AGRONEGÓCIO

Investidores Impulsionam Reflorestamento da Amazônia com Emissão Recorde de Título de US$ 225 Milhões

Publicado em

O Banco Mundial (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, BIRD) anunciou hoje a emissão de um título vinculado ao reflorestamento da Amazônia, no valor recorde de US$ 225 milhões e com prazo de 9 anos. Este título é o maior já lançado pelo Banco Mundial e é inovador por vincular o retorno financeiro dos investidores à remoção de carbono da atmosfera, uma abordagem distinta das anteriores, que se baseavam na venda de créditos de carbono relacionados a emissões evitadas.

A estrutura do título inclui um cupom composto por uma parte fixa garantida e outra variável, atrelada à geração de Unidades de Remoção de Carbono (CRUs) provenientes de projetos de reflorestamento na floresta Amazônica, no Brasil. Aproximadamente US$ 36 milhões desse montante serão destinados a apoiar as atividades de reflorestamento da Mombak, uma empresa brasileira que utiliza os fundos para adquirir ou firmar parcerias com proprietários de terras na Amazônia, com o objetivo de reflorestar áreas com espécies nativas. Além de remover carbono, essas atividades promovem a biodiversidade e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades locais.

Leia Também:  Aumento da Mistura de Etanol na Gasolina Pode Reduzir Emissões de GEE em 15%

Jorge Familiar, vice-presidente e tesoureiro do Banco Mundial, destacou a importância da colaboração diversificada para apoiar a Amazônia. “Uma variedade de parceiros e ferramentas de financiamento é necessária para proteger a biodiversidade e o papel global da Amazônia na mitigação das mudanças climáticas. A participação dos investidores privados na transação de hoje demonstra o crescente interesse em conectar retornos financeiros a resultados positivos de desenvolvimento na região amazônica.”

O título oferece proteção de 100% do principal e os recursos obtidos serão aplicados em atividades de desenvolvimento sustentável globalmente. Os investidores do título aceitarão uma redução parcial nos pagamentos de cupom ordinário, com valores equivalentes sendo disponibilizados para financiar os projetos da Mombak por meio de uma transação de hedge com o HSBC. As CRUs geradas serão adquiridas através de um contrato de compra e venda, e uma parte da receita será destinada aos detentores do título na forma de juros relacionados às CRUs, além do cupom mínimo garantido pelo Banco Mundial. Caso os projetos e a monetização das CRUs ocorram conforme o previsto, o título oferece um potencial benefício financeiro superior aos títulos tradicionais do Banco Mundial de prazos semelhantes.

Leia Também:  Preço mínimo para safra 2025/26 de café, laranja, sisal e trigo é atualizado pela Conab

Greg Guyett, CEO do Global Banking & Markets do HSBC, expressou entusiasmo pela colaboração: “Estamos satisfeitos em colaborar com o Banco Mundial nesse título inovador, que visa apoiar o reflorestamento de milhares de hectares da floresta Amazônica brasileira. Foi um privilégio estruturar a transação e atuar como único agente líder na maior emissão de títulos vinculados a resultados do Banco Mundial até a presente data.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

Published

on

A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

Leia Também:  Aumento da Mistura de Etanol na Gasolina Pode Reduzir Emissões de GEE em 15%

No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

Leia Também:  No primeiro quadrimestre, emissão de alvarás já supera mesmo período do ano passado

A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA