AGRONEGÓCIO
Juros no Brasil: especialistas comentam expectativa para queda da Selic
Publicado em
13 de dezembro de 2023por
Da RedaçãoÉ consenso do mercado uma queda provável de 0,50 pp com a redução dos juros de 12,25% para 11,75% ao ano. Este deve ser o quarto corte desde agosto, quando o comitê iniciou o processo de queda de juros.
Caio Canez de Castro, especialista em mercado de capitais e sócio da GT Capital, não acredita que poderia haver uma mudança na comunicação do Copom nesse momento. “É dado como certo os próximos dois cortes de 0,5% nas duas próximas reuniões e em 2024 poderemos ver algumas demonstrações com relação a aceleração nos cortes. Até lá, a discussão será até onde poderá ir esse corte de juros”, afirma o especialista.
Para ele, mesmo com a Selic em queda, os juros ainda seguem em patamares altos e isso ajuda a renda fixa a se manter um investimento atrativo. “Além disso, a renda fixa possui um acréscimo que são os prêmios de risco e estes seguem em patamares altos. Isso segue atraindo recursos dos investidores”, comenta Castro.
Ricardo Jorge, especialista em renda fixa e sócio da Quantzed, casa de análise e empresa de tecnologia e educação para investidores, concorda que a renda fixa deve continuar atrativa ainda que haja cortes. “Ainda mais em um cenário de juros altos nos EUA, a renda fixa global tende a seguir atrativa há algum tempo. Sem falar que qualquer taxa maior que 10% ao ano não é de se jogar fora”, comenta.
Segundo Jorge, para o investidor pessoa física, LCI / LCA ou mesmo debêntures incentivadas são as melhores escolhas. “A recomendação é escolher bem o emissor e não extrapolar o limite do FGC porque são produtos isentos e de baixo risco. Outro ponto é que eles geralmente pagam mais que outros investimentos como os CDBs e títulos públicos, por isso vejo mais vantagens”, explica. Ele lembra que em vários casos o dinheiro fica preso até o final, logo, é preciso investir o que não irá precisar de liquidez. Já para recursos com liquidez imediata, os CDBs, de acordo com ele, são as melhores opções. “Ainda acredito também nos prefixados de três anos aproximadamente. Os ativos ligados à inflação também são boas opções para quem quer se proteger. O importante é o investidor ter uma carteira bem diversificada e se atentar bem para os prazos e liquidez”, diz.
Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos, acredita que mesmo uma Selic em 7%, por exemplo, ainda assim vai valer a pena se a inflação continuar caindo junto. “Nesse cenário de Selic caindo, a gente tem bolsa subindo e fundos imobiliários também. E aí o investidor precisa começar a diversificar. Já está na hora de começar a olhar bolsa há muito tempo, mas fundos imobiliários também. Nunca é tarde”, indica. Cohen também prefere os ativos ligados ao IPCA em vez de ativos pós-fixados ou prefixados. “Os ativos prefixados, na minha visão, só valem quando a Selic está muito alta e a gente não tem expectativa de novas altas. Mesmo assim é um risco. O pós-fixado pode ser uma boa alternativa, mas o investimento pode sofrer com a inflação, caso venha a subir”, complementa.
Para Ana Paula Carvalho, planejadora financeira e sócia da AVG Capital, outros investimentos que voltarão a ficar atrativos para o investidor com o processo de queda da Selic são as debêntures, os CRIs e CRAs. “Acredito que as perspectivas para esses ativos irá passar a ser positiva se comparado ao que tivemos neste ano, principalmente quando voltamos o início dele em que tivemos a desagradável surpresa com o caso da Americanas. Naquele momento o mercado de crédito se retraiu e uma crise de confiança foi estabelecida, havendo o risco de contaminação para outras empresas”, diz. Passado esse momento, ela explica que as emissões de dívidas voltaram a ser retomadas e a continuação da queda da taxa Selic poderá encorajar as empresas a tomarem dívida no mercado de capitais brasileiro.
Em se tratando de crédito privado, Ana acredita que um dos principais pontos a serem observados é a qualidade da empresa e sua capacidade para tomar dívida. “Outro cuidado importante é a velha e boa diversificação e não concentrar em papeis da mesma empresa ou setor, fazendo assim alocações equilibradas em diversos setores da economia. Além disso, é importante alocar em papeis com diferentes indexadores, diversificando entre juros reais (juros + IPCA), prefixados e pós-fixados e prazos de acordo com a necessidade de liquidez e apetite para risco”, explica. Ela ressalta que um título prefixado pode até oferecer taxas atrativas, mas a depender do prazo pode ser arriscado dadas as incertezas no comportamento de inflação e juros ao longo do tempo.
Com o ciclo de queda de juros tendo continuidade no próximo ano, Kaique Fonseca, economista e sócio da A7 Capital, não vê muita atratividade em fundos majoritariamente de títulos públicos pós-fixados, que devem ficar para trás: “Na minha visão, foram os grandes vencedores nos últimos dois anos com os juros altos, mas olhando para frente com a queda dos juros vão render cada vez menos”.
Falando de renda fixa, Fonseca acredita em ativos de crédito prefixados com vencimentos entre 3 e 5 anos. “Podem ser uma opção interessante. Claro que sempre é preciso entender o risco da empresa emissora do crédito para não contratar uma excelente taxa e não obter o rendimento devido a falência ou pedido de RJ da companhia”, diz. Outra opção, sempre vencedora no longo prazo, são os títulos indexados à inflação, em que ainda é possível obter bons rendimentos reais e que protegem o investidor do maior vilão da economia, inflação. “Em termos de rentabilidade na curva pode não ser o melhor ativo, mas na marcação a mercado o investidor deve se beneficiar sim”, acrescenta Fonseca.
Em relação aos próximos meses, Ricardo Aragon, sócio-fundador da Matriz Capital, enxerga a gestão fiscal como fator importantíssimo para que o Banco Central possa seguir com a agenda de corte de juros, fomentando cada vez mais a economia real. “Em caso de maior endividamento, o dólar tende a migrar para um país emergente mais seguro, resultando numa apreciação maior da moeda estrangeira perante o nosso real, por isso a importância desse tema”, comenta. Para Aragon, caso a inflação volte a se apreciar devido a uma política expansionista sem muitos parâmetros fiscais, é possível contemplar um dólar tranquilamente acima de R$5,50 no final do ano.
Além disso, “o mercado vai ficar atento na política fiscal, se a Reforma Tributária realmente começará a afetar positivamente a economia, principalmente no que diz respeito a eficiência do setor de consumo e se o arcabouço fiscal será realmente suficiente para reduzir os recorrentes déficits do governo”, finaliza.
Fonte: SHZ AGÊNCIA
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado
Published
14 minutos agoon
22 de abril de 2026By
Da Redação
A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.
O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.
Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.
A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.
Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.
É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras
No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.
Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.
Fonte: Pensar Agro
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