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Inscrições Abertas para o 34º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso

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Até o dia 20 de setembro, estão abertas as inscrições para o 34º Prêmio Ernesto Illy de Qualidade Sustentável do Café para Espresso, uma iniciativa da illycaffè que premia os melhores cafeicultores do Brasil. A illycaffè, empresa referência em café sustentável e Benefit Corporation, promove há mais de três décadas a produção de cafés de alta qualidade e sustentáveis no país.

Para participar da premiação, é necessário enviar amostras de um quilo de café beneficiado, representando um lote que deve variar entre 100 e 1.000 sacas da safra corrente (2024/25). As amostras devem ser da espécie Coffea arabica e podem ser preparadas por via seca (café natural) ou via úmida (cereja descascado ou despolpado).

O Dr. Aldir Alves Teixeira, CEO da Experimental Agrícola do Brasil e presidente da Comissão Julgadora, expressou preocupação com algumas amostras recebidas. “Apesar da boa qualidade da bebida, algumas amostras estão sendo reprovadas devido ao teor de umidade, que está acima do limite permitido de 11% (ou 9,0% segundo a norma ISO 6673)”, explicou Teixeira.

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Nesta 34ª edição, o prêmio seleciona os melhores grãos em duas categorias: Nacional e Regional. Na Categoria Nacional, serão escolhidos 40 produtores finalistas. Os três primeiros colocados ganharão uma viagem ao exterior para participar do 10º Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy em 2025, além de prêmios em dinheiro e diplomas.

“Cada edição do prêmio nos desafia a identificar o melhor café do mundo. Na edição de 2023, a fazenda São Mateus Agropecuária do Brasil venceu a 8ª edição do Prêmio Internacional, competindo com produtores de diversos países”, destacou o Dr. Aldir Alves Teixeira.

A competição tem se tornado cada vez mais acirrada, refletindo o avanço dos cafeicultores brasileiros na produção de cafés de alta qualidade, sustentáveis e provenientes de práticas agrícolas regenerativas.

Na Categoria Regional, o prêmio será concedido ao melhor cafeicultor de cada um dos 10 estados/regiões participantes, incluindo Minas Gerais (com subdivisões), São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, e as regiões Centro-Oeste, Sul e Norte/Nordeste. Todos os vencedores e finalistas receberão prêmios em dinheiro e diplomas.

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A seleção dos cafés é feita por especialistas da Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè, que avaliam critérios como cor, aspecto, secagem, tipo, peneiras, teor de umidade, torração e qualidade da bebida, incluindo degustação para espresso. Durante o período de inscrição, os produtores podem vender o lote inscrito e aprovado para a Experimental.

A ficha de inscrição e o regulamento completo para o 34º Prêmio estão disponíveis no site do Clube illy do Café www.clubeilly.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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