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Inovação na citricultura: Fazenda São Domingos revoluciona a produção de laranja com irrigação por gotejamento

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Lucas Ferranti Fonseca, proprietário da Fazenda São Domingos, localizada em Olímpia (SP), está colhendo os frutos de um projeto inovador na citricultura. A fazenda, que anteriormente abrigava uma plantação de cana-de-açúcar, iniciou em 2022 o cultivo de laranja pera-rio em uma área de 45 hectares, utilizando o sistema de irrigação por gotejamento da Netafim como principal tecnologia para o sucesso da operação. A implementação do projeto contou com a parceria da Coopercitrus.

Planejamento estratégico desde o início

De acordo com Fonseca, o planejamento da mudança para a citricultura foi feito com antecedência. “Tínhamos uma área de cana e surgiu a ideia de trazer a laranja para cá. Já havíamos testado a cultura em outra propriedade em 2019 e, em 2022, decidimos avançar. Planejamos a irrigação desde o começo, e o projeto já estava em execução quando começamos o plantio”, explica o produtor.

André Martins Marcelino, coordenador de irrigação da Coopercitrus, destaca o impacto positivo da parceria com a Netafim. “A colaboração fortalece o trabalho cooperativo, fornecendo soluções de irrigação avançadas que melhoram a eficiência hídrica e a produtividade, beneficiando todos os associados”, afirma.

Vantagens do sistema de gotejamento

Wagner Suavinha, especialista agronômico da Netafim, salienta as vantagens do sistema de irrigação por gotejamento para a citricultura. “O gotejamento garante a aplicação uniforme de água e nutrientes diretamente na zona radicular, evita desperdícios, promove economia hídrica e melhora o manejo de adubação por meio da fertirrigação”, explica.

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Colheita antecipada e resultados rápidos

A adoção da fertirrigação trouxe resultados rápidos para o projeto. “Quando começamos a usar esse método, 30 dias depois já era possível ver a diferença no pomar”, relata Fonseca. Com apenas 1,5 ano de plantio, a primeira safra está prevista para o final de 2024, um feito impressionante, considerando que a citricultura tradicional costuma levar até quatro anos para alcançar produção significativa.

Marcelino também destaca os benefícios observados pelos cooperados, como o aumento da produtividade, a redução de custos com água e energia, e a melhoria da qualidade das colheitas.

Tecnologia como diferencial competitivo

A Fazenda São Domingos é um exemplo de inovação no agronegócio, com investimentos em tecnologias como tratores autônomos e sistemas computadorizados de pulverização. Toda a propriedade é conectada por Wi-Fi, permitindo o controle remoto das operações, o que torna a fazenda um modelo de modernização no setor.

Fonseca se destaca como um cooperado que adotou com sucesso as tecnologias da Netafim. Seu pomar 100% irrigado foi um dos casos de sucesso divulgados pela Coopercitrus.

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Sustentabilidade e eficiência no campo

Para Fonseca, a economia de água é um dos principais benefícios do sistema de irrigação por gotejamento, especialmente em uma propriedade que depende de poços artesianos e de um rio local para seus recursos hídricos. “A irrigação por gotejamento é essencial para quem deseja iniciar ou modernizar a produção de laranja. Planejar e iniciar o plantio com o sistema já implementado faz toda a diferença”, aconselha.

A Fazenda São Domingos também adota práticas sustentáveis, com foco na economia de água e no manejo responsável dos resíduos. “Nossa prioridade é integrar tecnologia e sustentabilidade para aumentar a rentabilidade e a produtividade”, conclui Fonseca.

O caso da Fazenda São Domingos reforça como a irrigação por gotejamento, em parceria com a Coopercitrus, está transformando a produção de laranja no Brasil. A inovação tecnológica, aliada a práticas sustentáveis, está promovendo uma revolução na citricultura brasileira, ampliando a eficiência e a competitividade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Acamamento no arroz: como evitar perdas e aumentar a produtividade com manejo correto na lavoura

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O acamamento do arroz, caracterizado pelo tombamento parcial ou total das plantas, segue entre os principais fatores de perda de produtividade na cultura. Além de reduzir o rendimento por área, o problema também afeta a qualidade dos grãos e dificulta a colheita mecanizada, elevando custos operacionais.

De acordo com especialistas, a prevenção depende de um conjunto de práticas de manejo que vão desde a escolha da cultivar até o controle de irrigação, adubação e densidade de plantas ao longo do ciclo produtivo.

Acamamento no arroz ocorre com mais frequência no enchimento de grãos

O problema é mais comum durante a fase de enchimento dos grãos, quando as panículas estão mais pesadas. Nesse estágio, a combinação de fatores agrava o risco de tombamento, como:

  • ventos fortes;
  • chuvas intensas;
  • excesso de nitrogênio;
  • colmos frágeis;
  • solos encharcados.

Quando ocorre, o acamamento provoca perdas diretas de produtividade e aumenta o risco de deterioração dos grãos.

Impactos do acamamento vão além da produtividade

Além da redução no rendimento, o acamamento compromete toda a operação de colheita e pós-colheita. Entre os principais impactos estão:

  • aumento das perdas na colheita mecanizada;
  • maior consumo de combustível das máquinas;
  • elevação da umidade dos grãos colhidos;
  • redução da qualidade industrial;
  • maior incidência de doenças na base das plantas.

Esses fatores tornam o manejo preventivo ainda mais importante para garantir eficiência produtiva.

Escolha da cultivar é ponto de partida para evitar o problema

O planejamento da lavoura é considerado o primeiro passo no controle do acamamento. A escolha de cultivares de porte médio ou baixo, com colmos mais espessos e resistentes, reduz significativamente a suscetibilidade ao tombamento.

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A recomendação técnica também inclui atenção à resposta de cada cultivar à fertilização nitrogenada e à densidade de semeadura, especialmente em áreas de alta fertilidade.

Densidade de semeadura influencia resistência das plantas

A população de plantas é outro fator determinante. Semear acima do recomendado pode aumentar a competição por luz e nutrientes, favorecendo:

  • estiolamento das plantas;
  • colmos mais finos e frágeis;
  • maior risco de acamamento.

O uso de sementes de alto vigor é indicado para garantir estande uniforme, reduzindo a necessidade de adensamento excessivo.

Adubação nitrogenada exige equilíbrio para evitar crescimento excessivo

O manejo do nitrogênio é um dos pontos mais sensíveis no controle do acamamento. O excesso de aplicação, especialmente em cobertura tardia, estimula crescimento vegetativo exagerado, aumentando a altura das plantas e reduzindo sua resistência estrutural.

O equilíbrio entre nutrientes também é essencial, principalmente entre:

  • nitrogênio (N);
  • potássio (K);
  • silício (Si).

Esse balanço contribui diretamente para a firmeza dos colmos e a sustentação da planta.

Manejo da irrigação influencia diretamente a estabilidade da lavoura

No arroz irrigado, o controle da lâmina de água tem papel decisivo na prevenção do acamamento. Níveis excessivos e prolongados podem:

  • estimular alongamento da parte aérea;
  • enfraquecer o sistema radicular;
  • aumentar a vulnerabilidade ao tombamento.
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O ajuste da irrigação conforme o estágio fenológico da cultura ajuda a manter o equilíbrio entre crescimento e sustentação das plantas.

Reguladores de crescimento devem ser usados com critério técnico

O uso de reguladores de crescimento pode ser uma ferramenta complementar no manejo do arroz, contribuindo para plantas mais baixas e colmos mais curtos.

No entanto, o uso deve ser criterioso e sempre baseado em recomendação técnica, já que aplicações fora do momento adequado podem:

  • prejudicar o enchimento dos grãos;
  • reduzir o potencial produtivo;
  • gerar efeitos indesejados na lavoura.
Manejo integrado é essencial para reduzir riscos

O controle do acamamento não depende de uma única prática, mas da combinação de diferentes fatores de manejo. Entre eles:

  • controle eficiente de plantas daninhas, pragas e doenças;
  • conservação da estrutura física do solo;
  • desenvolvimento adequado do sistema radicular;
  • monitoramento constante da lavoura.

O acompanhamento técnico ao longo do ciclo permite ajustes mais precisos e reduz riscos de perdas.

Conclusão

Segundo orientações técnicas, a redução do acamamento no arroz depende de uma estratégia integrada que envolve escolha adequada da cultivar, população equilibrada de plantas, adubação bem planejada, manejo correto da irrigação e monitoramento contínuo da lavoura.

O acompanhamento de um engenheiro agrônomo é fundamental para garantir decisões mais seguras, alinhadas às recomendações técnicas e ao potencial produtivo da cultura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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