo encontros anuais para apresentação dos dados coletados. Esses encontros serão fundamentais para fortalecer a colaboração no setor. As informações geradas serão analisadas por um conselho de especialistas, que publicará relatórios anuais e periódicos, oferecendo insights valiosos para o aprimoramento das práticas de manejo e a evolução do setor cafeeiro.

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Impacto Esperado na Cafeicultura Brasileira

Rodrigo Ticle, diretor da C3 Consultoria e Pesquisa, expressa grande expectativa em relação ao NIFC. Segundo ele, o programa promete gerar avanços significativos nas técnicas de manejo, contribuindo para a maior produtividade e rentabilidade dos cafeicultores brasileiros. Isso consolidará a cafeicultura nacional como uma referência mundial em termos de eficiência, prosperidade e sustentabilidade.

O lançamento do NIFC marca um passo importante para a modernização e fortalecimento da cafeicultura brasileira. Para mais informações sobre a iniciativa, acesse o canal oficial do NIFC no YouTube.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

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O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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