AGRONEGÓCIO

Irrigação por gotejamento impulsiona crescimento da produção de uvas finas em Espírito Santo do Pinhal

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Espírito Santo do Pinhal destaca-se na produção de uvas finas

A região de Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo, tradicionalmente reconhecida pela cultura cafeeira, vem ganhando destaque no cultivo de uvas finas para vinhos. O avanço tecnológico tem sido fundamental para esse crescimento, especialmente o uso da irrigação por gotejamento.

Fazenda Santana investe em sistema moderno de irrigação

Na Fazenda Santana, o investimento em irrigação por gotejamento associado à fertirrigação tem gerado resultados positivos na produção da uva Syrah, utilizada em vinhos tintos. O sistema foi instalado em setembro de 2023 e utiliza o Dripnet, um gotejador de parede grossa e alto compensado da Netafim, empresa líder em irrigação por gotejamento.

A tecnologia permite o uso eficiente da água e insumos, enquanto a fertirrigação possibilita a aplicação direta de nutrientes e defensivos nas raízes das plantas, otimizando o manejo.

Crescimento das vinícolas e condições favoráveis

Segundo Stéphanie Colomban, consultora técnica comercial da Bolsa Irriga, parceira da Netafim, a produção de uvas finas está em expansão na região, que possui condições naturais ideais para esse tipo de cultivo. O aumento no número de vinícolas confirma o potencial local.

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Dupla poda como estratégia para qualidade e produtividade

Além da fertirrigação, os viticultores têm adotado a técnica da dupla poda, que possibilita duas colheitas ao ano, contribuindo para a qualidade da produção.

Breno Martinatti, consultor da Bolsa Irriga, explica que a primeira colheita ocorre no inverno, por volta de agosto, seguida pela poda de brotação. Em janeiro, realiza-se a poda de produção, preparando o vinhedo para a colheita de junho.

Resultados práticos e autonomia no manejo

Fernando, responsável pelo vinhedo da Fazenda Santana, destaca que a tecnologia trouxe maior autonomia e eficiência no manejo da irrigação e fertirrigação, permitindo conduzir o processo com maior facilidade e sozinho no vinhedo.

Espírito Santo do Pinhal se firma como referência nacional

A combinação entre inovação tecnológica e manejo técnico qualificado está consolidando Espírito Santo do Pinhal como uma nova referência no cenário da produção de uvas finas e da vitivinicultura no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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