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Insights e bastidores sobre a maior iniciativa de posicionamento e criação da marca Agro do Brasil inauguram os Comitês ABMRA em 2024

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Após um ano marcante para os Comitês ABMRA, que reuniram mais de 900 profissionais em 28 encontros, as primeiras edições de 2024, que serão realizadas em fevereiro, já têm datas marcadas: dia 2/2 para Veículos de Mídia; 16/2 para Agências e 23/2 para Produtos e Serviços. Neste primeiro mês, o foco será a grande iniciativa que recebe a mentoria da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro: o Projeto Marca Agro Brasil, que visa criar uma marca forte, que fortaleça a imagem de todo o setor, estimular a empatia e a admiração da população urbana pelos produtores e pelo trabalho realizado no campo, desconstruir mitos e, assim, torná-lo uma paixão nacional.

Nos encontros, Paulo Rovai, consultor C-Level, professor na ESPM e um dos principais coordenadores do Projeto, e Pedro Scrivano, consultor de marketing e métodos quantitativos e estatísticos, conversarão com os participantes sobre como o maior projeto de posicionamento da marca do Agro brasileiro foi construído e o desenvolvimento da pesquisa “Percepções Sobre o Agro. O Que Pensa o Brasileiro”, estudo que norteou e deu a direção ao projeto. Além disso, eles também explicarão como foi realizada a criação do conceito de comunicação e como usou insights captados nas pesquisas e nas observações do comportamento do consumidor, o que ajudará a pavimentar um caminho mais estratégico e efetivo para a comunicação.

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Ricardo Nicodemos, presidente da ABMRA e um dos nomes responsáveis pelo desenvolvimento do Projeto Marca Agro do Brasil, explica que a iniciativa tem sido lapidada há mais de três anos com muito estudo de campo, o que é essencial para a construção da credibilidade do setor. “Estamos trabalhando minuciosamente há muito tempo para consolidar o projeto da melhor forma possível. Fizemos pesquisas, tanto dentro da cadeia produtiva, para entender sobre os hábitos dos produtores rurais, quanto com a população em geral, para entender o que o brasileiro pensa sobre o Agro. Também estivemos presentes em diversos eventos e realizamos encontros que permitiram uma conexão ainda maior com o nosso público. Temos muito cuidado com cada detalhe, pois, se queremos desconstruir mitos e ter uma marca forte de verdade, só podemos fazer isso com muita credibilidade”.

Fernanda Ibañez, diretora responsável pelos Comitês ABMRA, conta que as reuniões dos Comitês integram os profissionais das empresas Associadas e convidados, gerando troca de experiências, informações e network. “As reuniões dos Comitês sempre nos fornecem insights e nos permitem compreender melhor a realidade do campo e da comunicação do setor. Falar de uma iniciativa inovadora como o Projeto Marca Agro do Brasil e conhecer os bastidores e as etapas de desenvolvimento será uma excelente oportunidade de aprendizado e debate”, conta.

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Fonte: ABMRA

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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