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JBS criará 7 mil novos empregos no Brasil em 2024

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A JBS, maior empregadora do Brasil, anunciou que criará 7 mil novos empregos no país ao longo de 2024. As vagas abrangem uma ampla variedade de setores, desde operações industriais até cargos administrativos. Atualmente, a empresa tem mais de 5 mil oportunidades abertas, entre novas vagas e posições de reposição, disponíveis no site Carreiras JBS. As áreas com oportunidades incluem segurança do trabalho, operação, garantia da qualidade, logística, manutenção e administrativo. Ao todo, a JBS emprega mais de 270 mil pessoas ao redor do mundo, sendo 155 mil no Brasil.

A abertura de novos postos de trabalho é resultado dos constantes investimentos da JBS no Brasil. Entre as vagas anunciadas, 1,5 mil serão criadas em duas fábricas inauguradas pela empresa em outubro de 2023 em Rolândia, no Paraná. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, a expansão da Seara deve adicionar mil empregos à economia local. Ainda no estado, a ampliação da unidade da Friboi em Campo Grande gerará 2,3 mil novas vagas. Já em Mato Grosso, a expansão da unidade em Diamantino criará 1,6 mil postos de trabalho.

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As vagas oferecidas destinam-se a diversos cargos e níveis de escolaridade. A JBS promove treinamentos e qualificação profissional por meio do Instituto J&F, seu centro de educação para negócios, para preparar e capacitar os novos funcionários. Além disso, a empresa também oferece oportunidades internacionais para seus colaboradores por meio do programa JBS Sem Fronteiras, que permite aos funcionários trabalhar em operações no exterior.

“O nosso crescimento impulsiona a economia das cidades onde atuamos, contribuindo para a geração de emprego e renda, especialmente no interior do Brasil”, destaca Fernando Meller, diretor-executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil. “Nossa missão é oferecer oportunidades para um futuro melhor a todos os nossos colaboradores, e é por isso que investimos no desenvolvimento e crescimento profissional dos talentos”, conclui.

A JBS está entre as maiores empresas globais do setor de alimentos, com mais de 500 unidades e escritórios em 24 países. Seus produtos estão presentes em mais de 190 países, atendendo a cerca de 330 mil clientes em todo o mundo. Dados recentes da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) indicam que as atividades produtivas ligadas à JBS movimentam 2,10% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil e contribuem para a geração de 2,73% dos empregos no país. Esses números evidenciam o papel significativo da empresa na geração de riqueza e oportunidades de trabalho no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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