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JBS Expande Escritórios Verdes para Impulsionar Produtividade de Pequenos Produtores

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A JBS, uma das principais empresas de alimentos do mundo, lança os Escritórios Verdes 2.0, um programa avançado de prestação de serviços socioambientais destinado a pequenos produtores rurais. Esta iniciativa representa uma evolução dos bem-sucedidos Escritórios Verdes, criados em 2021 pela JBS para regularização de passivos socioambientais em imóveis rurais.

Os Escritórios Verdes 2.0 já estão operando e oferecem assistência em três frentes principais:

  • Escritório Verde Ambiental: focado na regularização ambiental e na reintegração gratuita de fazendas na cadeia produtiva.
  • Escritório Verde Assistência Técnica: oferece suporte para melhorar a produtividade do solo, recuperar pastagens e promover práticas sustentáveis que aumentem a rentabilidade e melhorem a qualidade de vida dos produtores familiares.
  • Escritório Verde Assistência Gerencial: proporciona capacitação e ferramentas para aprimorar a gestão e a produtividade das propriedades rurais.

Atualmente, o programa atende 1.500 fazendas, abrangendo aproximadamente 800 mil hectares em todo o país. Os Escritórios Verdes Ambientais já estão presentes em 20 unidades, distribuídas em sete estados brasileiros, enquanto os Escritórios Verdes 2.0 iniciam com cinco unidades, concentradas em Rondônia e Mato Grosso, com planos de expansão para mais duas unidades em breve.

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“A expansão dos Escritórios Verdes 2.0 representa um avanço significativo para o setor pecuário brasileiro, contribuindo para aumentar a produtividade e a rentabilidade dos pequenos produtores. Este programa evoluído destaca-se pela melhoria dos índices produtivos e pela promoção de uma melhor qualidade de vida nas famílias dos produtores”, afirma Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.

O programa também inclui atividades como visitas técnicas para análises de solo, recomendações para recuperação de pastagens, proteção e recuperação de nascentes para garantir a disponibilidade e qualidade da água, além da promoção de tecnologias que aumentem a produtividade de forma sustentável.

Com a ampliação dos Escritórios Verdes 2.0, a JBS reforça seu compromisso com uma cadeia de fornecimento sustentável, promovendo plataformas de apoio aos produtores rurais de diferentes perfis. “Mais produtividade está intrinsecamente ligada à sustentabilidade. Com este conceito, estamos confiantes de que alcançaremos os melhores resultados para nossos parceiros e fornecedores”, conclui Correia.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Capim Tamani aumenta produtividade do feno em até 160% e amplia rentabilidade na pecuária

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A produção de feno segue como uma das principais estratégias para conservação de forrageiras na pecuária brasileira, garantindo oferta de alimento volumoso de qualidade ao longo do ano. No entanto, o custo do processo exige que produtores priorizem espécies com alto valor nutritivo e elevada produtividade por área.

Tradicionalmente, as gramíneas do gênero Cynodon spp. — especialmente o Tifton 85 — dominam esse mercado, devido à boa relação folha:colmo, elevado teor de proteína e facilidade no processo de secagem e enfardamento. Apesar dessas vantagens, o modelo apresenta limitações, como alto custo de implantação, já que a propagação ocorre majoritariamente por mudas, elevando a demanda por mão de obra e investimento inicial.

Capim Tamani ganha espaço na produção de feno

Diante desse cenário, alternativas mais econômicas vêm ganhando espaço no campo. Entre elas, o capim Tamani (Panicum maximum BRS Tamani) se destaca como uma opção eficiente tanto do ponto de vista produtivo quanto nutricional.

Já consolidado em sistemas de pastejo, integração lavoura-pecuária e consórcios com culturas como milho e sorgo para silagem, o Tamani também demonstra excelente desempenho na produção de feno.

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Do ponto de vista agronômico, a forrageira apresenta características altamente favoráveis à fenação, como:

  • Alta relação folha:colmo
  • Colmos finos, que aceleram a desidratação
  • Boa digestibilidade
  • Elevado teor de proteína

Esses atributos resultam em um feno de alto valor nutricional e maior eficiência no processo produtivo.

Produtividade supera Tifton 85 em estudo técnico

Com o objetivo de avaliar o potencial do Tamani, um estudo conduzido pela Semembrás em parceria com a MS.DC Consultoria comparou o desempenho da forrageira com o Tifton 85.

Os resultados foram expressivos. O capim Tamani apresentou produção de 4.137 kg/ha de massa seca, mais que o dobro do Tifton 85, que registrou 1.581 kg/ha — um incremento de 160%.

Mesmo com maior produtividade, o Tamani manteve níveis de qualidade equivalentes, com:

  • 19,5% de proteína bruta
  • 80,5% de digestibilidade
  • 62,5% de nutrientes digestíveis totais (NDT)
  • 34% de FDA
  • 58,5% de FDN
Ganho econômico pode ultrapassar R$ 7,6 mil por hectare

Além do desempenho agronômico, os ganhos econômicos chamam atenção. Considerando o preço médio da tonelada de feno, a maior produtividade do Tamani pode gerar um incremento de aproximadamente R$ 4 mil por hectare.

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Quando avaliado o potencial de produção de leite por área, os resultados são ainda mais relevantes. O feno de Tamani pode alcançar até 5.924 kg/ha de leite, enquanto o Tifton 85 fica em torno de 2.344 kg/ha — diferença de 153%.

Com base nos preços atuais do leite, isso representa um ganho adicional estimado em R$ 7.659,00 por hectare.

Alternativa estratégica para reduzir custos e aumentar eficiência

De forma geral, o capim Tamani se consolida como uma alternativa estratégica para produtores que buscam maior eficiência produtiva e redução de custos. Entre os principais diferenciais estão:

  • Menor custo de implantação
  • Facilidade de estabelecimento
  • Rápida rebrota
  • Alta produtividade por área
  • Manutenção do valor nutricional

Diante desses fatores, a forrageira se posiciona como uma solução viável para ampliar a rentabilidade da produção de feno no Brasil, atendendo às demandas de um setor cada vez mais orientado por eficiência e sustentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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