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Inverno pressiona bovinocultores a adaptarem manejo e alimentação para manter produtividade

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Com a chegada do inverno, temperaturas baixas e a queda na qualidade das pastagens impactam diretamente os bovinos de corte e de leite. A redução no teor nutricional dos alimentos naturais levanta dúvidas entre produtores sobre como proteger a saúde dos animais e preservar a produção nos meses frios.

Ajuste da dieta é fundamental

Segundo Gustavo Tanuri Lotti, analista técnico comercial da Quimtia Brasil, a principal medida para enfrentar o período é adequar a alimentação dos rebanhos. “No inverno, os bovinos de leite tendem a aumentar a ingestão alimentar, o que exige um balanceamento nutricional cuidadoso, sempre acompanhado por um nutricionista”, destaca o especialista.

Impactos diretos e indiretos do frio

O frio provoca estresse térmico direto nos animais e afeta indiretamente a qualidade das pastagens perenes, que são a principal fonte de volumoso. A queda nos níveis de proteína nessas forragens reduz a oferta de alimento nutritivo. Para mitigar esse problema, a recomendação é investir em pastagens resistentes ao frio, como aveia e azevém.

O lado positivo do inverno

Apesar das dificuldades, o inverno pode beneficiar especialmente o gado leiteiro, que se adapta melhor ao clima frio. Lotti explica que pastagens de inverno geralmente apresentam maior teor de proteína, porém menor disponibilidade de fibras. Por isso, é necessário ajustar a dieta aumentando o fornecimento de volumosos de qualidade, como silagem de milho e outras forrageiras.

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Consequências da alimentação inadequada

O especialista alerta para os riscos financeiros decorrentes de dietas mal ajustadas. “A falta de adaptação na alimentação pode comprometer severamente a receita do produtor. Uma dieta balanceada, combinada com suplementação mineral e adição de ureia, melhora a digestibilidade das fibras e aumenta a produtividade”, afirma.

Manejo adaptado também faz diferença

Além da nutrição, Lotti reforça a importância de ajustes no manejo. Estratégias como confinamento e semi-confinamento são recomendadas para bovinos de corte durante o inverno. Ele destaca ainda a atenção especial aos bezerros, que são mais vulneráveis ao frio, recomendando a adoção do protocolo vacinal correto e a criação de ambientes protegidos para garantir a imunidade e o desenvolvimento ideal dos animais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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