AGRONEGÓCIO

John Deere Investe mais de R$ 700 Milhões na Fábrica de Catalão (GO)

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A multinacional John Deere, líder em tecnologia e equipamentos para os setores agrícola, de construção e florestal, anunciou nesta segunda-feira (22) um investimento de mais de R$ 700 milhões em sua fábrica em Catalão, Goiás. A expansão visa aumentar a infraestrutura existente para atender à crescente demanda por alimentos globalmente, além de nacionalizar a produção do sistema de pulverização inteligente See & Spray™.

O diretor da fábrica da John Deere em Catalão, Edison Drescher, explicou que a ampliação envolverá a adição de mais de 20 mil metros quadrados aos 69 mil metros quadrados já existentes. “Para dar suporte ao crescimento da empresa no Brasil, este investimento deve gerar cerca de 400 novos empregos nos próximos cinco anos, sendo 100 diretos e 300 indiretos”, disse Drescher.

O investimento também permitirá que a John Deere comece a produzir o sistema See & Spray no Brasil. A tecnologia utiliza visão computacional, inteligência artificial e machine learning para aplicar herbicidas apenas nas áreas necessárias. Durante testes realizados no Brasil, o sistema See & Spray Select comprovou uma redução de até 97% no uso de herbicidas não residuais, contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola e gerando economia para os produtores.

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A plataforma de pulverização do See & Spray possui mais de 30 câmeras ao longo de seus 30 metros de extensão, aumentando a precisão no controle de plantas invasoras. O vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere para a América Latina, Antonio Carrere, destacou o compromisso da empresa com a inovação tecnológica e a sustentabilidade. “A John Deere está sempre pensando na agricultura tropical para atender às necessidades dos produtores brasileiros”, afirmou Carrere.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, expressou satisfação com o anúncio do investimento. “A John Deere é uma das principais marcas do setor agrícola mundial e escolheu Goiás por suas vantagens estratégicas, como mão de obra qualificada, economia crescente e um governo que apoia quem produz. Com esse investimento na expansão da fábrica de Catalão, a John Deere demonstra sua confiança no estado”, disse Caiado. Ele também afirmou que o governo estadual oferecerá suporte em infraestrutura, segurança e agilidade para tornar o processo de expansão o mais rápido possível.

Este investimento reforça a posição do Brasil como um importante polo para inovação no setor agrícola, com potencial para impulsionar a economia local e nacional. A John Deere continua comprometida em fornecer soluções tecnológicas para apoiar a produção agrícola brasileira e, ao mesmo tempo, promover sustentabilidade e eficiência no uso de recursos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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