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Julgamento dos Finalistas do 17º Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais Acontece Nesta Sexta-feira

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O 17º Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais está prestes a chegar à sua etapa decisiva. Nesta sexta-feira, 23 de agosto, o município do Serro, um dos maiores centros produtores de queijo do estado, receberá o julgamento dos 99 queijos finalistas. A revelação dos vencedores ocorrerá em uma cerimônia de premiação marcada para o dia 30 de agosto, também no Serro.

Este ano, o concurso introduziu uma nova categoria: “Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas – com ingredientes opcionais ou defumados”. Fernanda Quadros, assessora técnica da Emater-MG e membro da comissão organizadora, explica que essa categoria foi criada para permitir a inclusão de queijos que utilizam ingredientes opcionais, como especiarias, azeite ou vinho, ou que passam por defumação. “Esse tipo de queijo possui muitos apreciadores e sabores distintos. Para enriquecer o concurso e expandir a variedade de participantes, decidimos incluir essa nova categoria para os queijos temperados de Alagoa e Mantiqueira”, comenta Fernanda.

O concurso contempla outras categorias, incluindo: Queijo Minas Artesanal (QMA), Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas com maturação de 14 a 30 dias, e Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas com maturação acima de 60 dias. A categoria QMA exige uma maturação de 14 a 30 dias para queijos das regiões de Araxá, Canastra e Serra do Salitre, enquanto para o queijo Serro, o prazo é de 17 a 30 dias. Em outras regiões, o período varia de 22 a 30 dias.

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O júri, composto por especialistas em queijos e profissionais de gastronomia, avaliará os queijos com base em critérios internos e externos. “Os jurados são altamente qualificados e analisarão cada peça em termos de apresentação, cor, textura, consistência, sabor e aroma”, detalha Maria Edinice Rodrigues, coordenadora estadual de Queijo Minas Artesanal da Emater-MG.

Os cinco queijos com as maiores pontuações em cada categoria receberão troféus na cerimônia de premiação. Os participantes restantes ganharão um Certificado de Participação. O concurso é promovido pelo Governo de Minas, através da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além disso, está em andamento uma campanha para a candidatura dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Transição águas-seca exige planejamento nutricional para evitar perdas na pecuária de corte

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A transição entre o período das águas e a seca acende um alerta para os pecuaristas brasileiros. A redução no volume e na qualidade das pastagens compromete diretamente o desempenho do rebanho, impactando o ganho de peso dos animais e a rentabilidade das propriedades. Especialistas destacam que planejamento antecipado, manejo adequado das pastagens e suplementação nutricional estratégica são fundamentais para minimizar os prejuízos durante a entressafra.

Segundo dados da Embrapa, cerca de 95% da produção brasileira de carne bovina depende de pastagens, o que torna o manejo forrageiro um dos pilares da pecuária nacional.

Com a diminuição das chuvas, o crescimento do capim desacelera e a qualidade nutricional da forragem cai significativamente. Nesse período, os níveis de proteína do pasto podem recuar de 8% a 10% para menos de 6%, enquanto o teor de fibra aumenta, reduzindo o aproveitamento alimentar pelos animais.

Planejamento antecipado é decisivo para manter produtividade

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan Nutrição Animal, o planejamento deve ser iniciado com antecedência para evitar perdas produtivas e financeiras.

“O entendimento do ciclo da pastagem é essencial para garantir eficiência produtiva. Não ajustar o manejo nutricional e das áreas de pastejo pode comprometer o desempenho do rebanho e gerar prejuízos ao produtor”, ressalta o especialista.

O planejamento envolve tanto o manejo das pastagens quanto a definição da estratégia nutricional para o período seco. Entre as principais recomendações está o ajuste da taxa de lotação, reduzindo o número de animais por hectare para preservar a disponibilidade de forragem.

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Além disso, o monitoramento da altura do capim é considerado essencial para evitar que as áreas entrem na seca excessivamente baixas, comprometendo a oferta de volumoso aos animais.

Suplementação proteica ganha importância na seca

A redução da proteína e o aumento da fibra no capim limitam a eficiência ruminal e diminuem o aproveitamento da forragem pelos bovinos. Nesse cenário, a suplementação proteica torna-se uma ferramenta estratégica para manter o desempenho animal.

Segundo Marson, suplementos formulados especificamente para o período seco ajudam a complementar a dieta do rebanho, fornecendo nutrientes essenciais, como proteínas, minerais, vitaminas e fontes energéticas.

Os produtos destinados à seca normalmente possuem ureia e farelos proteicos na composição, auxiliando na correção das deficiências nutricionais das pastagens secas e favorecendo o consumo pelos animais.

Troca gradual do suplemento evita queda de desempenho

Especialistas recomendam que a substituição da suplementação seja feita ainda no período de transição, quando os pastos começam a perder o vigor e apresentar coloração amarelada.

A adaptação deve ocorrer de forma gradual para evitar impactos negativos no consumo e no desempenho do rebanho. A orientação técnica é iniciar a troca misturando uma parte do novo suplemento com duas partes do produto anterior. Na semana seguinte, a proporção pode ser invertida até que, na terceira semana, o novo suplemento passe a ser fornecido integralmente.

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Mercado de nutrição animal amplia foco na pecuária de seca

Diante dos desafios da transição águas-seca, empresas de nutrição animal vêm ampliando o desenvolvimento de soluções voltadas à suplementação estratégica do rebanho. A expectativa do setor é de aumento na demanda por produtos que auxiliem na manutenção do desempenho zootécnico durante os períodos de menor oferta de pastagem.

Para especialistas, propriedades que investem em planejamento nutricional conseguem atravessar a seca com maior estabilidade produtiva, preservando índices de ganho de peso, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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