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Irrigação para vasos é destaque da Netafim no Sakata Field Day

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O encontro, considerado o maior Dia de Campo da América do Sul, reuniu profissionais e entusiastas do setor agrícola para explorar as novidades e inovações em variedades de hortaliças para cultivo, na Estação Experimental da Sakata, localizada na cidade de Bragança Paulista (SP).

Com uma área de 10 mil metros quadrados, o evento apresentou mais de 100 variedades de hortaliças expostas a campo, sendo um ponto de encontro para produtores rurais, viveiristas, atacadistas, varejistas, distribuidores e demais profissionais da área.

Entre os expositores, a Netafim se destacou com suas tecnologias avançadas em sistemas de irrigação. Maxwell Soares, especialista agronômico da empresa esteve presente no evento e ressaltou sua importância para o setor, enfatizando as inovações em irrigação por gotejamento aplicadas aos cultivos de hortaliças.

Um dos destaques da Netafim foi o NetBow, um arco gotejador especialmente projetado para irrigação de cultivos produzidos em vasos, disponível em duas versões: 25cm com 8 saídas gotejadoras e 12cm com 4 saídas. Soares explicou que essa tecnologia proporciona uma distribuição uniforme de água, garantindo um crescimento radicular mais uniforme e saudável para as plantas.

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Segundo o especialista, cultivos em vasos, como o tomate, demandam irrigação e fertirrigação uniformes para promover um desenvolvimento ideal do sistema radicular. Ele enfatizou ainda que o NetBow é uma solução que reduz a necessidade de mão de obra, devido à sua fácil instalação nos vasos.

Durante o evento, na estufa destinada ao cultivo do Tomate Grape, a Netafim instalou vários NetBow, despertando grande interesse dos visitantes. Soares observou que pessoas do Brasil e América Latina procuraram informações sobre a tecnologia, buscando contatar os representantes comerciais da Netafim para investir nessa inovação.

Além da Netafim, um importante parceiro da empresa, a Bolsa Irriga, também esteve presente no evento, garantindo a disponibilidade das mais novas tecnologias e informações para atender melhor aos clientes, evidenciando os benefícios e a relevância das inovações apresentadas. O parceiro de longa data da Netafim já estabelecido há quase 20 anos na região de Franca (SP), inaugurou recentemente uma unidade na cidade de Mogi Mirim (SP), visando atender aos produtores de hortifrúti e outros cultivos presentes na região leste de São Paulo.

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Fonte: Netafim

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do cacau segue elevado e mantém pressão sobre o chocolate, apesar da queda nas cotações internacionais

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O mercado internacional do cacau apresenta sinais de acomodação após meses de intensa volatilidade, mas os preços continuam em um patamar elevado que mantém a pressão sobre toda a cadeia produtiva do chocolate. Mesmo com a recente correção nas bolsas internacionais, a commodity permanece acima de US$ 5 mil por tonelada, cenário que dificulta uma redução significativa dos custos para a indústria e, consequentemente, para o consumidor.

Dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO) mostram que o preço diário da commodity foi de US$ 5.169,23 por tonelada em 1º de julho de 2026, recuando para US$ 5.116,52 por tonelada no dia seguinte. Nos contratos futuros negociados em Nova York, as cotações ficaram em US$ 5.178,33 e US$ 5.141,67 por tonelada, respectivamente. Já em Londres, os contratos encerraram os dias em £ 3.883,00 e £ 3.811,33 por tonelada.

Novo patamar de preços preocupa a indústria

Embora os valores estejam abaixo dos picos registrados recentemente, o mercado avalia que o cacau entrou em um novo nível de preços, significativamente superior ao observado em anos anteriores.

Para a indústria de chocolates e derivados, o principal desafio deixou de ser apenas a volatilidade diária e passou a ser o elevado custo estrutural da matéria-prima. Esse cenário reduz a margem das empresas, limita promoções e mantém pressionados os preços de produtos como chocolates em barra, bombons, coberturas, achocolatados e itens utilizados pela confeitaria.

Mercado brasileiro acompanha cenário externo

No Brasil, as cotações também permanecem firmes, refletindo tanto o comportamento das bolsas internacionais quanto fatores internos, como logística, disponibilidade de produto, qualidade das amêndoas e variações cambiais.

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Em 3 de julho de 2026, o cacau era comercializado a:

  • R$ 305,00 por arroba na Bahia;
  • R$ 1.220,00 por saca de 60 kg no Espírito Santo;
  • R$ 19,00 por quilo no Pará.

Na equivalência por peso, tanto a arroba negociada na Bahia quanto a saca comercializada no Espírito Santo correspondem a aproximadamente R$ 20,33 por quilo, enquanto no Pará a referência permaneceu em R$ 19,00/kg.

Apesar da estabilidade recente, os preços ainda refletem um mercado sensível às oscilações internacionais e ao comportamento do câmbio.

Correção recente não altera cenário de custos elevados

Na comparação com o final de junho, houve uma leve retração nas cotações nacionais.

No dia 26 de junho, as referências eram de R$ 320,00 por arroba na Bahia, R$ 1.280,00 por saca no Espírito Santo e R$ 21,00 por quilo no Pará.

Com isso, a redução foi de aproximadamente 4,7% na Bahia e no Espírito Santo e de cerca de 9,5% no Pará.

Apesar desse movimento, especialistas avaliam que a correção ainda é insuficiente para provocar mudanças relevantes na estrutura de custos da indústria.

Consumidor ainda não sente redução nos preços

Mesmo quando ocorre uma queda nas cotações do cacau, o impacto sobre o preço do chocolate costuma demorar a chegar ao varejo.

Isso acontece porque as indústrias trabalham com contratos antecipados, estoques já adquiridos e estratégias graduais de repasse de custos. Em muitos casos, o ajuste ocorre não apenas por meio do aumento do preço final, mas também pela redução do peso das embalagens, alterações nas formulações ou diminuição das margens de lucro.

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Dessa forma, oscilações pontuais da commodity dificilmente resultam em redução imediata dos preços encontrados pelo consumidor nos supermercados.

Cadeia produtiva vive desafios distintos

Enquanto os preços elevados favorecem a rentabilidade dos produtores, estimulando investimentos em renovação de lavouras, manejo e controle fitossanitário, o cenário representa um desafio para a indústria, que precisa ampliar o capital destinado à compra da matéria-prima.

Para o consumidor, os reflexos aparecem em uma categoria que deixou de ser predominantemente sazonal e passou a fazer parte do consumo cotidiano, aumentando o peso dos produtos derivados do cacau no orçamento das famílias.

Perspectivas para os próximos meses

O comportamento do mercado dependerá da evolução da oferta global e das condições climáticas nas principais regiões produtoras, além do câmbio e da demanda internacional.

Caso as cotações permaneçam acima de US$ 5 mil por tonelada, o espaço para uma queda significativa no preço do chocolate continuará limitado. Para que o consumidor perceba um alívio consistente, será necessária uma combinação de maior oferta mundial, recomposição dos estoques, estabilidade cambial e redução dos custos industriais.

Embora o mercado tenha deixado para trás o período mais agudo de volatilidade, o cacau ainda permanece distante de um cenário considerado confortável, mantendo a pressão sobre toda a cadeia do chocolate.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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