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IPCA-15 de fevereiro apresenta alta de 0,78%

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou um aumento de 0,78% em fevereiro, ultrapassando a taxa de janeiro em 0,47 ponto percentual (p.p.). No acumulado do ano, o IPCA-15 apresenta elevação de 1,09%, enquanto nos últimos 12 meses, atinge 4,49%, superando os 4,47% do período anterior. Em fevereiro de 2023, o IPCA-15 foi de 0,76%.

Destaques por Setores

Dos nove grupos de produtos e serviços analisados, oito apresentaram alta em fevereiro. O grupo de Vestuário foi a única exceção, com uma queda de 0,39% após o aumento de 0,22% em janeiro. O setor de Educação teve a maior variação (5,07%) e o maior impacto (0,30 p.p.), destacando-se pelos reajustes habituais no início do ano letivo.

Setores com maiores variações
  • Alimentação e Bebidas (0,97%): A alimentação no domicílio subiu 1,16%, impulsionada pelos aumentos nos preços da cenoura (36,21%), batata-inglesa (22,58%), feijão-carioca (7,21%), arroz (5,85%) e frutas (2,24%).
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,76%): Destaque para plano de saúde (0,77%), produtos farmacêuticos (0,61%) e itens de higiene pessoal (0,70%), com altas expressivas nos produtos para pele (1,67%) e perfume (1,34%).
  • Habitação (0,14%): A taxa de água e esgoto (0,27%) foi influenciada pelo reajuste em Belo Horizonte (3,06%). Em contrapartida, o gás encanado registrou queda de 0,90%.
  • Transportes (0,15%): A passagem aérea teve uma queda significativa de -10,65%, enquanto combustíveis como gás veicular (3,83%), gasolina (0,84%) e etanol (0,32%) apresentaram aumento.
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Variações Regionais

Todas as áreas apresentaram aumento em fevereiro, sendo Goiânia (1,07%) a região com a maior variação, impulsionada por altas na gasolina (7,28%) e nos cursos regulares (4,56%). Porto Alegre (0,11%) teve a menor variação, com quedas nos preços da passagem aérea (-16,59%) e gasolina (-1,59%).

O IPCA-15 coletou preços no período de 16 de janeiro a 15 de fevereiro de 2024 e os comparou com aqueles vigentes de 15 de dezembro de 2023 a 15 de janeiro de 2024. O indicador abrange famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos, incluindo diversas regiões metropolitanas e municípios do Brasil, seguindo a metodologia do IPCA.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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