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Irrigação Promete Revolucionar a Agricultura no Noroeste do Paraná, Asegura Cocamar

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Em discurso durante o lançamento do Programa Irriga Paraná, realizado na quinta-feira (22/08) em Paranavaí, o presidente do Conselho de Administração da Cocamar, Luiz Lourenço, destacou o potencial transformador da irrigação para a agricultura no noroeste do Paraná. “Com a irrigação, o noroeste tem tudo para se consolidar como um grande produtor agrícola”, afirmou Lourenço.

Evento e Presenças

O evento, realizado no parque de exposições de Paranavaí, contou com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Júnior, além de secretários, parlamentares, lideranças municipais e representantes de entidades de classe. A cerimônia marcou o início do Programa Irriga Paraná, promovido pelo governo estadual, que visa impulsionar o setor agrícola da região.

Contribuições da Cocamar

Luiz Lourenço, acompanhado pelo presidente executivo da cooperativa, Divanir Higino, ressaltou a importância do programa para a geração de riqueza na região, que já é conhecida pela produção de grãos, laranja, mandioca e pecuária de corte. Ele destacou que a Cocamar tem contribuído para o desenvolvimento do noroeste ao longo das décadas, desde a sericicultura e fecularia de mandioca até o pioneirismo na cultura de laranjas e apoio aos produtores de soja e ao programa de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).

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Desenvolvimento Regional e Parcerias

Lourenço destacou que, apesar dos avanços, a região ainda enfrenta desafios como solos degradados e pecuária extrativista com resultados iniciais. Ele sublinhou que a irrigação representa uma oportunidade crucial para superar esses obstáculos. A Cocamar firmou uma parceria com a empresa Lindsay, renomada fabricante mundial de equipamentos de irrigação, e está negociando a instalação de 45 pivôs centrais de irrigação, com outros 60 produtores demonstrando interesse.

A Importância da Tecnologia

O presidente da Cocamar alertou que a produtividade agrícola não depende apenas da irrigação, mas da adoção de um pacote tecnológico completo, que inclui correção e reposição de nutrientes no solo. “A irrigação potencializa os resultados e proporciona estabilidade à produção”, enfatizou.

Perdas e Investimentos

O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, destacou que o Paraná sofreu perdas de cerca de R$ 40 bilhões nos últimos três anos devido a problemas climáticos, principalmente estiagens. Com apenas 1,65% da área agricultável do estado irrigada, o governo estabeleceu a meta de alcançar 35 mil hectares irrigados com o novo programa, que oferece linhas de crédito com juros subsidiados para agricultores familiares e produtores rurais.

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Apoio ao Agricultor

O governador Ratinho Júnior destacou a modernidade do programa, que visa facilitar a vida dos agricultores por meio de suporte técnico e licenças ambientais, além de oferecer juros subsidiados. Dos R$ 200 milhões destinados ao programa, R$ 150 milhões serão alocados em linhas de crédito para a instalação de sistemas de irrigação. O Banco do Agricultor Paranaense, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Fundo de Equipamento Agropecuário do Paraná (Feap) são responsáveis por esses financiamentos.

Futuro da Agricultura

O Irriga Paraná faz parte do Programa de Segurança Hídrica para a Agricultura, criado para mitigar os efeitos da escassez hídrica e fortalecer a agricultura paranaense. Com o objetivo de aumentar a área irrigada e melhorar a resiliência das lavouras, o programa busca garantir um futuro mais sustentável para a agricultura do estado.

Representação da Ocepar

A Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar) esteve representada no evento pelo superintendente Robson Mafioletti e o gerente técnico Flávio Turra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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