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Jovem mineira transforma paixão pela pecuária em futuro promissor com apoio do programa Futuro no Campo

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Amor pelo campo e pela pecuária leiteira

Desde a infância, Maria Fernanda Ferreira Carvalho conviveu com a rotina da pecuária leiteira na Fazenda Santana, em Arantina (MG). Acompanhando o pai, João Batista de Carvalho, ela desenvolveu um forte vínculo com o trabalho no campo — uma relação que uniu tradição familiar e propósito de vida.

“Com o passar do tempo, esse convívio virou amor, respeito e orgulho. Hoje não me imagino fazendo outra coisa além de estar no campo e seguir essa trajetória que faz parte da minha história e da minha essência”, relata a jovem produtora.

Atualmente, Maria Fernanda divide seu tempo entre os estudos em Medicina Veterinária, em Juiz de Fora, e o manejo do rebanho leiteiro herdado da família. Em 2024, ela assumiu oficialmente a gestão da propriedade, conciliando a teoria aprendida na universidade com a prática do dia a dia rural.

Assistência técnica impulsiona a qualidade da produção

De acordo com o extensionista da Emater-MG, Igor Gomes Cardoso Martins, a família Carvalho é exemplo de dedicação e busca constante por conhecimento técnico para aprimorar a produção e o manejo do rebanho. Esse comprometimento foi essencial para o progresso alcançado na fazenda.

Maria Fernanda destaca que pretende seguir investindo em sustentabilidade e bem-estar animal, reforçando a importância de uma produção consciente. “Quero ajudar outros produtores a crescerem e contribuir para que tenham uma vida mais digna e valorizada, compatível com o esforço e o trabalho diário no campo”, afirma.

Programa Futuro no Campo estimula a sucessão familiar

A jovem produtora foi uma das participantes do Programa Futuro no Campo, criado pela Emater-MG em 2024 para incentivar a sucessão familiar rural, a geração de renda e o protagonismo da juventude no agronegócio. A iniciativa, desenvolvida com recursos próprios, já presta assistência técnica a mais de 500 jovens em todo o estado.

Maria Fernanda ingressou na categoria Jovem do Leite, que oferece capacitação e acompanhamento técnico voltados à melhoria da produtividade e da gestão das propriedades leiteiras. “O Futuro no Campo trouxe conhecimentos e experiências fundamentais para o crescimento da nossa fazenda. Melhoramos a qualidade do leite e temos hoje um controle mais eficiente do rebanho e do manejo das pastagens”, comemora.

Desafios da juventude e das mulheres no campo

Mesmo com os avanços, Maria Fernanda reconhece que os desafios para os jovens — especialmente mulheres — ainda são grandes. “Encontramos resistência de alguns produtores mais velhos, o que desestimula a troca de conhecimentos e até mesmo a permanência no campo. Quando se é uma mulher jovem no meio rural, essa dificuldade é ainda maior — muitas vezes somos deixadas de lado”, afirma.

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Segundo a Emater-MG, o programa busca enfrentar esses desafios por meio de parcerias com escolas municipais, estaduais e agrícolas, ampliando o acesso à educação rural e fortalecendo a permanência da juventude no campo.

Um legado que une tradição e inovação

Determinada a seguir os passos do pai e contribuir com o desenvolvimento da pecuária leiteira, Maria Fernanda representa uma nova geração de produtores que aliam tecnologia, sustentabilidade e sensibilidade no manejo do campo. Seu exemplo mostra como o Programa Futuro no Campo pode transformar histórias e fortalecer o futuro do agronegócio mineiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos deve ter oferta favorável de insumos no 2º semestre de 2026, impulsionado por safra recorde de grãos

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O segundo semestre de 2026 deve apresentar um cenário mais favorável para a compra de insumos destinados à nutrição animal no confinamento bovino. A avaliação é de especialistas do setor, que projetam melhora na relação de troca entre boi gordo e matérias-primas, impulsionada pela maior oferta de grãos e subprodutos industriais.

Safra recorde de soja amplia oferta de farelo

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de soja deve atingir níveis recordes, elevando o volume de processamento e, consequentemente, a disponibilidade de farelo de soja no mercado.

O insumo, antes menos utilizado por grandes confinamentos, ganha espaço nas formulações de dietas devido à maior oferta e competitividade de preços.

DDG e farelo de algodão entram no radar do confinamento

Outro destaque é o DDG (grãos secos de destilaria), que deve registrar maior regularidade de oferta ao longo do semestre.

Segundo o coordenador de Planejamento de um grupo do setor pecuário, ajustes operacionais realizados no início do ano devem ser normalizados, ampliando a disponibilidade do insumo.

“Algumas usinas passaram por ajustes operacionais no início do ano, mas a tendência é de normalização ao longo do segundo semestre. Quem se antecipou na compra garantiu melhores condições”, explica Fabiano Carvalho.

O farelo de algodão também pode apresentar oportunidades pontuais de aquisição, especialmente diante dos estoques industriais e da proximidade da nova safra, exigindo atenção ao timing de compra.

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Produção de etanol de milho reforça oferta de subprodutos

A expansão da produção de etanol de milho no Brasil, estimada em cerca de 20 bilhões de litros anuais segundo a União Nacional do Etanol de Milho, também deve contribuir para o aumento da oferta de subprodutos utilizados na nutrição animal.

Com mais milho direcionado à produção industrial, cresce a disponibilidade de coprodutos utilizados nas dietas de confinamento.

Cautela com o milho diante de volatilidade global

Apesar do aumento de oferta, especialistas recomendam cautela na aquisição do milho, principal componente da dieta de confinamento.

“O milho, como qualquer commodity, está sujeito a oscilações influenciadas por fatores geopolíticos. É fundamental considerar possíveis variações de preços”, alerta Fabiano Carvalho.

Estratégias de compra ganham importância na gestão do confinamento

Ao longo de 2025, estratégias de aquisição escalonada mostraram-se fundamentais para proteger margens e reduzir riscos de volatilidade. Entre as principais práticas adotadas por grupos do setor estão:

  • Fixação parcial e escalonada de insumos
  • Gestão de margem por lote
  • Monitoramento diário dos mercados físico e futuro
  • Controle rigoroso da conversão alimentar
  • Uso de tecnologia para acompanhamento de desempenho individual
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Segundo especialistas, essas práticas ajudam a reduzir a exposição às oscilações de mercado e aumentam a previsibilidade do custo por arroba produzida.

Eficiência produtiva passa a ser determinante na rentabilidade

Além do controle de custos, indicadores como ganho de carcaça e produção de arrobas ganham protagonismo na análise de desempenho dos confinamentos.

“O peso vivo pode variar, mas o ganho de carcaça e a produção de arrobas no período de engorda refletem o resultado real da operação e a margem no frigorífico”, destaca Fabiano Carvalho.

Perspectiva para 2026 reforça profissionalização do confinamento

O cenário para 2026 aponta para a manutenção do confinamento como ferramenta estratégica na pecuária brasileira, com maior exigência de gestão profissionalizada, uso de tecnologia e disciplina na compra de insumos.

Para especialistas do setor, a combinação entre oferta favorável de alimentos e gestão eficiente de custos deve sustentar a competitividade das operações mais tecnificadas ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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