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Irrigação: Planejamento é Essencial para Maximizar a Produção

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De acordo com Daniel Pedroso, especialista agronômico sênior da Netafim Brasil, a irrigação, desde os primórdios da agricultura nas regiões tropicais, foi desenvolvida como um complemento para os períodos de estiagem. Ao longo do tempo, surgiram duas vertentes distintas: a agricultura irrigada e a de sequeiro, cada uma com suas tecnologias e práticas específicas. No entanto, as anomalias climáticas cada vez mais frequentes e a busca por maior eficiência na produção agrícola têm levado à convergência dessas abordagens, expandindo a área irrigada no Brasil.

Antigamente, a irrigação era uma prática restrita e considerada cara. Hoje, ela está presente em diversas discussões técnicas e já há estudos que demonstram o grande potencial de área irrigável no país. Diferente da chuva, que pode umedecer rapidamente o solo sem controle e de forma imprevisível, a irrigação requer planejamento cuidadoso. O momento ideal para esse planejamento, segundo Pedroso, é agora, durante o período chuvoso.

O produtor brasileiro, muitas vezes reativo, tende a agir apenas quando o problema já está instalado. Esse comportamento, embora comum, dificulta a mitigação de problemas recorrentes, como a seca. A boa irrigação, de acordo com o especialista, não começa ao apertar o botão do sistema, mas sim no planejamento antecipado. Esse processo envolve não apenas decidir quando irrigar, mas também definir a área a ser irrigada, estabelecer objetivos claros, estruturar um manejo adequado e, por fim, adquirir o sistema de irrigação correto.

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Com essas etapas bem definidas, o processo segue com negociações comerciais, instalação e, finalmente, a pressurização do sistema. “Ter a ‘consciência de irrigante’ é entender que a água é um insumo de produção e, como tal, deve ser utilizada de forma planejada e eficiente, com base em parâmetros técnicos, para garantir que seja aplicada no momento certo e na quantidade certa”, conclui Pedroso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado externo absorve mais 6,3 milhões de toneladas de soja brasileira

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Os compradores internacionais absorveram 6,3 milhões de toneladas de soja brasileira a mais entre janeiro e setembro deste ano do que no mesmo período de 2025. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os embarques passaram de 95,1 milhões para 101,4 milhões de toneladas, avanço de 6,6%. O resultado mantém a perspectiva de exportar 114 milhões de toneladas até dezembro.

A expansão das vendas encontra reforço nos produtos do processamento da oleaginosa. A programação portuária para outubro prevê o embarque de 2,09 milhões de toneladas de farelo de soja, utilizado na alimentação animal, volume 20,9% superior ao registrado um ano antes. Com essas cargas, o acumulado de janeiro a outubro poderá atingir 21,4 milhões de toneladas, crescimento de 11,9%.

Para a cadeia produtiva, a previsão indica espaço para ampliar as vendas do grão depois de seu processamento pela indústria. Enquanto a soja em grão tem na China seu principal comprador, com 70% dos embarques até setembro, o farelo encontra na Indonésia seu maior destino, responsável por 17% das compras. Países Baixos e Tailândia recebem outros 11% cada.

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Dentro do Brasil, outra revisão favorece as perspectivas de escoamento da produção. A estimativa de consumo de milho em 2026 foi elevada de 95 milhões para 98,2 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), conforme os dados apresentados no informativo da Anec. A diferença acrescenta 3,2 milhões de toneladas à demanda anteriormente projetada.

Esse mercado ganha importância para o produtor diante de exportações de milho inferiores às de 2025. Para outubro, estão programadas 5,34 milhões de toneladas, praticamente o mesmo volume de setembro, mas 6,2% abaixo do embarcado em outubro do ano passado. A demanda doméstica mais elevada oferece uma frente adicional para a comercialização do cereal.

A oferta disponível já reflete o encerramento da colheita da segunda safra, que alcançou 99,9% da área. A estimativa de produção total de milho citada no documento é de 144 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Na soja, o ritmo acumulado permite ao país manter crescimento anual mesmo com a redução sazonal das cargas nesta etapa do calendário. Após embarcar 7,11 milhões de toneladas em setembro, o Brasil tem 6,18 milhões programadas para outubro. Se realizadas, essas operações levarão o total do ano a 107,58 milhões de toneladas, cerca de 6% acima do resultado dos dez primeiros meses de 2025.

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A entrada da safra norte-americana amplia a concorrência, e as compras chinesas para entrega imediata seguem mais cautelosas. Os volumes previstos para outubro ainda dependem da execução do calendário de navios e das condições operacionais dos portos.

A comercialização, porém, começa a abrir espaço para a próxima colheita. Os negócios com soja brasileira para entrega em 2027 ganharam força, apoiados por condições mais favoráveis ao processamento futuro do grão pelos compradores. O movimento amplia as oportunidades de negociação para os produtores que iniciam o novo ciclo de plantio.

Fonte: Pensar Agro

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